sábado, 28 de junho de 2008

Hello, lover!!

Acabei de ver o filme, estava com medo de ficar desapontada por ter colocado as expectativas muito altas, mas acabou por ser exactamente como devia. Um autêntico filme de gaja, com algumas roupas que dificilmente seríam usadas pela comum das mortais sem ser motivo de gozo, com sapatos de tirar a respiração, com um estilo de vida que não acredito que a maioria das nova-iorquinas tenha, mas com dúvidas e alegrias que qualquer mulher consegue reconhecer. E acima de tudo, a capacidade de perdoar e continuar a acreditar.
Adorei.

Mairi Campbell e Dave Francis
"Auld Lang Syne"
Sex and the City OST

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Momentos (XVI)

Ir de comboio até Aveiro, uma hora e meia com o nariz colado ao vidro, alheada da realidade e dos meus próprios pensamentos, na mais completa paz de espírito.
Almoçar na Costa Nova, com calma e com vista para a ria, e deleitar-me com as cores das riscas das casas, todas diferentes, todas tão vivas, que me deram uma vontade imensa de voltar para passar umas férias pela segunda vez (conheci a Costa Nova e a Praia da Barra há uns anos, e prometi que um dia voltaria. Ainda não aconteceu.)


Saber que terei de esperar hora e meia pelo próximo comboio de volta, e nem isso conseguir alterar o meu estado de serenidade.
Perder-me no azul dos painéis de azulejos do edifício antigo da estação, e pensar que o meu trabalho devia ser sempre assim.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ouvir e sentir (XIX)

Esta voz embala-me.

Maria Bethania
"Âmbar"


quarta-feira, 25 de junho de 2008

Só para contrariar

Hoje tenho um turco em casa.
Já se enervou e esgaratafunhou mais do que nos jogos todos de Portugal!!

Eu devo andar doente

Ontem passei duas horas e meia no Vasco da Gama e não comprei nada, nem uma mala, nem uns sapatos (neste caso a culpa não foi minha, eu bem tentei, mas não havia o meu número), nem uns brincos...
Pior ainda, esqueci-me de fumar o meu cigarro sagrado depois do jantar! Ele pôs a mão na minha testa para ver se eu estava com febre, tal foi o espanto.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Slow

Ontem, ao jantar, a conversa foi sobre a pressa. Ele diz que eu vivo à pressa. Eu sei que tenho pressa de viver. Ando sempre a 200 à hora, tenho de estar sempre ocupada, não sou capaz de ver algo por fazer e não ir "tratar do assunto".
Ando há uma semana a fazer limpezas em casa e ainda não acabei. Desarrumo, lavo, esfrego, volto a arrumar. Acabo o dia com o corpo dorido, a pele das mãos a cair, mas a cabeça vazia. Porque é das poucas alturas em que os pensamentos não se atropelam nem me enchem o cérebro e os ouvidos, dúvidas, muitas dúvidas, excertos de músicas, planos e novamente dúvidas.
Ele não compreende porque é que eu não consigo carregar no travão, diz-me (e com razão) que não é saudável, que não descanso o suficiente, que não sou capaz de estar sem fazer NADA, "tu vives como fumas um cigarro: a correr". Ele não compreende (ou se calhar até compreende, e é isso que o preocupa mais) que é uma forma de escape.
Mas eu sei que ele tem razão, tenho de abrandar, o corpo já começa a mostrar sinais de cansaço, tenho de aprender a estar quieta sem me sentir culpada, sem sentir que devia estar a fazer qualquer coisa, a ser produtiva. Isto deve ser um recalcamento qualquer de infância, não encontro melhor explicação, e é extremamente complicado (mas não impossível) reeducar os mecanismos do cérebro para agir e sentir de outra forma.
Nem a propósito, hoje comprei a Activa (leitura mensal sagrada) e o tema principal deste mês é... Slow Movement. Pode ser que aprenda alguma coisa.

Esta manhã

Os 8 minutos que demoro a chegar ao escritório são passados ao som da Comercial. Gosto da boa disposição deles, são os únicos que me conseguem pôr a sorrir àquela hora.
Esta manhã, enquanto toda a equipa dava os parabéns ao Diogo Beja pelo nascimento da sua filha, e enquanto o ouvia dizer que pela primeira vez na vida tinha ficado sem palavras, as lágrimas corriam-me pela cara, os lábios tremiam, as mãos agarravam com força o volante.
Esta manhã conseguiram pôr-me a chorar.

domingo, 22 de junho de 2008

Ouvir e sentir (XVIII)

E esperar...

Rodrigo Leão
"À espera de Sofia"

Ouvir e sentir (XVII)

Secret Garden
"Song from a Secret Garden"

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O que dói mesmo...

