terça-feira, 30 de setembro de 2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

domingo, 28 de setembro de 2014

P'ró-qu-eu-estou-guardada...

- Filho. agora vamos para casa, tomar um banhinho e jantar...
Resposta em tom autoritário:
- Mãe... à caja... à banhú, não... óvites mãe?!

(Fedelho...)

Amar

Acho que nunca tinha usado este verbo como título. Nem sei porquê, é o que faz mais sentido para falar de nós, de mais um ano de Amor, mesmo assim, com maiúscula e letras gordas do tamanho daquilo que nos une. Porque é que com o passar do tempo vamos usando cada vez menos esta palavra, como se ela fosse um bem precioso que tivesse de ser poupado para não se gastar?
Eu amo-te. Assim, com todas as letras gordas e com tudo o que cada letra encerra. Tive a sorte imensa de encontrar (e ainda por cima, à primeira) o que muitas mulheres procuram a vida inteira sem sucesso, saltando de relação em relação e engolindo lágrimas e frustrações: O Amor. Não aquele amor romântico assolapado dos filmes, que tem de ser mostrado em grandes gestos de loucura espontânea ou em elaborados planos para surpreender o outro. Mas sim o outro, o verdadeiro, o de todos os dias. O amor é o que fica quando a paixão se vai. Já não passamos noites em branco nem fazemos depender o humor do nosso dia daquele telefonema que estávamos à espera que o outro fizesse. Já não sentimos borboletas na barriga de cada vez que nos vemos. Mas conhecemos de cor e de olhos fechados a pele que dorme ao nosso lado, e os nossos lábios sorriem sempre que os nossos olhos se encontram. Amor também é isto. Se calhar é mais isto. A compreensão e conhecimento único que temos um do outro, os silêncios tranquilos, os gestos carinhosos tantas vezes irreflectidos, como quando me fazes uma festa nas costas, ao passar. Não somos almas gémeas, pelo contrário, somos mais os opostos que se atraem e complementam, e das nossas diferenças conseguimos criar algo que nos enriqueceu e deu força, aos dois. Já várias vezes te disse, no gozo, que se não me tivesses conhecido tinhas sido um desgraçado por aí caído numa valeta. Mas agora fora de brincadeiras, acho mesmo que somos melhores pessoas por nos termos encontrado, por estarmos juntos, por termos aprendido tanto um com o outro (nem que seja pela paciência que ganhámos a aturar-nos durante 21 anos).
Amo-te. Com tuas as tuas qualidades e inperfeições. Da forma prática e desprendida que tu me ensinaste. Sem caprichos nem amuos nem exigências de grandes rasgos de romantismo. Mas mantendo os pequenos gestos da ternura que te tenho. Sou feliz quando te vejo a sorrir, quando me fazes rir com uma piada parva, quando chego a casa e me pões a ouvir o tango do Perfume de Mulher, quando me olhas com olhos de ver, a tua mulher inteira (com tudo o que isso tem de bom e de mau).
Sou feliz ao teu lado. Contigo.
Amo-te (já te tinha dito?).

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Contar até mil

Quando os homens da minha vida entraram em casa depois da aula de natação de Peter Pan, o L. vinha com um olho raiado de sangue e a começar a inchar. Tinha levado um pontapé de Peter Pan, sem querer, claro, mas tão certeiro que lhe enfiou um dedo fininho em cheio no olho (e o que aquilo deve ter doído...). Lavei com soro fisiológico (que já tinham feito na piscina), e pusémos uma bola de algodão a tapar a vista para proteger da luz. É claro que eu sugeri logo que ele desse um salto ao hospital, lembrei-me de uma menina que tinha visto na última ida às urgências com Peter Pan, que tinha picado o olho num ramo de palmeira, e feito um corte na córnea. (É claro que ele não quis ir, gajo que é gajo não precisa de médicos, é muito melhor ficar a contorcer-se no sofá com dores).
Finalmente, depois do jantar em modo agonia silenciosa e de se ter ido deitar às escuras porque não suportava a luz, à meia noite decidiu-se a ir às urgências (eu imagino o sofrimento que não ía para ali, para ele admitir que precisava de ajuda...). Chamou o R. (mas primeiro ainda se saiu com um "eu levo o carro", estive quase para lhe dar um murro no outro olho, já que ía ao hospital não se perdia nada...) e sairam passados dez minutos, para regressar em menos de uma hora, com o olho tratado, sem dores, e com a garantia que não tinha nenhuma lesão ocular, só precisa de descanso.

