quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ouvir e sentir (CLI)

Haverá alguma playlist para a amargura?

Natalie Merchant
"Ophelia"


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Boa ideia (II)

Toda a gente conhece sites de playlists e sabe como fazer as suas próprias, etecétera e tal (eu não sei, mas não deve ser nada do outro mundo). Mas normalmente as playlists vêm por tipo de música: rock, R&B, etecétera e tal... Até que alguém se lembrou de fazê-las de acordo com uma emoção, um estado de espírito, uma altura do dia, uma fase da vida, uma forma de ser ou de estar. Lindo.

Conversa ao jantar (XXVII)*

- O que é que compramos para oferecer a um puto de 9 anos?
- Uma pistola...
- ... para matar a família toda...

* Ou A culpa é do Monte das Servas

Cada vez faz mais sentido

“A couple of hundred years ago, Benjamin Franklin shared with the world the secret of his success. Never leave that till tomorrow, he said, which you can do today. This is the man who discovered electricity. You think more people would listen to what he had to say. I don't know why we put things off, but if I had to guess, I'd have to say it has a lot to do with fear. Fear of failure, fear of rejection, sometimes the fear is just of making a decision, because what if you're wrong? What if you're making a mistake you can't undo? The early bird catches the worm. A stitch in time saves nine. He who hesitates is lost. We can't pretend we hadn't been told. We've all heard the proverbs, heard the philosophers, heard our grandparents warning us about wasted time, heard the damn poets urging us to seize the day. Still sometimes we have to see for ourselves. We have to make our own mistakes. We have to learn our own lessons. We have to sweep today's possibility under tomorrow's rug until we can't anymore. Until we finally understand for ourselves what Benjamin Franklin really meant. That knowing is better than wondering, that waking is better than sleeping, and even the biggest failure, even the worst, beat the hell out of never trying”.

(Meredith Grey in Anatomia de Grey)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ouvir e sentir (CL)

Hoje devia ser um dia feliz.
Não é.

Fink
"This Is The Thing"

(Dear John OST)


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ouvir e sentir (CXLIX)

Pensei que se acontecesse de novo não ía custar tanto, já estava mentalmente preparada, isto é um processo, "se não correr bem tenta-se outra vez", não ter muitas esperanças para a desilusão não ser maior...
Mentira. Tudo mentira.
Acabei de me desfazer em pedaços.

Yann Tiersen
"Sur Le Fil"


O futuro aqui ao lado

Tenho o futuro aqui na mesa ao meu lado, fechado dentro de um envelope branco que fui buscar esta tarde. Ainda não o abri. Estou à espera que ele chegue das aulas. De manhã, enquanto a analista me tirava sangue (e sou tão esperta que só hoje perguntei se tinha mesmo de ir em jejum, e ela respondeu-me que não, claro que não tem nada a ver, só a minha cabecinha loira é que pensou o contrário) eu tentava decidir se devia ver logo o resultado e poupar-lhe as minhas lágrimas de revolta, ou esperar que ele chegasse para talvez, quem sabe, partilharmos um momento que poderá ser (será ?) dos mais bonitos e marcantes que vivemos em 17 anos (completos amanhã, 17 anos é bué, palavras dele). Perguntei-lhe o que ele queria, ouvi o que eu queria "espera por mim", sim, para o melhor e para o pior eu espero, e aqui estou com o envelope ao lado, à espera que o futuro seja revelado.

