sábado, 31 de outubro de 2009

Ouvir e sentir (LXXVIII)

Vampire Weekend
"Horchata"

Momentos (LXXXV)

Ele foi para Portalegre comer pó e ver a Baja.
Eu fiquei em casa. Com a cama só para mim. Uma mesa com guloseimas. E 5 episódios de Grey's Anatomy.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não sou só eu...

... e compreendo-a tão bem.
Muito mais do que queria.

Ouvir e sentir (LXXVII)

No "solário" encerra-se a semana ao som de Pavarotti.

"Nessun Dorma"

Sonhar (IV)

Assim de repente, deu-me uma vontade imensa de trocar de casa...

(isto já passa...)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tão verdade...

... que até assusta...
Aqui há uns dias estávamos a conversar ao jantar sobre como sería se cada um de nós tivesse de voltar "ao mercado", começar a namorar de novo, sair para beber um café ou jantar com um desconhecido impingido por amigos. Chegámos à conclusão que provavelmente ficávamos solteiros o resto da vida... porque não teríamos paciência... para o jogo de sedução, o não-telefones-espera-que-seja-ele-a-ligar, a conversa de circunstância, o pouco à-vontade e a falta de naturalidade.
O homem ideal não existe, a mulher ideal também não, e se calhar o "para sempre" é só até algum de nós se fartar de ser feliz. Se era capaz de me apaixonar de novo? Claro que sim, essa é a parte mais fácil (ou se calhar não é tão fácil assim...). Agora, voltar a amar, assim desta forma serena e segura, cimentada por anos de comunhão, dois seres que, sem anularem a sua individualidade, dão forma e cheiro e cor a algo maior que eles... não me parece.
Há coisas que se criam, que se cultivam e se cuidam. O amor é uma delas. Demora tempo. Requer atenção e algum esforço. Não permite descuidos. Vamo-nos moldando, aprendendo o outro aos poucos e descobrindo sobre nós próprios. Até não serem precisas palavras. Até os gestos serem reflexivos de tão naturais. Até a certeza do sentimento ser maior que a incerteza do futuro. E isto não é comodismo nem baixas expectativas, que eu cá acredito no "mais vale só que mal acompanhada".
Isto é amor mesmo. O que fica quando a paixão se esfuma. Quando os problemas são resolvidos com diálogo. Quando aprendemos a ceder. E a dizer que não. Quando nos mostramos de alma nua sem medo da rejeição. Quando aceitamos o outro tal como é, e deixamos de tentar mostrar o que não somos.
(Hoje deu-me para isto. Podia ser pior... podia ter ído tentar fazer outro bolo de chocolate...).

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Inspiração (V)

Tarte de carne picada com grelos e muito queijo.
Bolo de chocolate mal cozido (o termo certo sería pudim, mas muito bom) com gelado.
Sem pressas. Ao som de Sinatra.

E a primeira de muitas caixas até ao Ano Novo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Nova paixão (VI)

Sou completamente avessa a jogos de computador. Principalmente porque sou descoordenada, não acerto com as teclas e encho-me de nervos à medida que o contador de tempo vai avançando. Ele bem tenta convencer-me a experimentar, seja o último Need for Speed ou Call of Duty. Não vale a pena, torço o nariz porque não tenho paciência (e calma) para aprender os comandos e treinar a destreza necessária para "brincar" assim. E acho uma seca o Sims e companhia.
Mas ele vai sempre tentando, na esperança de encontrar algum jogo que eu goste (e eu acho querida essa preocupação), e de vez em quando chama-me para eu ver uma novidade "vais gostar deste, só trabalhas com o rato, e tens de puxar pela cabeça". Foi assim com o World of Goo, há uns tempos atrás.
Ontem apresentou-me o Machinarium. Assim já brinco.

Abertura oficial...

... da época da lama...

Sonho (II)

- Esta noite sonhei que andava a cavalo... nas ruas de Nova Iorque...
- Tens de deixar de ver filmes...
(és capaz de ter razão...)