E a minha pergunta é: era preciso este gajo estar a sofrer dores horríveis durante cinco horas antes de se decidir a pedir ajuda e a ser tratado como deve de ser?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Deixar-me ficar

Se passasse por este título numa lista de filmes, de certeza que não lhe tinha ligado nenhuma, mas como estava a começar quando me sentei no sofá, e a ideia era só ter ruído de fundo enquanto acabava o primeiro cesto do que há-de vir a ser a solução de arrumação de pequenas tralhas do hall de entrada, deixei ficar.
Acabei por largar o que tinha nas mãos para prestar atenção ao desenrolar da história, fiquei vidrada nas imagens que misturavam o preto e branco esbatido com as cores mais vivas e nítidas. Ainda bem que não tinha visto o trailer antes (porque é que os trailers antigos contam logo a história toda? qual era a piada?...).


Pedinchar (II)

Para me animar hoje, só um destes...



Visto aqui.

sábado, 20 de setembro de 2014

Mudar pormenores

Quando estive na Anuga trouxe um catálogo de um potencial fornecedor espanhol de rótulos, que atirei para o fundo da mala juntamente com outras dezenas de apresentações de cápsulas e embalagens. Depois de feito o rescaldo da visita à feira e de escolhidos os que realmente interessavam, os quilos de papel que sobraram foram para o lixo, e este ía ter o mesmo destino. Mas achei piada a algumas das páginas, com uma qualidade de impressão óptima e pormenores a ouro quente, e com umas imagens que achei logo que íam ficar bem emolduradas, a decorar uma cozinha.



Guardei o catálogo desde então, estava satisfeita com a minha decoração e não queria mudar nada, principalmente o quadro amarelo que o L. adora e que sempre "zelou" pelas nossas refeições.


Mas ultimamente comecei a ficar farta de ver sempre o mesmo. Realmente já são quase treze anos na mesma casa, é preciso ir refrescando o que vemos à nossa volta todos os dias, para não cansar. Fui buscar o catálogo ao fundo do armário, pedi ao L. para comprar umas molduras brancas (e pendurá-las, já agora...) e pronto, uma pequena mudança fez uma diferença enorme e agora temos uma parede mais cheia e com ar de mercearia de bairro.


 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Com uma vénia (XIII)

"Olha Verão...




Guardar junto ao coração

Durante a Expo98 o meu pai foi destacado para trabalhar no recinto, e naqueles meses teve acesso privilegiado a todo um mundo de cultura, conhecimento e espetáculo que a maioria das pessoas via a correr, com um bilhete de um dia ou o passe de três dias na mão. O meu pai, homem sisudo pelas voltas que a vida lhe deu e pouco dado a demonstrações de afeto, coleccionou todos os pins de todos os pavilhões e de todas as marcas que encontrou, para me dar, para eu pôr na capa negra emprestada que íria usar na minha benção das pastas nesse ano, em que acabava o bacharelato e ainda não tinha a certeza se o curso ía passar a licenciatura (passou, e eu passei mais dois anos a queimar pestanas). Não me esqueço do olhar de felicidade comovida quando me viu toda vestida de negro, com a capa cheia de pins coloridos ao ombro; o orgulho pela sua menina, a primeira pessoa da família a ter um curso superior; o sonho de vê-la chegar mais alto, mais longe.

Ontem, a remexer numa caixa cheia de botões encontrei um desses pins, e em vez de juntá-lo aos outros que estão religiosamente guardados numa caixa com as fitas verdes escritas pela família e amigos, preguei-o no casaco de ganga de Peter Pan, aquele que ele aponta e escolhe todas as manhãs antes de sair de casa ("não é exe, é o ôto").

(Queria tanto que visses como ele está crescido...)


