terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Com uma ponta de nostalgia




Celine Dion
"My Heart Will Go On"
(Titanic OST)

Já passaram 20 anos. Já não era adolescente, mas vi-o três vezes seguidas... só no cinema. Um dos filmes da minha vida de romântica incurável...

domingo, 14 de janeiro de 2018

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

domingo, 31 de dezembro de 2017

Não fazer planos

Nos últimos anos (pelo menos desde que comecei a aperceber-me deste padrão, em 2010, quando perdi duas vidas), todos os anos pares encerraram em si algum acontecimento forte o suficiente para mudar a minha vida, definitivamente. Um acontecimento capaz de abalar todos os alicerces do que acreditava inalterável. Depois de um ano par mau, seguia-se um ano par bom. O nascimento de Peter Pan e a explosão do meu coração. E outro mau, de novo. A morte da mãe e a fase mais negra de que tenho memória. Depois disso, a cadência passou a ser anual, com cada ano a ficar marcado a ferros por algo inesquecível (no bom ou no mau sentido).
Deixei há muito de fazer balanços anuais, muito menos planos ou promessas para um ano novo que começa no dia a seguir, um dia parecido com o anterior (só que de ressaca). Prefiro cada vez mais viver um dia de cada vez. Já aprendi, e continuo a aprender, que não posso mudar o passado, e não posso controlar o amanhã (por muito que continue a tentar). Resta-me o hoje, sempre o hoje. Resta-me fazer o que está ao meu alcance para ser feliz, todos os dias. Porque a felicidade são momentos. Só peço para continuar a tê-los, para saber criá-los na confusão das horas que passam, e percebê-los na beleza dos pequenos pormenores que me rodeiam. Só peço saúde para ver crescer feliz o meu maior tesouro. E para continuar a sentir, sentir tudo. Amor, carinho, alegria, gratidão. Raiva e tristeza se tiver de ser. Que me ensinem alguma coisa e me façam crescer. Ficar mais forte e mais segura de mim.
Recebo 2018 com uma ponta de esperança contida. Seguindo a tradição dos anos pares, é de esperar que algo extraordinário aconteça. Tendo em conta como foram os últimos anos, devia ser algo bom (fodasse, tem obrigação de ser muito bom...). Mas não quero perder tempo a pensar nisso. Prefiro esperar sem grandes expetativas pelo amanhã. Sabendo que faço, todos os dias, o que posso para tornar o meu ano inesquecível. Ou pelo menos, feliz.



Com uma vénia (XXXI)

"a resolução que poderá alterar a nossa vida é aquela que fazemos dentro de nós, no nosso íntimo. porque se metermos na cabeça que queremos mudar, iremos conseguir mudar, fazendo por isso. não é preciso ser num tempo definido, muito menos esperar por um ano novo. hoje é sempre o melhor dia."

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dar asas

Peter Pan já tinha dito várias vezes que queria andar de avião. Como não sabíamos qual ía ser a reação, se tería medo ou não, optámos pela viagem mais curta possível, ida e volta Lisboa - Porto.
Vasculhei a net à procura de um bom preço, comprei os bilhetes com dois meses de antecedência, e fiquei a rezar para que não chovesse nesse dia.
Só lhe contámos a novidade uns dias antes da viagem, e a partir daí a agitação não parou de crescer. Esbugalhou os olhos e perguntou de sorriso rasgado " a sério? É mesmo verdade que vamos andar de avião?" E ao ouvir a resposta afirmativa, começou aos saltinhos num histerismo que me comoveu. E assim foi nos dias seguintes, em que perguntava vezes sem conta se era mesmo verdade, e pulava de alegria sempre que ouvia o "sim!!!"
Fizémos a viagem de carro até Lisboa debaixo de chuva (e eu a imaginar que no Porto devia estar bem pior...), Peter Pan num misto de impaciência e nervoso miudinho, sempre aos pulos e de sorriso imenso, e nem os quarenta minutos de atraso na partida o aborreceram.
Delirou com a descolagem, ficou muito atento a ver os prédios a ficarem mais pequenos, as nuvens debaixo da asa, o recorte da costa que o pai ía explicando. Aterrámos com a mesma euforia, e a certeza de que lhe estávamos a proporcionar uma experiência inesquecível.
Fomos de metro até ao centro, e nesse percurso de 40 ou 50 minutos, o pequeno texugo adormeceu de cansaço, tal tinha sido o entusiasmo da manhã. Passeámos nas ruas do centro, descemos até à Ribeira, vimos os barcos e a ponte, "almoçámos" numa esplanada às quatro da tarde, ao som de música de rua e rodeados de turistas. Fomos até à Livraria Lello mas desistimos da ideia de entrar quando vimos a fila à porta. Peter Pan não se importou muito, só pedia para ir para o aeroporto, porque queria andar de avião outra vez. (Tudo isto sem apanhar um pingo de chuva, e sem sentir sequer uma ponta do frio típico do norte...).
O voo de regresso foi vivido com a mesma excitação e deslumbramento, Peter Pan a dizer que o que mais gostava era de sentir o avião a levantar e a aterrar, e a envergonhar-se no momento de ir ver o cockpit, recusa que manteve até ao fim, com muita pena minha. Mas a felicidade dele era quase palpável, e a alegria transbordante que lhe saía do sorriso foi o maior sinal de um dia tão cheio de emoções, que acabou com ele a adormecer profundamente no carro, antes mesmo de sairmos do estacionamento do aeroporto.

(Irei guardar na memória o teu olhar deslumbrado e o teu riso de euforia.
Que possa sempre dar-te asas, meu amor pequenino...)