A Feira

Broas de mel com nozes e carrosséis. As barraquinhas das farturas, do algodão doce e dos bolinhos caseiros. Os estendais de toalhas e malas e tachos ao desbarato. O cheiro das castanhas assadas e os restaurantes improvisados de mesas corridas e pratos todos diferentes, onde as febras e as sardinhas são vendidas à unidade.
Dizem-me que dantes é que era uma animação e eu acredito.
Mas não deixa de ser divertido.


sábado, 24 de outubro de 2009

Conversa (daquelas)

- Está-me a doer o dente... é da mudança do tempo...
- E ires ao dentista, não era boa ideia?
- Não, ía era ao metereologista...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Terapia de Choque (III)

Um carro telecomandado para o meu afilhado (que me ocupou metade da bagageira). Um urso de peluche para a minha afilhada, urso mesmo, castanho e felpudo como todas as crianças deviam ter um. Agora é do tamanho dela, mas espero que se torne numa companhia de muitos anos de mimo. Uma vela para mim. E dois pares de botas altas, um vestido e umas skinny (as primeiras, finalmente rendi-me). Um cheeseburger e o Fame. Música, dança, amores de adolescentes e um final feliz. Tudo o que eu precisava hoje.

Fame Trailer




Black & Gold
Fame OST


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Momentos (LXXXIV)

Ontem ele não foi às aulas. Sem palavras, ficou em casa. Enrolei-me numa manta, encostei-me ao seu braço, e vimos o G-Force.
Hoje recebo o telefonema inesperado de quem tem mais com que se preocupar (muito mais, a ponto de me fazer sentir mesquinha por aquilo que deixo que me afecte), mas se lembrou de perguntar como estava a "minha S."
E quando menos espero (ou quando mais preciso) surgem os sms's do meu anjo de caracóis que são raios de luz que me entram pelos olhos e iluminam o coração.
Às vezes preciso de me sentir assim, acarinhada. Eu não peço, mas preciso. Principalmente quando não peço.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ouvir e sentir (LXXV)

Voltaram sem aviso prévio mas com a força do costume.
E acordaram tudo o que estava adormecido, quase esquecido há algum tempo.
Tento convencer-me que a pouco e pouco vai custando menos e é melhor assim. É mentira. Só serve para aumentar a mágoa. E calar o ressentimento.

A Fine Frenzy
"Almost Lover"

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

domingo, 18 de outubro de 2009

Clássico

Vi pela primeira vez o Breakfast at Tiffany's (shame on me...).
E gostei da ideia de passar um dia a fazer coisas que nunca tivesse feito.

Moon River

Arrepio

Começo a ouvir o concerto de Amália Hoje na rádio.
Paro o que estou a fazer por um momento.
E arrepio-me de comoção.

Amália Hoje
"Medo"

Ternura (VI)

Almoçamos em família e passeamos no parque. Sentamos a E. na relva e vêmo-la a tentar equilibrar-se, a escorregar para trás em câmara lenta e a franzir o sobrolho, como a perguntar porque é que em vez de ver os pés está a ver o céu. Tenta enfiar na boca toda as ervinhas que consegue agarrar e tenta gatinhar mas estica as pernas e fica de rabo empinado. Gosta que lhe cantem o Atirei o pau ao gato para adormecer e come a fruta do boião sem fazer muita javardice (ainda pensei em ensiná-la a cuspir, mas mais tarde isso pode virar-se contra mim...).

Ouvir e sentir (LXXIV)

Porque adorei o video.

Sander Van Doorn e Robbie Williams

"Close My Eyes"


sábado, 17 de outubro de 2009

Ter tempo...

... para mim. Ir ao cabeleireiro ficar mais loura. Comprar uma nova depiladora (que ficar só com uma perna depilada não tem piada nenhuma).
... para a minha família. Almoçar em casa dos pais. O núcleo duro. Já não somos só 5, somos 8. Mais um marido, uma mulher, uma namorada. Gosto delas e da relação que têm. E percebo que afinal também temos algo de família italiana: falamos muito e todos ao mesmo tempo, mas acabamos sempre aos beijos e abraços. Só falta as crianças.
... para nós. Escargots, arroz de marisco, branco alentejano e gelados. E um filme no sofá. Em casa, só os dois. Como não acontecia há mais de uma semana.
E a dúvida existencial da noite foi "não consigo decidir de qual gosto mais: Strawberry Cheasecake ou Cookies & Cream...".

Ouvir e sentir (LXXIII)

Porque acabei de descobrir que era a música que estava nos tops no ano em que nasci (e isso é capaz de explicar algumas coisas...)