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Agradecer (II)

Final do dia. O tão desejado regresso a casa. Saio do carro e antes de tirar Peter Pan do banco de trás procuro na mala as chaves de casa para ficarem a jeito. Nada. Despejo a mala em cima do banco do pendura. Nada. Olho para a varanda de casa e calculo mentalmente as probabilidades de saltar da escada do prédio até lá sem me partir toda. O L. já o fez, não é assim tão alto. Faço uma tentativa pendurada do lado de fora do corrimão, com Peter Pan muito sério a olhar-me pela janela do carro. Mas assim que subo ao último degrau da escada percebo que me falta "um bocadinho assim", uns bons centimetros de pernas para chegar lá acima, e desisto logo. Peço ajuda a um vizinho, um escadote já resolve a coisa, mas assim que ele me abre a porta do prédio, vejo-as. Penduradas do lado de fora da porta de casa, as chaves ali ficaram a tarde toda, sem ninguém lhes tocar.

(E nestes momentos eu sinto, sinto mesmo, que eles estão a tomar conta de mim).


domingo, 14 de setembro de 2014

Momento (CCLXXXI)

Manhã de domingo. Fintar os aguaceiros e aproveitar os últimos raios de sol. Passear nas ruas empedradas e ver as montras devagar. Beber um café numa esplanada animada. Comprar pão só para parti-lo aos bocados e dar aos pombos.




sábado, 13 de setembro de 2014

O costume


Admitir (IV)

Hoje comprei as primeiras broas do ano.
É oficial: (a amostra mal enjorcada d) este Verão acabou...




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Momento (CCLXXX)

O teu abraço.

(A nossa casa está de novo completa).

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vencer o medo

No dia em que o L. regressou ao trabalho depois de ter passado o primeiro mês de vida do nosso filho em casa, ao meu lado, senti uma ponta de medo de ficar sozinha em casa com um ser tão frágil e dependente. E se eu não consigo? E quando precisar de ir à casa de banho? (tomar banho então, nem pensar, só à noite quando o pai chegasse). E como é que saio de casa a carregar com ovo e mala e mais não sei o quê? E como é que vou pegar no carro, conduzir sozinha, com ele lá dentro? É claro que passado pouco tempo estava a sorrir por causa deste medo sem fundamento, fui aprendendo a gerir o tempo  e a logística de acordo com as necessidades e humores daquele bebé que sentia a cada dia mais meu, companhia inseparável e constante (e nunca mais me senti sozinha).
Quando soube que o L. ía passar uma semana fora de casa, o meu primeiro pensamento foi "só espero não me sentir mal, sozinha com o puto em casa". Esse é o meu maior medo, até mais do que ele ficar doente ou ter de o levar ao hospital sozinha. Porque desde que eu esteja bem, posso fazer tudo por ele e dar conta do recado. Mas não consigo apagar completamente a ideia que me assalta nestes momentos, desde que a minha mãe deixou de poder tomar conta do neto: se me acontece alguma coisa de repente, a meio da noite, não tenho ninguém com quem deixar o meu filho. Não temos nenhuma relação de confiança com os vizinhos (e sinceramente, não queremos ter), temos amigos que vivem na mesma cidade, claro, mas entre os que trabalham por turnos completamente tresloucados e os que têm (muitos) filhos com que se preocuparem, há poucos números de telefone a quem eu ligasse às quatro da manhã. Talvez por saber isso, o R. e a L. fizeram questão de me dizer no nosso último jantar "enquanto o gajo estiver "emigrado", já sabes, se precisares de alguma coisa ligas".
Mas agora, que está a acabar esta semana que de certeza foi mais dura para o pai (que nunca tinha passado duas noites seguidas sem ver o filho) do que para mim, respiro de alívio e agradeço pelos dias serenos e sem sobressaltos. Fomos visitar a minha avó e tivémos a visita do meu sogro. Fomos às compras e jantámos do mesmo prato, sentados frente a frente, a fazer caretas. Trocámos muitos mimos mas não o levei para a minha cama para não lhe alterar as rotinas (mas pensei nisso, confesso...). Os dias foram todos iguais e previsíveis, não aconteceu nada de especial. E isso foi o mais importante.

Não me dar por vencida

Porque ainda não estou pronta para assumir o fim do (fraquinho) Verão deste ano...


