domingo, 29 de novembro de 2015

terça-feira, 24 de novembro de 2015

E hoje foi Natal

Ficar na ronha na cama, envolvê-lo com os meus braços e dar-lhe beijos infinitos nas bochechas quentes e macias, sentir as mãos papudas no meu rosto e ver o sorriso maroto de quem quer palhaçada. Levantamo-nos devagar, tomamos o pequeno-almoço com toda a calma, saimos para a manhã fria e radiosa e vou negociando o corte de cabelo, os caracóis já deixaram de ser de anjo para serem uma juba de leão mal-amanhada. Paramos numa esplanada para beber café e a negociação continua difícil, respiro fundo e preparo-me para uma birra do tamanho de um comboio. Entramos na cabeleireira  e vejo-o transfigurar-se num homem em miniatura, a serenidade em pessoa sentado ao meu colo, nem um ai, nem um gesto brusco, quieto a olhar para o espelho enquanto os caracóis caíam no chão e eu olhava fascinada para as feições do meu menino, realçadas pela leveza que a juba não deixava adivinhar. Passeamos num jardim e descobrimos um caramanchão lindo, passamos a pequena ponte sobre o rio (e fico de boca aberta quando ele me diz "mãe, é o rio Almonda, não é?"), e vamos almoçar mais cedo porque ele está em êxtase por ir ao restaurante.


Volto a ter o meu homenzinho ao meu lado, sentado muito direito na cadeira, a comer de faca e garfo. Pergunta muito sério "mãe, a sopa?", rio-me e respondo-lhe "agora safas-te da sopa, filho, comes ao jantar". Preparo-lhe um prato (com direito a batatas fritas), e mato saudades no buffet de sushi enquanto conversamos e vou respondendo às perguntas dele.


Páro a fitá-lo com atenção, Peter Pan é cada vez mais uma excelente companhia, conversador e curioso, e ver o mundo pelos olhos dele é uma descoberta e um desafio constantes. Voltamos para casa para a (sagrada) sesta, dele e minha, quase duas horas e meia que acabaram com muito mimo no sofá, abraçados e a dizer um ao outro "mãe, tu és linda" e "meu amor pequenino, tu és lindo". O resto da tarde foi passado entre o sofá a ver o Happy Feet ("o filme dos pinguins") e o tapete, a responder aos pedidos de Peter Pan "mãe, queres brincar comigo? Faz cócegas!!". Depois lembrei-me de ir ao sotão buscar a árvore de Natal, e foi vê-lo aos saltinhos de alegria enquanto via o "pinheirinho" de dois metros de altura encher-se de bolas e luzes, o final perfeito para um dia de pura meiguice.


domingo, 22 de novembro de 2015

Esmerar-me

(Rais ma partam se não vou ser daquelas mães que fazem coisas giras para o filho levar para a escola...)



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O próximo Jackson Pollock

(Pintura em papel utilizando a técnica de dedos borrados em guaches...)


domingo, 15 de novembro de 2015

Momento (CCXVIII)

Passar a tarde no Fluviário de Mora e trazer mais um inquilino para casa...











Peter Pan, o pragmático...

(a cantarmos dentro do carro "O balão do João")

(...) fica então o João a choramingar"

(Peter Pan continua...)

"e depois
a mãe
compra outro balão!"

sábado, 14 de novembro de 2015

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Paralisar

Ver as imagens dos atentados em França entre a incredulidade por alguém ser capaz de praticar um ato tão bárbaro e desumano em nome de qualquer deus; o medo de que o mundo onde o meu filho vai crescer se esteja a tornar irremediavelmente neste palco sangrento e inseguro onde a paz é uma utopia; e a comoção pelos atos de generosidade e coragem de perfeitos estranhos que não se deixaram vencer pelo terror.
Perceber que podia ser eu ali. E que não podemos dar nada por garantido.



ZAZ
"Si"

"Se

Se eu fosse amiga do bom Deus
Se eu conhecesse as orações
Se eu tivesse sangue azul
O dom de apagar e refazer tudo
Se eu fosse rainha ou feiticeira
Princesa, fada, grande capitã
De um nobre regimento
Se eu eu tivesse o passo de um gigante

Eu colocaria o céu na miséria
Todas as lágrimas no rio
E floriria areias
Sobre onde a esperança voaria
Eu semearia utopias
Curvar-se seria proibido
Não desviaríamos mais os olhares

Se eu tivesse milhares e centenas
O talento, a força ou os encantos
Mestres, poderosos
Se eu tivesse as chaves de suas almas
Se eu soubesse pegar em armas
Ao fogo de um exército de titãs
Eu acenderia chamas
Nos sonhos apagados das crianças
Eu poria cores nas dores
Eu inventaria o éden
Sem contar com a sorte
Sem contar com as estrelas, com menos do que nada

Mas não tenho mais que um coração em trapos
E duas mãos esticadas feito galhos
Uma voz que o vento afasta pela manhã
Mas se nossas mãos nuas se parecem
Nossos milhões de corações juntos
Se nossas vozes se unissem
Quais invernos a elas resistiriam?

Um mundo forte, uma terra alma-gêmea
Nós construiremos sobre as cinzas
Pouco a pouco, migalha a migalha
Gota a gota e coração a coração

Pouco a pouco, migalha a migalha
Gota a gota e coração a coração"

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Embevecer(-me) (II)

Peter Pan não pede para ouvir as músicas do Ruca nem dos Caricas...
Pede para ouvir Luis Represas ao vivo.



Luis Represas
"Chave dos sonhos"

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Ensinar valores

Festa do Magusto no colégio de Peter Pan, a atenção comovida ao vê-lo no desfile, com a sua velinha acesa na mão, tão pequenino mas tão grande no seu orgulho por saber que estava a fazer parte de algo maior que ele, e que nos tinha a nós ali, a olhar para ele, a partilhar este momento em que se sentiu importante.
Ouvir o director do colégio no seu discurso cheio de alma sobre a lição a tirar da história de São Martinho: a ajuda aos mais desfavorecidos, a palavra do Senhor e uma passagem da bíblia.

(E depois receber uma dúzia de castanhas quentinhas e boas... embrulhadas num pacote feito com os anúncios de encontros do jornal - com direito a fotos e tudo!)


domingo, 8 de novembro de 2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Sabedoria infantil

- Os peixes não bebem água, só xarope...