Patti Smith
"Because The Night"


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Obrigado

Vejo no visor o nome da mãe e atendo apressada.
Os olhos ficam marejados quando ouço a voz do meu puto grande que já acordou, já comeu mas continua cheio de fome, já andou pelo seu pé e recuperou o sentido de humor (ontem à noite a voz dele não estava assim alegre).
Obrigado por cuidares daqueles que amo.

Oração

Acredito que não vai ser nada, vai ser rápido e ele vai acordar bem da anestesia, vai ficar insuportável por estar de cama, mas vai recuperar depressa.
Mesmo assim peço-te, com o coração nas mãos: toma conta dele.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Breves considerações

Os alemães são antipáticos, carrancudos e de mentalidade quadrada. Não são capazes de deixar passar uma pessoa à frente na fila (mesmo que por causa disso a pessoa perca o voo), não servem um prato porque a cozinha fechou há 2 minutos, e não mostram um sorriso.

O meu director transforma-se quando se descontrai. Desde a nossa conversa séria nunca mais tive problemas com ele, apesar de continuar a não confiar a 100% no seu temperamento volátil. Mas nesta viagem esteve sempre bem disposto e divertido, o que foi óptimo.

Cada vez me convenço mais que era incapaz de viver num país frio e cinzento e chuvoso. Preciso de sol para ser feliz. E da minha cama. (Eu não devia dizer isto mas) tive mais saudades da minha cama do que dele.

Abri a porta e encontrei tudo arrumadinho, pequenas velas acesas espalhadas pelas divisões, e uma barba de 4 dias encostada no sofá.
Ser feliz é gostar de voltar para casa (uma vez mais e sempre).

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Venha a próxima

Ainda nem saí do aeroporto e já me estão a dizer que temos de marcar uma reunião com um potencial cliente... ali para os lados de Londres...

Ossos do ofício (XIV)

Acordamos cedo mas com outro espírito. Hoje já não vamos trabalhar, temos tempo para ir conhecer a Catedral de Col.ónia e pouco mais. A zona pedonal junto ao rio é amorosa...

... e ruas estreitas de prédios bem conservados e restaurantes e bares porta sim, porta sim.

As esplanadas são lindíssimas e cada mesa tem sempre flores ou velas, num cuidado que me surpreendeu...

... mas não tanto como a Catedral. Antes de ir tinha feito o trabalho de casa, mas nada me preparou para a visão avassaladora e para a sensação de ser tão pequena perante tanta imponência.

Não nos deixaram ver o Relicário dos Reis Magos, mas não saí sem acender duas velas: uma pelo meu irmão e outra pelo meu sonho.

Na praça central vejo o edifício com a marca 4711 e lembro-me da origem da Água de Colónia...


Seguimos para o aeroporto com pena de falharmos o Museu do Chocolate, e aproveitamos o tempo que sobra para comprar o Jim Bean da praxe e para dar uma olhadela na sex-shop. Ainda deu para rir um bocado com os brinquedos e lingeries (mas algumas eram bem giras).
Os planos de almoçar no restaurante de sushi do aeroporto de Munique (que tem um aspecto divinal) saíram furados, e lá andámos a correr pelo corredor central para não perder o avião.




Aterramos em Lisboa numa tarde de outono de 30º (e eu de gabardine, cachecol, camisola de malha e botas altas!), e a primeira coisa que nos alegra é a luz desta cidade, sem dúvida uma das mais calorosas quer existem (ou então sou eu que estou cheia de saudades de casa...).

Pormenores (VII)...

... ou o pouco da Alemanha de que gostei...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ossos do oficio (XIII)

Qualquer pessoa com fobia de multidões tinha um colapso nervoso aqui. Do alto de uma das escadas rolantes é possível ver a corrente de pessoas no átrio (um de muitos). Parecem formigas de fato e gravata. E são aos milhares.

O dia é passado entre o que nos interessa e as novidades que surpreendem, pela originalidade, pela imagem chamativa ou pela estranheza de combinações que não achávamos possível.