sábado, 25 de setembro de 2010

Obrigado

Ver a minha mãe a sorrir, feliz, novamente feliz, é algo por que rezo todas as noites. Ver o pai doente consumia-a, ela que não é capaz de ver ninguém a sofrer, quanto mais a pessoa que amou durante mais de 30 anos. E hoje os meus olhos confirmaram aquilo que a voz dela já me anunciava pelo telefone, o riso solto, o cabelo mais comprido, os cestos de frutas na cozinha e as guloseimas na dispensa (tinha tanto medo que ela deixasse de se alimentar como deve de ser, mas não, faz refeições à medida e variadas, e até a contar-me isso o rosto se abre num sorriso), tomou as rédeas da sua própria vida sem depender de ninguém, criou as suas rotinas sem sentir solidão, está a aprender a gostar desta liberdade de dispor das horas como lhe apetece.
Está feliz e agradeço a alegria com que me contagiou hoje, numa jantar cheio de palhaçadas, só mãe e filhos à mesa, a lembrar a nossa infância e a história da Catota e do Birote (quando o meu irmão era puto - mais puto do que é agora - trabalhou nas férias do Verão numa fábrica de plásticos e tinha um colega cabo-verdiano, é claro que as primeiras palavras que aprendeu foram calão do grosso, e quando a cadela da avó, isto não soa nada bem, chamava-se Jóia - a cadela - teve dois filhotes, o N. baptizou-os de Catota e Birote, a avó como não sabia o que queria dizer, ficou toda contente por alguém se lembrar de alternativas a Jóia ou Pantufa, todos os cães que ela teve tinham assim estes nomes originais. O pessoal ria até às lágrimas quando a ouvia a gritar pelos cachorros, mas não me lembro se ela alguma vez chegou a perceber porquê. Mais tarde, quando eu saí de casa e a mãe, que nunca nos deixou ter um cão na vida, foi buscar a Catota na semana seguinte e o pai insistiu que ela fosse registada e vacinada, o N. teve de contar para eles não passarem pela vergonha de andar a asneirar no veterinário. E assim abreviaram o nome para disfarçar mas nós, os putos, continuamos a gozar o prato e a chamá-la pelo nome "completo", para desespero da minha mãe).
Na hora de carregar o resto das coisas do N. para a casa nova, vi o quadro do urso de peluche, mais um que fiz em ponto cruz em lã sobre tela, quando tinha metade da idade e o dobro da paciência, o quadro que um dia, há um ou dois anos atrás, ela encontrou guardado em cima de um armário e me perguntou se o queria levar para minha casa, eu respondi que não, que esse quadro sería para pôr um dia no quarto do bebé, quando tivesse um filho, e assim, no dia em que eu dissesse que queria levar o quadro ela íria saber que ía ser avó. Ali estava ele, embrulhado e pronto para levar, e eu não tive coragem de repetir as palavras, tive medo de ouvir um "mas isso foi o que disseste há dois anos atrás, e até agora..." e eu não sabia o que responder, bem bastou ao jantar, eu vi o relance de esperança nos olhos dela quando comentei que tinha engordado 1 kilo e meio, vi a expressão da cara enquanto perguntava ansiosa "mas porquê?" (eu sei o que tu querias ouvir mãe, mas não to posso dizer, e levo o quadro antes do tempo, sem saber quanto tempo antes, e vou guardá-lo em cima do armário, e um dia, um dia, mãe, eu vou dizer-te o que tu sonhas ouvir).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ouvir e sentir (CXLVIII)

Porque vou só ali encher a minha mãe de mimos.

The Temper Trap
"Down River"


Hoje vai ser (já está a ser) um dia bom

Almoço em casa como tenho feito ultimamente. Enquanto corto o tomate e espero que as fatias de pão torrem, ouço a chave na porta. Sem combinarmos nada, vamos almoçar juntos, uma raridade nos dias que correm. Ele traz na mão uma embalagem de macarrão no forno do take-away maravilhoso aqui tão perto, e torce o nariz para o meu prato com as duas fatias de pão torrado barrado com molho de ervas, a salada de tomate e uma perna de frango assado ("isso não é almoço"). Conversamos um bocado e lembro-o das próximas datas importantes, se fosse menina mimada não dizia nada e ficava à espera que ele falhasse (o que iría acontecer, não estou a ser mesquinha nem nada, ele é mesmo assim, datas de aniversário ou ocasiões relevantes que não esteja nos lembretes do telemóvel não existem) para depois poder ficar de trombas durante duas semanas, mas não, vou aprendendo (constantemente) a viver com o amor que tenho sem caprichos desnecessários, nem que para isso seja preciso enviar-lhe sms's a dizer "Liga-me. Pergunta-me como está a correr o meu dia."
Depois telefono à mãe a avisar que vamos jantar com ela, visita relâmpago para entregar o D. ao pai, e dar-lhe um beijo grande e matar um pouco as saudades que se vão acumulando e que os telefonemas quase diários não resolvem, quero vê-la, muito. Diz-me que já sabia. E que já fez baba de camelo para a sobremesa.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Preparar(-me) para o Inverno

