sexta-feira, 30 de setembro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Derreter(-me) (VII)

Saímos do ATL de mão dada, a andar devagar e a parar para olharmos com atenção os cactos com picos, Peter Pan agarra a minha mão com as dele, quentes e macias, encosta-lhe a bochecha com força e exclama um "mãe fofa!!" carregado de ternura.

(Pronto, ganhei o dia...)

domingo, 25 de setembro de 2016

O que eu tenho de ouvir (XXV)

- Mãe, tu agora és uma velhinha, e partiste a perna, e eu sou médico e vou dar-te uma pica com o berbequim, sim?...

(Medo... muito medo...)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Construir memórias *


* e encontrar a felicidade num bolo de gomas...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ouvir e sentir



James Arthur
"Say You Won't Let Go"

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Agradecer (infinitamente...)

Acordo-o com festinhas e depois de me envolver o pescoço com um braço e puxar-me a cara para lhe dar beijos na bochecha, pergunta muito sério:
- Mãe, hoje à escola?
- Sim, filho, há...
- Vou para a escola nova?
- Sim, agora vais sempre para a escola nova...

(uma ponta de apreensão, o coração a acelerar, preparar-me para gerir uma birra, mentalizar-me que é só o segundo dia, é natural, só não queria que ele ficasse a chorar baixinho como ontem, só não queria ficar eu também a chorar à porta da escola, até outra mãe parar o carro e dizer-me umas palavras de apoio "só custa o primeiro dia, já passou"... e se não passou?)

- Boa mãe!!!! Eu quero ir para a escola nova!!!!

(Respirar fundo de alívio e deixar o batimento cardíaco baixar lentamente, ter vontade de largar a chorar, mas de alegria, e agradecer em silêncio, a mais profunda gratidão  pelo sorriso que vi no rosto de Peter Pan, pela felicidade que senti nestas palavras e pela serenidade de acreditar  que tomámos uma boa decisão).


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Respirar doçura *


* Encher o peito com o cheiro da pele do meu (para sempre) coração pequenino...

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Querer (de coração)

«Quero que sejas livre mas que voltes sempre para mim. Por tua escolha, não por tua obrigação. Quero que sejas forte para suportares as maldades da vida, mas sensível ao mesmo tempo para que não lhe percas o encanto e o gosto. Quero que tenhas força para não deixares que te desrespeitem e serenidade para saberes perdoar quem merece. Quero ensinar-te que não é a cor da pele de uma pessoa, nem o que ela tem no bolso que a define assim como quero que saibas que um corpo tatuado em nada revela o interior de alguém. Quero que vejas as cores das coisas e que saibas pô-las preto no branco quando é preciso. Quero saber deixar-te ir desde que saibas que podes sempre, sempre voltar. Quero que tenhas a melhor das vidas e quero que sejas feliz. Sei que vais ter o teu próprio caminho, que muitas vezes vou ser eu a aprender contigo, que vou ter de aprender a ter saudades tuas e vou ter de saber ver-te cometer erros... faz parte. Quero ensinar-te que "obrigado", "por favor" e "amo-te" são as palavras mais importantes do mundo. Quero ensinar-te a não teres vergonha de falar de amor e dizer-te que os rapazes também choram e não há nada de mal nisso. Quero que sejas aquilo que quiseres e quero aplaudir atentamente todas as tuas vitórias. Quero que vivas com a certeza de que és amado. Com todas as forças. E que embora isso não seja suficiente para te impedir de sofrer, que seja suficiente para saberes que nunca te vai faltar abrigo.»

| carolina deslandes |

quinta-feira, 1 de setembro de 2016