A Selecção Nacional devia ter ganho o jogo com a Alemanha e não ganhou.
A S. devia ter nascido hoje e não quis (ainda não veio ao mundo e já mostra o mau feitio, vai ser lindo!!)
Mas o que me dói mesmo é vê-lo a acariciar a barriga da P. para sentir um pontapé da princesa, e saber que não é a minha barriga, não é a nossa princesa.
O que me dói mesmo é ver a I. a escalar pelas pernas dele acima, até se abraçar ao seu pescoço, dar-lhe palmadas na cara para ter a sua total atenção, dar-lhe bocadinhos de queijo à boca e dizer-lhe para beber cerveja a seguir (para não se engasgar).
O que me dói mesmo é ouvi-lo a dizer "queres ficar aqui comigo, eu prometo que depois de beber café vou pôr-te a casa, e levo-te às cavalitas o caminho todo" e ela diz que sim, e até dá um beijo aos pais quando se vão embora.
E ele cumpre, vejo-o pela janela, uma paciência e calma que não parecem possíveis, um sorriso rasgado de quem deixa um pingente de 3 anos fazer gato-sapato dele com a maior das felicidades, porque quando ela se ri o mundo pára.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mail para um amigo

"A minha neura já passou, por agora :)
Sabes, criei o blog para ser o meu diário, descarregar tudo lá, as alegrias e as frustrações (se reparares nunca escrevo para quem me lê, mas sim para mim própria) e começo a ficar preocupada com a preocupação que causo nos outros com os meus posts da lamúria. Já pensei em escrever lá qualquer coisa como 'vocês que me leêm, por favor não me façam comentários tão preocupados quando eu estou em baixo, porque senão começo a pensar que nem aqui posso ser eu, posso mostrar a minha fraqueza. Este blog serve para isto mesmo, para eu chorar tudo aqui e poder seguir em frente com um sorriso.'
Pensando bem, vou copiar isto e pôr no blog."
Pronto, já disse.

Glup!!

Quase adormeci enquanto o boss atestava o depósito do Patrol GR. Depois olhei para o contador: 116€.
Até engoli em seco!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Sol fugaz

Recebi hoje uma chamada do HUC, a solicitar dados para marcar a consulta de ginecologia, um vislumbre de alegria que não durou muito. Quando perguntei quando sería, a resposta deixou-me novamente de rastos: setembro ou outubro. Tanto tempo à espera.
Como lhe disse hoje ao jantar, regado com Dª Ermelinda Freitas branco (um aparte, alguém naquela empresa anda muito distraído, vender um vinho excelente por um preço irrisório é quase um crime, mas eu não devia dizer isto, adiante), é a única amargura que tenho deste processo todo, o ano que perdemos por ele não querer ir fazer a análise, foi um ano perdido, sei que não vale a pena pensar nisso agora, mas não me consigo esquecer.
Estive a fazer as contas, se a primeira consulta fôr em setembro, mais dois meses para a segunda consulta, mostrar os resultados dos exames que a médica se lembrar de me mandar fazer, mais dois meses para a consulta seguinte... já não vou engravidar este ano.
Ele disse-me que não se importava de esperar, porque quando chegar o dia a felicidade que vai sentir será tão grande que... e vejo as lágrimas quase a saltar-lhe dos olhos, e começo também a chorar e... (jantar espectacular, portanto).

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O regresso das sombras

Mais uma amiga grávida. Segundo filho. Disse-mo como uma hipótese "ainda não tenho a certeza, vou fazer o teste amanhã", mas fiquei com a sensação que já tem a certeza sim, quis preparar-me, ver como eu reagia.
Como é que eu consigo explicar que a minha vontade de chorar não quer dizer que não esteja feliz com a notícia? Como é que eu consigo explicar que não têm culpa, nem têm de se sentir mal ou tentar proteger-me? Que não têm de ter pena de mim? Para isso basto eu, nos escassos segundos que não consigo controlar-me e ainda pergunto "porquê eu? o que é que eu fiz de mal?".

sábado, 14 de junho de 2008

Dias longos

Sol, calor, muita luz, camisolas de alças e chinelos.
Caracóis e camarões e vinho verde, flores de todas as cores, pêssegos apanhados na hora e comidos com deleite.
Vibrar com os jogos da Selecção em frente a uma cerveja gelada (e atirar bitaites para o ar como se percebesse alguma coisa de futebol).
Virar a casa do avesso com as limpezas de verão (a ponto de ele pensar seriamente em ir pedir asilo político ao pai), com a determinação de quem sabe que no final se livrou de tudo o que não interessa e estava a criar más energias.
Dormir só com um lençol fino por cima.
Aproveitar os dias longos, que dão para (quase) tudo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

Momentos (XV)

Partilhar um marco importante na vida de um amigo.
Voltar a uma varanda onde sinto uma profunda paz.
Ouvir a força e determinação na voz de uma experiência de vida.
Ver a felicidade estampada nuns olhos enamorados.
Ouvir falar da terra, dos montes verdejantes e das meninas de Lisboa com um amor e uma ternura quase palpáveis.
Festejar, não o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, mas sim a amizade, a partilha e muitos sorrisos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ouvir e sentir (ao vivo)

Daqui a duas horas vou saltar um bocado ao som deles.