A manta azul já está ali no braço do sofá, à espera.
As gavetas das camisolas e os cabides das camisas e vestidos sofreram hoje uma inspecção geral com ordem de aposentação compulsiva. Se não me favorece, não anda aqui a fazer nada.
No hall de entrada um saco cheio de roupa tem como próximo destino a triagem experiente da mãe antes de seguir para o voluntariado.
5 novos pares de ganchos fazem agora parte do plantel que luta sem descanso para manter este cabelo decente e com graça (o meu irmão pelo menos, acha-lhe uma piada louca).
E amanhã declaro oficialmente aberta a época das echarpes.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Momentos (CXXXII)

De manhã pensava que o mais excitante do meu dia ía ser a ida à higienista para uma limpeza dentária. Foi quase (principalmente quando a senhora me lixou mais um bocado a gengiva - ela já está pouco f%$&$#...), mas à tarde já nem me lembrava disso enquanto esperava junto ao muro da escola, até ver aparecer o D., cara séria, os olhos a percorrer os rostos dos pais e avós que enchiam o passeio, à minha procura. Levei-o para casa, sentado no banco de trás com o cinto de segurança posto, a falar sem parar de como tinha sido o dia, de como a professora de Lisboa era melhor que esta, e dos trabalhos que tinha para fazer. Lanchou leite e bolachas, fez muitas perguntas, andou à nossa volta enquanto eu conversava com o puto grande e fazia sopa, que acabou por ser o nosso jantar (ele não gostou muito da ideia, mas comeu tudo).
Tenho-lhes perguntado muitas vezes se estão a gostar de morar cá, não por me sentir responsável pela escolha que fizeram, mas porque quero genuinamente e de todo o coração que sejam felizes, e que daqui a alguns anos possam dizer, como eu digo, que foi a melhor decisão que tomaram.
É tão bom tê-los por perto, mesmo que não os veja todos os dias, e melhor ainda é vê-los sorridentes. O D. está sempre a sorrir, o nadador-salvador que anda a estudar Psicologia tem razão quando disse ao N. que "ele é uma criança feliz, basta olhar para as pernas dele todas arranhadas" (será que gengivas arranhadas também contam?).

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ossos do ofício (XV)

Passei a manhã a olhar para gomas. Ursitos e dentaduras de vampiro, amoras e morangos com nata recheados, ursos gigantes light (yeah, right…), marshmallows (tantos…), corações sortidos e tartitas de melancia. Com formas de pés, de dedos, de pudins flan, de lagartixas e de borboletas. Sticks espumosos de todas as cores. Caramelos e chupa-chupas de todos os sabores.
Tudo em papel. Ao menos tivessem enviado amostras...

domingo, 19 de setembro de 2010

Momento (CXXXI)

O corpo pediu e eu fiz-lhe a vontade.
Dormi a tarde toda no sofá.

sábado, 18 de setembro de 2010

Antigamente

Se durante a semana mal o vejo por causa das aulas, no fim de semana não lhe ponho os olhos em cima por causa do trabalho. O mano grande e o sobrinho são a companhia da tarde de sábado, na concentração motard, enquanto nós conversamos sobre a vida sentados num banco corrido de madeira (e o pessoal me grita do balcão "mas tu estás a beber água?!?!"), o D. junta-se aos outros putos a tentar apanhar lagostins com um copo de plástico furado no fundo, agarrado a um pau com um bocado de corda que foi desencantar não sei onde. "D. vais escorregar e cair dentro de água". Claro que o D. escorregou (o que vale é que aquilo são ribeiritos pouco fundos) e lá veio ter connosco com os ténis ensopados e os calções cheios de lama até aos joelhos "a tua mãe vai-nos matar".
Dos "feios, porcos e maus", que de maus não têm nada, passamos para outros feios e com um ar mais assustador, mas só depois de um jantar cheio de coisas boas (made in Bimby) em casa do C. e da C. No primeiro Festival de Estátuas Vivas encheram a cidade de Tomar com fotos, objectos e trajes antigos, enquanto as figuras humanas se mantinham imóveis ao longo da rua principal, num exercício surpreendente de controlo que eu achei ser o expoente máximo de concentração ou meditação (melhor do que isto, só se eles levitassem). Cada "estátua" representava uma figura histórica nacional (Camões, por exemplo, saía do extâse inanimado de vez em quando para declamar um poema, e Fernando Pessoa mexia a sua chávena de café sempre que lhe deixavam algumas moedas), enquanto fotografias à escala mostravam pessoas de antigamente, todos feios, todos sérios (porque naquela altura tirar uma fotografia era um assunto sério) nas varandas abertas para a multidão de gente.










