sábado, 31 de dezembro de 2011

Fazer um balanço

Em 2011 a minha mãe veio morar para perto de mim. O que para muitas pessoas sería uma espécie de maldição (respeito isso) para mim foi um alívio. Está debaixo da minha asa. Melhor ainda, adaptou-se perfeitamente a esta cidade, já a conhece melhor do que eu, e está feliz, genuinamente feliz, dona do seu espaço e do seu tempo. Vê-la sorrir enche-me de luz.
A minha sobrinha foi internada com vinte dias de vida e este foi sem dúvida o pior momento do ano. A imagem daquele ser frágil entubado ainda me causa arrepios de medo.
Em 2011 trabalhei por duas (literalmente, acumulei as minhas funções com as de uma colega de licença de maternidade) durante 5 meses. O stress desses tempos provocou-me peladas no cabelo, mas cumpri tudo e mostrei que era capaz. O trabalho também me levou a Londres, Amesterdão e Luanda, abrindo-me horizontes para outras realidades e outras vivências.
As férias começaram no Alentejo com a Paula (férias já não são férias sem uns dias juntas) e  terminaram em Amesterdão com ele (o episódio do aeroporto vai ficar para a história). Não tive tanta praia como gostaría, mas foram uns dias inesquecíveis. 
Fiz dois níveis do curso de fotografia e aprendi muito. Ele trocou o jipe por um Alfa e andou deprimido durante uns dias (já lhe passou, descobriu que o descanso de ter um carro que funciona é impagável).
Festejámos dez anos de "casamento" e fomos brindados com a maior prova do nosso amor. O sonho mais ansiado, aquele por que tivémos de lutar com todas as nossas forças. Um coração minúsculo a bater dentro de mim. O meu maior desejo concretizado.
Aconteceu tudo o que pedi para 2011. Não podia ter esperado um ano melhor.


(No próximo ano ganho coragem para a tatuagem).

Momentos (CLXXVI)

Manhã de compras com a Paula.  Tarde de saldos com a Paula. Irmos ao cinema ver o New Year's Eve. A miniatura sossegada na paz dos seus 3 cêntimetros e meio. Escolher uns petiscos para a mesa do jantar. Comprar pizzas para comer em frente à lareira.
Não podia ter desejado um melhor último dia do ano.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ter fé

Tudo acontece por uma razão, eu acredito nisto, e começo a compreender que todo o caminho que tive de trilhar até aqui, todos os passos na areia, tiveram um significado, um propósito, sem eles não conseguiria agora sentir e viver este momento tão intensamente, uma gratidão tão pura e um encantamento tão sublime que nenhuma palavra consegue exprimir.
Estou grávida e já posso dizê-lo sem receios. Obrigado.

Mormon Tabernacle Choir
"Faith in Every Footstep"





quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O (segundo) melhor presente deste Natal

Um mini- aquário de medusas, oferta do N., claro, ele escolhe sempre presentes inesperados e fora do normal, e a verdade é que costuma acertar, agora damos por nós hipnotizados a olhar para o vidro colorido e a pensar que isto é altamente terapêutico e devia vir com receita médica.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Tudo o que podia desejar

O meu Natal teve bolas de sabão e uma mesa cheia de alegria na casa do meu sogro. A família dele que também é a minha. A minha mãe e avó. A minha afilhada desconfiada da barriga do Pai Natal, "pai, eras tu que estavas vestido de Pai Natal, não eras?" (e assim se desfaz um mito para uma criança de dois anos e meio...).



O meu Natal teve livros de viagem e manuais para a viagem que está prestes a começar, caixas de chocolates que chegam para os próximos seis meses e boa disposição que espero que se prolongue pelos próximos doze meses. Teve pessoal a andar de bicicleta com um frio de rachar e um madeiro a arder no pátio da Sociedade.




O meu Natal teve a minha família toda junta ao almoço em nossa casa (só faltaste tu, mas foste recordado nas pequenas histórias de quem nunca será esquecido, contadas sem mágoa, com uma pontinha de saudade). Teve uma sobrinha que foi o centro das atenções e de todos os mimos (e bolachas de chocolate para se besuntar toda), e uma avó completamente derretida e que amanhã não se consegue mexer porque passou o dia curvada atrás da neta. Teve uma tarde de filmes e sofá, a mesa sempre posta para ir petiscando doces, e uma cachorrinha amorosa que foi para Lisboa.




O meu Natal teve muito amor e um brilho especial.
Não podia ter desejado mais nada.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Preparar o coração

Destiny's Child
"Opera of the Bells"


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pedir (II)

"Um anjo?" (...) "Um anjo macio para eu levar para a cama". (...) 
Um anjo, que engraçado, se calhar era o que todos nós devíamos pedir no Natal, um anjo para dormir à nossa beira e nos proteger de todos os males do mundo."

In: Pezinhos de Coentrada

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Andar nas nuvens

Estava a ver os arquivos do blog para fazer um balanço de 2011, e percebi perfeitamente o que perdi em termos de escrita e inspiração. Já não escrevo assim há meses. Sei exactamente quantos. Sei exactamente porquê. Tenho a melhor das desculpas, quando aquilo que não podemos contar (a médica pediu contenção, e o primeiro trimestre é sempre o mais perigoso, e achamos que ainda é cedo... ou melhor, eu acho, que ele começou a desbroncar-se a qualquer vivalma que lhe apareceu à frente) é tão avassalador que mais nada importa, mais nada é tão belo, tão sentido, tão intenso que mereça umas míseras palavras de recordação.
Não sei se voltarei a escrever com aquela alma lá atrás. Também não quero transformar isto num blog gugu-dadá enjoativo, e repetir todos os dias a felicidade que é sentir este estado de graça que já se nota. Olho para a minha barriga e vejo um sonho concretizado. E não há palavras para isso.