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Compensar

Iogurte de pêssego e maracujá, muesli, sementes de linhaça, bagas goji, sementes de chia e fisális (que o meu sogro costuma deitar fora às mãos cheias, porque diz que a planta é uma praga no jardim dele). Isto é o máximo que consigo fazer de pequeno-almoço saudável. Para compensar o copo de leite e a fatia de bolo do costume.

(Dormir sozinha é uma merda...)



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Calar o silêncio

A (única) vantagem de estar sozinha em casa com Peter Pan durante uma semana, enquanto o L. emigra para o fim-do-mundo-lá-para-os-lados-de-Braga, é que não tenho de me preocupar com jantares elaborados *.
Levo-o à natação e ele continua a atirar-se para a água à doida, adora saltar da borda da piscina e mexe os braços e pernas com força até vir à tona, enquanto eu sustenho a respiração e faço um esforço tremendo para não ir ao fundo agarrá-lo com medo que ele sufoque. Já aceita que lhe ponham as braçadeiras (se estiver muuuuito bem disposto) e já percebeu que com aquilo nos braços pode andar sozinho e não fica com a cara debaixo de água.
Depois da piscina ficamos enroscados no sofá a ver Pandas e Robins até à hora do jantar, que ficou feito de ontem e só precisa de trinta segundos no micro-ondas. Jantamos os dois a ouvir música, lavo a loiça enquanto ele risca as mãos e as pernas com canetas de feltro e vejo que ainda falta meia hora para o ir deitar. Enquanto faço tempo e o deixo gastar o que resta da energia, preparo com calma tudo o que precisamos para amanhã de manhã e escolho o filme que vou ver a seguir.
Depois do Maléfica, que não me fascinou como eu esperava (é o que dá ter as expectativas demasiado elevadas) e do Como Treinares o Teu Dragão 2 (tão bom como o primeiro, hei-de adorar sempre filmes cheios de pormenores e que transmitem uma mensagem de valores) fiquei indecisa entre o Chovem Almôndegas 2 e este Winter's Tale, que me soou a romance lamechas bom para ver sozinha. Tem uma história de amor que desafia o tempo e uma banda sonora a condizer, tem um cavalo alado e um céu de anjos estrelados. É um daqueles filmes românticos de fantasia de sábado à tarde (quando havia filmes na televisão nacional ao sábado à tarde...) que aquecem o coração e deixam um sorriso nos lábios. Gosto da ideia de cada estrela no céu ser mesmo um anjo. Sei o nome de duas estrelas que moram lado a lado até o fim dos dias.



* (Mas o silêncio à noite não se aguenta...)

sábado, 6 de setembro de 2014

Antes da chuva

O batizado da minha afilhada E. O jardim do castelo para onde íamos namorar depois das aulas (ou quando nos baldávamos). Já não me lembrava como era bonito. Mas não me esqueci como fui feliz ali.














Colecionar ideias (II) *

* Ou tanta coisa gira para criar, tão pouco tempo...

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Colecionar ideias *

E coisas tão giras que se podem fazer com botões?


Ou Ando a perder-me nas imagens do Google...

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Em extâse (II)

O ano passado comecei uma tradição que quero manter todos os anos: escolher as melhores fotos do ano que passou, ou aquelas que mostram marcos importantes da vida de Peter Pan, e fazer um album de recordações para a vida. Porque a maioria das quase 4.000 fotografias e videos que já temos dele nunca vai sair do computador, e mesmo com cópia de segurança, tenho pavor de perder tudo.
Assim voltei a abrir o programa do Hofmann (fiquei completamente rendida) a pensar que o album deste ano ía ser mais pequeno, porque não me lembrava de ter tirado tantas fotos como quando ele era bebé (o gajo agora não pára quieto, fica tudo desfocado ou tremido...), mas depois de pôr e tirar bonecada, experimentar cores de fundo e molduras, mudar tamanhos e acertar margens durante seis noites, consegui o "mínimo" de 242 fotos em 56 páginas. Mas raismapartam se não ficou tão ou mais bonito que o anterior, com fotos maiores e com legendas nos momentos especiais ("o primeiro gelado", "o primeiro corte de cabelo"...).