E a frase da noite foi "Passo aqui há anos e nunca tinha reparado que ali dizia Vende-se ferro e drogas, e tu viste isso à primeira!" (depois houve a pergunta parva da noite - para que é que ainda serve um bidé? - da minha autoria, como é óbvio...).

Uma semana...

... (e 528 euros depois) o DJ voltou.
Fui lavá-lo. Para fazer as pazes.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lufada de boa disposição

Uma comédia romântica com a fantástica Nia Vardalos, passada na Grécia, sugestão da minha Paula (que sabe os meus gostos como ninguém, e a esta hora deve estar farta de passar os dias espojada ao sol ou a mergulhar nas águas mornas da Tunísia, coitadinha...).
Que melhor programa para uma noite sossegada de sexta-feira?
(e depois há aquele pormenor chamado Alexis Georgoulis...)

Nikos Papazoglou
"Ydrohoos"
(My Life in Ruins OST)


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sentir o silêncio

O regresso às aulas é a sério. De manhã ouvimos a algazarra dos putos no pátio do liceu. À noite partilho a casa com o silêncio. Está na altura de começar a ver filmes uns atrás dos outros. E a fazer um esforço titânico por jantar sozinha (por jantar, ponto). Comecemos por Letters to Juliet (boooooring, even to me) e Cairo Time (much much better). E uma lata (inteira) de cajus com sal (às 10 da noite tive um rebate de consciência e fui fazer salada de massa com atum).
As minhas noites vão ser assim nos próximos tempos, mais vale habituar-me, abraçar esta calma forçada mas não indesejável de todo, aprender a ocupar as horas de novo, sem braços para me consolar ou ouvidos para me entender. Habituar-me a estar sozinha. Acaba por ser também uma forma de auto-conhecimento, e este ano tenho uma segurança que não tinha nos anteriores: tenho família a quem posso recorrer a qualquer hora, se me apetecer dois dedos de conversa ou companhia para um cigarro, basta-me descer a rua e tocar à campainha do meu irmão, logo no hall de entrada receberei um sorriso e um beijo fofo do D., e dentro de poucos meses poderei ir lá só para cheirar uma pele macia de bebé. E por agora essa certeza basta-me, não preciso de mais nada.
Ouvi-o falar deste ano que agora começa com um entusiasmo imenso. Provocou-me um misto de orgulho e medo. Orgulho pelo meu puto grande que se dedica de corpo e alma aquilo em que acredita, medo por tudo o resto. Mas o tudo o resto vai sendo relegado para segundo plano, como uma mulher cega de paixão que arranja sempre desculpa para as faltas e falhas do amor da sua vida, até um dia descobrir que de amor já não tem nada. Entretanto os rascunhos vão aumentando (já são 37), de um percurso que se faz passo a passo, também ele metódico, também ele persistente. Não me considero supersticiosa (senão nunca mais punha os pés na clínica de análises que me tem dado as piores notícias dos últimos tempos, ainda por cima tenho pelo menos três na minha cidade, mas não, eu gosto é daquela, e prefiro pegar no carro - tadinho, dei cabo dele, ainda está na oficina, não faz mal, é da maneira que não conduzo, menos esforço, não quer dizer que faça alguma diferença, mas... - e fazer os quilómetros que me separam daquele espaço onde respiro profissionalismo e segurança, apesar de os resultados serem sempre uma miséria) mas aquela cena de "as melhores coisas acontecem quando não falas sobre elas" anda-me aqui a corroer há algum tempo, e se já experimentei da outra forma e não resultou, porque não fazer ao contrário? Estou a fazer batota, é certo, porque escrever eu escrevo, nas datas certas, com factos e pormenores, só não carrego no botão laranja que diz Publicar Mensagem. Por bem nem devia escrever, mas e se depois quero rever o que aconteceu? Como me senti? O que é preciso para conseguir um pequeno (grande, imenso) milagre? Ou lembrar-me de onde veio a força para continuar?
Ainda está muito calor para trabalhar com lãs, mas lá voltarei em breve para mais uma manta de quadrados, ainda não comprei nenhuma peça de roupa (ou sapatos, não tenho onde os pôr, é uma tristeza...) para a "nova estação", mas já encomendei uma alcofa para a pequena índia (nada de cor de rosa nem vermelho), e até já falamos em trazer lenha da avó R. aos poucos, para não doer tanto a carregar com ela até ao sotão no 4º andar. Ao contrário de meio mundo ainda não tenho saudades de vestir camisolas grossas e acender a lareira, eu devia ter nascido num país tropical ou numa ilha do Pacífico, a minha cegonha devia ter um sentido de orientação tão bom como o meu e aterrou aqui (não ter ido parar à Gronelândia foi uma sorte), mas o silêncio da casa já anuncia a chegada do frio e da chuva.