Celtic Women
"Walking In The Air"

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ganhar balanço

Para uma semana de trabalho que vai ser a doer, e é se quero passar os últimos dias do ano a ganhar raízes no sofá...


Erin McCarley
"Love, Save The Empty"


domingo, 18 de dezembro de 2011

Relembrar

Ontem à noite, em frente à lareira na casa da C. e do C., conversávamos sobre concertos e espectáculos, dos melhores e piores a que tínhamos assistido. E eu lembrei-me do Fado - A História de um Povo. E desta voz em particular, que me levou às lágrimas  naquele dia (e de cada vez que a ouço).

Liana
"Fado da Despedida (Lisboa foi meu fado)"



sábado, 17 de dezembro de 2011

Saudade

Foste tu que me deste a conhecer Cesária Évora. Tinhas sempre uma cassete dela no carro.
As saudades já não doem. Continuo a acreditar que me vês e que me ouves quando falo contigo. Que sabes. Mas penso em tudo o que não vais poder fazer. E agora custa mais ainda...

Cesaria Evora
"Lua Nha Testemunha"


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Antes de adormecer

Sim, porque agora basta pousar a cabeça na almofada (qualquer uma)  e adormeço em dois minutos. Não consigo ver um filme até ao fim ou ler uma página completa de um livro (nem um artigo de uma revista sequer...). Foi o meu primeiro sintoma, notado por ele antes de eu ponderar que talvez sim, "andas a dormir muito, mais do que o normal". Depois, já depois de um número mágico num papel me deixar cheia de cuidados (mas sem medos irracionais nem ansiedade) veio a fome, e eu, que passava seis ou sete horas sem comer (e sem me lembrar disso) passei a sentir uma necessidade física de me alimentar de duas em duas horas. O corpo pede mesmo. Acabaram-se os jantares de bolachas e iogurtes. Começou o problema do "agora não podemos ir comer sushi...".
Só senti um enjoo uma vez, mas foi o suficiente para me fazer respeitar todas as mulheres que passam por isto durante três meses (ou pior, durante toda a gravidez). Evito qualquer tipo de esforço físico e não pego em nada que pese mais de um quilo (nem nas minhas afilhadas, com muita pena minha). Continuo a trabalhar ao mesmo ritmo (esta semana foram três dias a sair depois das nove da noite, para acabar o maldito orçamento), mas só uso o elevador e levo um verdadeiro farnel para ir comendo durante o dia. A roupa continua a servir-me, mas já noto algum desconforto quando visto calças mais justas. Fora isso, estou muito serena e até me estranho, não pensava que fosse capaz de viver este primeiro trimestre (o risco de alguma coisa correr mal existe sempre) com tanta tranquilidade.
Ontem voltei a ouvir o coração da minha miniatura de gente,  a 225 à hora. Hoje completo dois meses de gravidez. Como diz a minha médica de família "agora é só esperar que ganhe placenta".

Embalar (II)

Charlotte Martin
"Your Armor"


domingo, 11 de dezembro de 2011

O melhor do fim de semana (XVIII)

Dormir até me cansar. Conseguir comprar os presentes de Natal todos numa tarde (uma proeza). Pela primeira vez fiz um orçamento por pessoa e cumpri-o, excepção feita para os meus três afilhados e sobrinho (eles não têm culpa da crise, e os sorrisos deles não têm preço). Os sorrisos das duas avós ontem à tarde também não, e deviam ter sido gravados para a posteridade. Sestas no sofá. Conseguir ver um filme (muito bom, excelente realização e banda sonora) sem adormecer a meio. A lareira acesa. E ouvir isto ao vivo e numa igreja a sério (tem muito mais piada) na companhia da mãe - completamente vidrada nas vozes - e da C..

St. Dominic's Gospel Choir
"My life, my love, my all"

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Decisions, decisions... (II)

Nem sei por onde começar...

Embalar

Márcia e JP Simões
"A pele que há em mim (Quando o dia entardeceu)"


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ouvir e sentir (CLXX)

Porque hoje faz tanto sentido...

David Fonseca
"All I want for Christmas is you"


Visto aqui

domingo, 4 de dezembro de 2011

O Natal é (acima de tudo) isto

O puto grande trouxe a família para passar o fim de semana connosco. Muita comida e galhofa à mesa. Muita javardeira num raio de dois metros à volta da L. também. O riso da mãe, louca de alegria a brincar com a neta, a enchê-la de beijos e mimos, a mudar-lhe a fralda (e a evitar que ela esfrangalhasse a árvore de natal). Ferrero Rocher para a alma. Ver desenhos animados ao calor da lareira. Os doces e bolos que ficam na mesa toda a noite. Observar o carinho entre a L. e o D., o amor de irmãos que nunca consegui explicar ao L. Vê-los juntos, ela a afagar-lhe a barba, ele a adormecê-la nos braços que parecem tão grandes a envolver aquele corpo pequenino. E assim ficou, sentado no sofá durante duas horas com a sobrinha ao colo. Fotografar os pequenos (o D. está quase da altura da minha mãe... também não é difícil, ela tem um metro e meio...) na primeira ida da L. a um parque infantil (e enquanto ela tentava pisar a porca-da-índia...).
O meu Natal podia ter sido este fim-de-semana.



Dia 29 *

Black and White


* Ou Está quase...

sábado, 3 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sentir falta (II)

O meu bichinho está de volta.
Só faltou dar-lhe beijinhos...

Beirut
"Elephant Gun"