Da Weasel
"Mundos Mudos"

domingo, 8 de junho de 2008

Ouvir e sentir (XV)

O que acontece quando uma estudante de canto gregoriano se junta a um grupo de heavy metal.

Hyubris
"Canção de Embalar" de Zeca Afonso

Momento (XIV)

Dormir a sesta (há tanto tempo que eu não fazia isto).

Momentos (XIII)

Hoje estivemos num casamento, com 50 crianças, entre 1 mês e 12 anos de idade.
Perdi-me a vê-las correr pela relva, beber o leite do biberão, dançar de mãos dadas, enrolar uma madeixa de cabelo à volta de um dedo quando os olhos começavam a pesar de sono.
Como ele me disse, a contemplar deliciado um bebé de três meses: "já não custa tanto olhar para uma criança".

sexta-feira, 6 de junho de 2008

É só uma ideia

Estou para aqui a pensar em criar outro blog.
Tenho andado a pesquisar umas coisas na net sobre inseminações artificiais, ICSI's e afins, porque é o meu futuro próximo, se tudo correr bem (e não há nada que me meta mais medo que a falta de informação, prefiro mil vezes saber tudo o que posso esperar (ou não) do que ficar na ignorância), e os resultados das minhas pesquisas são escassos, para além de alguns dados técnicos, não encontro mais nada: os passos necessários, quanto tempo demora entre cada passo, o que fazer, o que não fazer, o que se sente (este é bastante subjectivo, claro, mas dá uma ideia geral). Para além dos fóruns de infertilidade, que me deprimem (aquela cena de "estrelinha", "sementinha" e "Mr. Red" não é o meu estilo), não encontro relatos de experiências, práticos e sem dramas.
Assim pensei que podia criar um blog só para isso, tipo diário de todo o processo. Também podia escrever tudo aqui, mas tenho pena dos dois homens que me leêm, coitados, bem basta terem de levar com relatos de cirurgias aos testículos (de arrepiar), quanto mais terem de ler posts de ovários para cima.
Vou continuar a procurar, e se não encontrar nada de jeito até receber a 1ª marcação para a ginecologista (pronto, é este tipo de informação que quero evitar aqui), crio outro blog só para o efeito.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Respirar esperança

Ele ía preparado para a última consulta. Preparado para ouvir a pior notícia de todas, o fim de um sonho. "Não posso ter muita esperança, senão o tombo é maior".
Eu ía preparada para a luta. Para perguntar "OK, está tudo mal, o que é que fazemos agora? Mais exames, mais cirurgia, diga que nós fazemos." Mas com uma calma que não tinha nas outras consultas, uma serenidade que eu própria estranhei.
Sentados no consultório, de mãos dadas, quando o Dr. House nos diz um número, que não era 0, pensei que ele me ía partir os dedos da mão com a força com que os apertou. 5. Todos vivos. Pode parecer insignificante, quando o normal são cerca de 20 milhões, mas para nós foi um número mágico, que nos devolveu a esperança escondida num sítio fresco e seco para não se estragar. Para nós foi o suficiente.
Fizémos a viagem de regresso a casa em silêncio, cada um saboreando o momento, porque não há palavras para descrever o alívio e a leveza que sentimos.
Agora podemos respirar outra vez, ainda há um longo caminho a percorrer, esta não foi a última consulta, mas sim a primeira de uma nova fase, e vai correr tudo bem, eu sei que vai, e vou ainda mais longe: esta gravidez terá de ser medicamente assistida, tudo bem, vou levar injecções, tudo o que fôr preciso; mas o segundo filho será de uma gravidez normal. Tenho dito.

Obrigado

Pega-me ao colo

Por favor.
Hoje preciso de Ti.
Que as pegadas na areia sejam as Tuas.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Gratidão

Há uns tempos atrás li "O Segredo". Não mudou a minha vida. Não tive nenhuma revelação luminosa. Mas deixou-me a pensar, principalmente no conceito de gratidão. E tenho tentado desde essa altura cultivar a gratidão. Não quer dizer acomodar-me ao que tenho, sem ambição para mais; mas sim dar mais valor ao que tenho, coisas tão simples como uma cama quente e macia para dormir ou os avós que ainda estão vivos e com saúde.
E desde a semana passada, sem ter bem a noção do porquê ou como começou, a primeira coisa que faço quando acordo, é olhar para ele e agradecer a um ser superior a mim (que eu acredito que existe, que se pode chamar Deus, ou a Força, ou Pai Natal, mas que eu prefiro imaginar sem nome mas com asas brancas) por acordar todos os dias ao lado da pessoa que amo.

Conversas ao jantar (XI)

A ouvir Dirty Diana, de Michael Jackson:
- Mas porque é que o senhor tinha de começar a ir ao rabinho aos meninos, não podia ficar sossegado a cantar? Rais parta o gajo.

domingo, 1 de junho de 2008