sexta-feira, 31 de março de 2017

Desabafar (III)

Março foi inesperadamente difícil, a palavra carcinoma escrita no relatório da cauterização assusta, mesmo que a médica diga e repita que não me devo preocupar. Não bastavam as quatro semanas sem poder ir à piscina com Peter Pan e o medo irracional de uma infeção ou de uma nova carta do hospital. Tinha de haver ainda um dente partido sem salvação, uma extração que mais parecia uma carnificina, hora e meia a serrar osso e a partir bocados de esmalte, que acabou por ser nada comparado com o depois, as dores que chegaram quando a(s) anestesia(s) se foram, e que se tornaram companhia constante durante mais de uma semana. Não me lembro de ter tomado nos últimos anos, sequer metade dos analgésicos que precisei agora para conseguir passar os dias, num mau humor e irritação sem fim por me sentir fragilizada, num receio permanente de uma infeção, numa memória antiga difícil de controlar. Março está a acabar e com ele esta sensação de não me sentir eu, neste sentir-me quebrada. Não digo que já passou. Mas sei que vai passar.

quinta-feira, 30 de março de 2017

sábado, 25 de março de 2017

Derreter(-me) (VIII)

- Esta noite tive um sonho bom!!
- E sonhaste com o quê, filho?
- Com sorrisos...


segunda-feira, 20 de março de 2017

Manhã de sonho


Começar a semana assim, com o teu sorriso, o nosso mimo, com toda a calma para te deixar conversar entre colheradas de cereais, com todo o entusiasmo e palmas e saltos de alegria por teres dado o primeiro nó nos atacadores.

(Nunca imaginei que pudesse gostar assim de uma manhã de segunda-feira...).