"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
In: "Cima Abaixo" de Pedro Abrunhosaquinta-feira, 15 de julho de 2010
Momento (CXXI)
Um banco de jardim, uma brisa fresca de final de tarde e as páginas de um livro, enquanto uma mãe brinca com a filha nos baloiços, um casal de namorados procura um canto escondido de olhares (pudera, ela é a filha da minha vizinha da frente, deve ter-lhe dado uma coisinha má quando me viu ali) e o som dos carros é um murmúrio distante neste calmo ninho de sombras no centro da cidade.


Vejo-o entrar pelo portão de ferro e abater-se pesadamente ao meu lado, cansado e a precisar de férias (está quase). Ficamos ali uns minutos a curtir o silêncio, a mãe já levou a menina ao colo "vamos buscar o pai", tiramos uma fotografia, sorridentes, como temos estado nos últimos dias, já falámos disto ao jantar, "tu sabes porquê, estás mais descontraída", torço o nariz, seja qual fôr a razão estou muito feliz por ser assim, tinha saudades de nós, assim, a dizer baboseiras ao jantar, a querer parar de rir sem conseguir, a sorrir como nesta fotografia (estamos tão lindos, pah!).
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