sábado, 30 de julho de 2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Perguntas difíceis (IV)

- Mãe, o Buda é a mãe do Jesus?....

(Oh, credo....)

terça-feira, 26 de julho de 2016

Derreter(-me) (V)

Nos provadores de uma loja a experimentar vestidos sob o olhar atento de Peter Pan:
- Mãe, estás uma giraça com esse vestido!

Do provador ao lado ouço a voz de uma senhora a exclamar "ohhhhh, tão querido!!!!"

(Estou a criar um Don Juan...)

quinta-feira, 21 de julho de 2016

terça-feira, 19 de julho de 2016

Ser feliz (II)

Acordar com os teus dedos macios a abrir-me as pálpebras, e o teu sorriso capaz de derreter as pedras da calçada. Irmos para a praia ao teu ritmo, parando a cada três passos para ver um cacto, uma casa partida ou uma pessoa que te chama a atenção e para quem apontas o dedo sem pudor nenhum "Mãe, porque é que aquele senhor não tem chinelos???" Fazermos castelos de areia e grutas de morcegos, procurarmos tesouros e atirarmos pedrinhas às ondas. Dares mergulhos na zona dos putos e correres atrás de mim com um balde cheio de água. Perto do meio dia irmos para uma esplanada, eu bebo um café, tu um Ucal diretamente da garrafa. Passamos pelo supermercado para comprar cerejas, a senhora da caixa quase que se baba a elogiar-te os olhos. Almoçamos e dormimos a sesta abraçados. Voltar a acordar com os teus dedos macios a abrir-me as pálpebras, e o teu sorriso capaz de derreter as pedras da calçada. Regressamos à praia, sempre ao teu ritmo, demorando vinte minutos num percurso que se faz em cinco, sem pressa para nada, sem horários nem imposições. Fazermos mais castelos de areia e grutas de morcegos, procurarmos novos tesouros e dás mais mergulhos. Comemos uvas e bolachas e ficamos na toalha até as oito, arrumamos as coisas e voltamos à esplanada, tu comes o teu adorado corneto de morango, eu bebo uma imperial e como tremoços enquanto vemos o sol a pôr-se. Vamos para casa devagar, tu aos saltinhos e sempre a ajeitar os chinelos que caem dos pés, eu deliciada a ouvir as histórias que inventas, ou a cantar contigo. Tomamos um banho que te deixa molinho e de olhos pesados, dou-te o jantar sentado no meu colo enquanto vês desenhos animados na televisão (aproveita bem, que isto é uma exceção...), e adormeces em poucos minutos ainda antes de eu acabar de lavar a loiça, de luz acesa e televisão ligada. Deito-me ao teu lado e adormeço embalada pela tua respiração doce e pelo teu calor macio, com um sorriso nos lábios por saber que amanhã será exatamente igual.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Quatro anos de toda a Vida

Há quatro anos atrás, a esta hora, começava a mudança mais drástica e marcante da minha vida, a mais desejada e sonhada, num rebentar de águas que foi prenúncio das marés de emoções que se seguiram, que varreram tudo à sua passagem e moldaram a pessoa que passei a ser.
Há uma frase de um filme que diz "Ter um filho é como fazer uma tatuagem na cara: tens de ter a certeza." Sempre tive essa certeza. Anos antes deste dia, e todos os dias destes quatro anos que passaram. 
Todas as manhãs em que Peter Pan entra de mansinho no quarto, a almofada numa mão e o peluche na outra, para se vir enroscar nos meus braços, fazer-me festas na cara, e estender-me a bochecha e o queixo para que os encha de beijos.
Todos os dias em que ele dá respostas tortas ("as desculpas não se pedem, evitam-se"), faz birra porque não quer tomar banho, pedincha bolachas e rebuçados antes das refeições, quer tocar tambor e jogar à bola dentro de casa, e mostra a personalidade forte que se está a formar por detrás daqueles olhos azul-céu pestanudos.
E todas as noites em que me ajoelho ao lado da cama dele para beijá-lo e cheirá-lo antes de me ir deitar. E é assim, de joelhos, que agradeço a Deus por me ter permitido ser mãe, por me ter dado este filho carinhoso e saudável, este menino-anjo que me enche o coração de ternura e de Amor, puro, incondicional, visceral, que me faz querer ser melhor pessoa, um exemplo a seguir, o porto de abrigo e o colo reparador, sempre por ele e para ele. 