À noite decidimos ficar pelo restaurante do hotel, porque estamos demasiado cansados para ir seja onde fôr. Para não voltar às salsichas, escolho o prato típico de Dusse.ldorf, um bife alto e muito macio, com mostarda gratinada e a habitual salada de batata (mas mantive o apple strudel).

domingo, 11 de outubro de 2009

Ossos do ofício (XII)

Gosto do restaurante do hotel, onde tomamos o pequeno-almoço e fazemos um briefing para o dia. Arranjo logo sarilhos a tirar tabaco da máquina: depois de pôr as moedas (5 euros!) o maço fica encravado. Consegui pôr duas empregadas aos murros à máquina (e mantenho a ideia que já tinha das mulheres alemãs: no geral, parecem motoristas de semi-reboques).

Tenho um pequeno vislumbre da cidade quando estacionamos no piso superior de um dos 11 pavilhões que nos esperam. O resto do dia é passado a palmilhar mais quilómetros, a falar inglês e a trocar cartões.

Às 6 da tarde doem-me os pés, as pernas, as costas, e só quero descalçar as sabrinas, que por mais confortáveis que sejam não conseguem impedir o desgaste de tantas horas de pé.
Ao jantar fala-se espanhol e dou por bem empregues as aulas a horas tardias. A Brauerei-Ausschank Frankenheim é uma lindíssima cervejaria de 1873 onde volto às salsichas, desta vez com chucrute (conserva de repolho fermentado, não fiquei fan), porque não me convencem a comer o típico Sauerkraut (joelho de porco).

sábado, 10 de outubro de 2009

Ossos do ofício (XI)

Não me adianta de nada maldizer a alminha que marcou o voo das 6 da manhã, porque fui eu.
Chego ao aeroporto pouco depois das 4, bebo o primeiro café de vários e estranho ver aquele espaço tão vazio. Lembro-me das horas infindáveis que passei aqui quando tinha 4, 5, 6 anos e os voos atrasavam de uma forma desesperante. Até avistarmos o meu pai ao fundo do corredor das chegadas, e corrermos para ele a extravasar toda a saudade acumulada por meses de ausência.
Vejo nascer o sol algures por cima de Espanha porque já não consigo dormir.

Em Mun.ique temos tempo para um cheesecake com melhor aspecto do que sabor...

... e saímos em Co.lónia directamente para a Feira, onde o resto do dia é passado a palmilhar quilómetros.
Quando finalmente chegamos ao hotel em Duss.eldorf confirmo o que já me tinham dito: é um típico hotel alemão. Está limpo e tem o essencial? Sim. É agradável? Não. Mas para tomar um banho quente e dormir umas horas chega bem.

Desta vez tenho a R. e o Sr. E. comigo, o que é muito reconfortante porque não era capaz de andar por estes corredores de penumbra sozinha.
Descobrimos o caminho até à zona antiga cheia de ruas largas cortadas ao trânsito e ladeadas por bonitas esplanadas, iluminadas por lâmpadas coloridas e velas nas mesas. Nota-se que é sábado à noite, isto parece o Bairro Alto, com grupos de pessoas (na maioria jovens e trintões) de cerveja na mão. Jantamos na Brauerei Shumacher uma típica salsicha alemã com salada de batata e couve-flor gratinada, acompanhada de cerveja directamente do barril. Era capaz de me habituar a isto (e ficar redonda, mas isso agora não interessa). Faltou o apple strudel com gelado, porque quando quisémos pedir sobremesa (o empregado tinha desaparecido há meia hora), informaram-nos que a cozinha tinha fechado... há dois minutos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Daqui a pouco...

... é que vai doer...
Eu devia estar a dormir. Já programei o despertador par as 3.15.
Mas perco a noção do dever enquanto vejo a mãe pôr as mãos à cabeça porque o N. já nem dorme em casa " ele hoje chegou às oito da manhã para vir buscar a mochila e foi logo trabalhar, vê lá tu!" (mal ela sabe que ele já anda à procura de casa) ou enquanto olho para o pai num misto de alegria e alívio, porque tem as bochechas mais cheias e rosadas e os olhos mais brilhantes. Ou enquanto gozo com o N. que veio a correr a casa, só para me ver e fazer a barba "mas a esta hora é que vais fazer a barba por alma de quem?!"
Eu devia estar a dormir, mas entro no meu quarto de menina e percorro com os dedos as prateleiras da estante onde estão alinhados os meus livros da Anita e As Histórias do Avozinho. Da próxima vez levo-os, as ilustrações têm uma beleza ingénua que os livros já perderam.
E eu devia estar a dormir...

E as próximas três noites...

... vão ser passadas por aqui...