Momento (CXXX)

Receber MMS's da minha cunhada com fotos das saias que comprou para a pequena indía que vai nascer.
E imaginar a minha afilhada a sair da maternidade com uma saia de ganga em miniatura.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Algo vai mal no reino da Dinamarca (II)...

... quando eu faço choquinhos gratinados no forno para o jantar, e ele diz que sabem a carne.

Voltar a mudar*

Porque um pouco de elegância nunca fez mal a ninguém.


* Ou Aborrecimento (uma palavra que ele adora).

Ouvir e sentir (CXLVII)

Hoje farías anos de casado. 35. Se fosses vivo terías chegado a casa, antes do jantar, com uma rosa na mão. Como fazias todos os anos. Ela sente a tua falta, sabes? Mais do que nós. Foste o companheiro de uma vida. Não viraste as costas às adversidades (e foram algumas), apoias-te-a nos momentos difíceis (e não foram poucos) e mantiveste-te ao seu lado mesmo depois de veres o lado mais negro de uma doença incurável mas não incontrolável. Vi-te chorar por ela. Agora que penso nisso, sem contar com a morte dos avós, só me lembro de ter visto chorar por ela.
Ela ainda te chora. E diz que a ajudas muito. Eu acredito.

Josh Groban
"To Where You Are"


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ouvir e sentir (CXLVI)

Whitesnake
"Here I Go Again" (unplugged)


sábado, 11 de setembro de 2010

Momentos (CXXIX)

Juntar os amigos em casa. Pernas de frango e de sapateira. Depois de Tenerife, de Ibiza, do Algarve. Ameijoas e moelas. Mini-barril de cerveja e minis. Antes de começarem as aulas. Profiteroles (também conhecidos como portfólios) e semi-frio de maracujá. Limoncello, licor de banana e mojitos. Fumar chicha sentados numa manta na varanda. Antes que o verão acabe. Conversas e risos. Só porque sim.
E a C. e o C. terem-se lembrado desta música.

Paul McCartney
"We All Stand Together"


(Só não ponho aqui a do David Hasselhoff porque me recuso a ver aquilo outra vez).

Ouvir e sentir (CXLV)

Pelo ritmo. Pela mensagem.

Angelique Kidjo e Joss Stone
"Gimme Shelter"



As coisas que eu descubro...

(E agora vou dormir...)

Brandon Flowers
"Jilted Lovers & Broken Hearts"


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ouvir e sentir (CXLIV)

Só porque hoje é sexta-feira. E eu quero dormir. Tanto.

Sister Hazel
"All For You"


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mea Culpa

O DJ fartou-se de me aturar e só não fez queixa de maus tratos à Organização Internacional para Proteção dos Direitos dos Veículos nas Mãos das Mulheres, porque não há.
Mas vingou-se à grande da minha falta de atenção e carinho. Deixou-me pendurada na A1. Ora, tendo em consideração que já não é a primeira (nem segunda... nem terceira) vez que um carro me faz isto, deve querer dizer alguma coisa. Digo eu.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Conversas ao jantar (XXVI)*

Sobre a frase do dia, da semana, do último mês inteiro "o Andróide há-de ter uma aplicação para isto", que ando a ouvir até ao limite da minha (incansável) paciência:
- Mas é verdade, todos os dias há gajos que se lembram de fazer aplicações novas, por exemplo, um icon que te mostra quantas horas faltam até ser noite, ou até o dia nascer.
- E? (olhar interrogativo de essa-mariquice-serve-para-quê?)
- E pode dar jeito para algumas pessoas, para pilotos, por exemplo. Ou vampiros...