domingo, 17 de julho de 2016

Retratar(-te)

Gostas do Jake e os Piratas, do Bob, o construtor (que tu chamas Bob, o Capacete), dos Minions e dos Angry Birds. Gostas de fazer puzzles e bolos de plasticina, mas nada te dá mais prazer do que dar saltos no sofá ou uma sessão de cócegas e moches na cama grande. Comes um pouco de tudo, adoras bróculos e peixe e sabes que a sopa é obrigatória. Só torces o nariz a morangos e vomitas a laranja.
Continuas um menino mimocas (graças a todos os santinhos) que adora receber beijos e colo. És um anjo na hora de ir dormir, e pareces um relógio suiço na hora de acordar. És um puto rijo que passa incólume a todas as viroses, e um pequeno homenzinho que passa um jantar inteiro, num restaurante, a comportar-se tão bem que arrancas elogios das pessoas à volta (e gargalhadas por passares o tempo todo a repetir "fiambre chulé".
Tens uma personalidade vincada e fincas o pé quando achas que tens razão. E quando te vejo de sobrolho franzido (tão eu...) a berrar com a tua voz rouca de trovão "eu é que mando!!" só consigo pensar que davas um excelente general (isto antes de te responder com a minha melhor cara séria, claro...). Já não tens os caracóis de anjo mas o cabelo curtinho realça as tuas feições de menino. Ainda tens os dentinhos de vampiro que sobressaem no teu sorriso desarmante. Os olhos, esses, não mudaram. Continuam doces como o teu coração puro, e azuis como o mar que ambos adoramos e nos faz felizes.
Tu fazes-me feliz. Todos os dias.

sábado, 16 de julho de 2016

domingo, 10 de julho de 2016

Vibrar




Hoje não houve crise, nem lamentos, nem diferenças. Hoje fomos todos portugueses. Orgulhosamente portugueses. Hoje Portugal foi Campeão da Europa de futebol, pela primeira vez. Peter Pan viu, num misto de estupefação e alegria, o delírio de uma multidão unida por uma bandeira e um hino.  E eu vibrei e festejei com ele agarrado ao meu pescoço enquanto saltava (o que conseguia saltar com 17 kilos ao colo) e repetia "Portugal, Portugal!!!". 
Hoje foi um dia histórico, e daqui a uns anos vou mostrar a Peter Pan estas fotos e estes videos, e dizer-lhe que ele assistiu a este momento, que vai ficar gravado na memória de todos os que partilharam a mesma emoção pintada de verde e vermelho.





sexta-feira, 8 de julho de 2016

Sonhar acordada (VII)



(só falta uma semana, só falta uma semana...)

domingo, 3 de julho de 2016

Dia (imensamente) feliz




Reencontrar os amigos de sempre e respirar de alivio por perceber que, por mais que a vida mude, o sentimento é o mesmo.
Presenciar um dos dias mais felizes da vida de Peter Pan, a liberdade para correr desalmadamente (foram kilómetros, de certeza que foram kilómetros) durante horas, dançar da forma mais desengonçada e gritar à vontade porque o som da música alta abafava a agitação da pista de dança. 
Não tirar uma única foto de jeito, e não me importar com isso, simplesmente porque preferi viver e sentir a animação à minha volta, dançar com (e como) as crianças, conversar e embevecer-me (derreter-me é a palavra mais correta) com o som das gargalhadas de Peter Pan, com a fofura-que-não-se-aguenta das bochechas da Lara, com o olhar de orgulho ternurento da minha Paula e com a comoção do N. 
Celebrar com quem me é mais querido um dia carregado de simbolismo, e desejar-lhes todo o bem que desejo para o meu filho.

O que eu tenho de ouvir (XXIII)

Peter Pan na igreja sentado muito sossegado e a mandar calar o pai porque o padre estava a falar. Entretanto, Peter Pan vê outro menino a dar pequenos saltinhos dos degraus de um altar lateral, levanta-se sorrateiro e vai ter com ele. Passado pouco tempo, já não eram dois, eram onze crianças aos saltos na igreja, que só não desatavam aos gritos porque levavam logo com os olhares fulminantes dos pais (eu incluída). 

- Ainda vêm refilar por eles estarem ali aos saltos...
- Então, não foi Ele que disse "venham a mim as criancinhas"? Pronto, aí estão elas...

(i rest my case...)

sábado, 2 de julho de 2016