* Ou O que eu tenho de ouvir (versão Benze-te)

Momento (CXXVII)*

O cheiro a terra molhada depois da primeira chuvada que anuncia o fim do verão. Um verão que foi o mais quente e menos aproveitado dos últimos anos. Mas isso agora não interessa nada, que me sirva de lição para os próximos, isso sim, não cometer os mesmos erros e não esperar pelos outros, isso sim.
Pronto, lá está, se não estou ocupada começo a pensar demais e logo nas coisas más, maldito computador que deu o último suspiro ontem de manhã mais o novo portátil que está ali na sala ao lado a ser preparado e reforçado antes de vir para as minhas unhas. Já arquivei uma montanha de papéis, já mudei os clips e todos os minúsculos objectos que vivem na minha secretária para a concha do tamanho da minha mão vinda directamente de S. Tomé e Principe, oferta da mãe da A. que não me conhece de lado nenhum mas se lembrou da colega da filha nas férias, foi um gesto bonito; já organizei a Time/system até 15 de Novembro, novos mercados a conquistar; não vou a Angola mas já preparei tudo para quem vai, vistos e expedição do stand e das amostras e "não te esqueças da vacina da febre amarela", não faz mal, para o ano também há, é por uma boa causa, não tenho de pedir desculpa; e já tomei de assalto o computador que ninguém usa, e agora percebo porquê, lento, lento como uma lesma, até irrita, e tudo isto porque esta noite dormi bem como não dormia há algum tempo, porque choveu e cheira a terra molhada, porque os dias têm significado.

* Ou Divagações em papel que não tenho computador

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lanchar (II)

E a seguir vou dormir uma sesta...

domingo, 5 de setembro de 2010

O melhor do fim de semana (XIII)

Dias sem planos ao sabor dos sms's que vão surgindo. A única marcação foi na esteticista e mesmo assim tive de dar uns retoques em casa. Desisto, não vale a pena, nada bate a minha depiladora cor-de-rosa-berrante e o meu olho clínico.
A companhia do B., da A. e da pequena M.
A espetada de peixe n'A Lú.ria (ainda está muito calor para a açorda de silercas, mas eles comeram duas doses - e cada dose é para duas pessoas) e o bacalhau à brás em nossa casa.
Um bebé a gatinhar pelo chão da sala, fez-me perceber que temos um espaço baby-friendly, sem muitos perigos à vista (excepto as tomadas para enfiar os dedos, mas há uma geringonças próprias para isso).
O meu olhar de pânico (e o olhar trocista dele, entre o gozão e o maléfico) quando a A. disse que os pés dela cresceram na primeira gravidez e que nenhum dos sapatos que tinha lhe servem "mas cresceram como, incharam? Não, cresceram mesmo.." Medo, muito medo...
Amanhã retomamos a telenovela, e vou guardando (e aumentando) a lista de filmes a ver para os dias mais frios, tipo formiga a precaver o inverno que não tarda, em que as horas espojados no sofá lado a lado, de mãos dadas ou dedos a passar na pele do outro, vão ser substituídos por aulas tardias, que obrigam a mantas e almofadas felpudas para colmatar o calor humano que não aguento nestes dias abafados, mas que me vai fazer tanta falta nesses que se aproximam a galope desenfreado.

Quando fôr grande... (III)

... vou conseguir fotografar assim...

Tough questions*









* Dão que pensar...

Ouvir e sentir (CXLIII)

Ainda não vi o filme, mas esta música não me sai da cabeça.

One Republic
"Secrets"
(The Sorcerer's Apprentice OST)


(thanks to her)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ouvir e sentir (ao vivo V)

Cada entoação, cada dedilhar da guitarra portuguesa, cada silêncio.
Mariza numa praça de touros.
Numa palavra: magnífico.


Para animar*

- Estou triste. Estou tão triste.
- Mas é normal ou tem alguma razão específica?
(ele perguntou isto porque o pus de sobreaviso, que as injeções podiam tornar-me irritada e irritante, e pedi-lhe para ter paciência comigo)
- Acho que é normal, são as putas das hormonas... Só me dá para chorar, passei o dia todo assim...
- Deixa lá, daqui a pouco vamos ver Mariza, e depois ela canta o "Gente da minha terra", e tu choras e toda a gente chora e depois fica tudo bem.

* Eu tinha dito que desta vez não ía escrever nada, mas...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Novo vício (II)

Isto é a PDI a manifestar-se...
agora demos em ver a telenovela...
dois episódios por dia...
(E eu vou começar a olhar para as pessoas com mais atenção...
ai vou, vou...)

Paixão antiga