segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ouvir e sentir (CLXXXIII)

Porque hoje preciso de música que me dê ganas de agarrar este dia cinzento e fazer dele um raio de sol...

Imagine Dragons
"Demons"



sábado, 19 de outubro de 2013

Arrancado a ferros

Este foi o projecto mais penoso e mais odioso e mais frustrante que algum dia tive a triste ideia de fazer. Há dois ou três anos atrás recebi um presente de uns empresários moçambicanos, um pano típico (acho que se chama capelana), e desde então que estava esquecido no fundo de um armário, porque não sabia o que fazer com ele: demasiado grosso para roupa, demasiado áspero para almofadas, mas com umas cores vibrantes que eu queria mostrar mas não sabia como.
Quando comprei a máquina de costura, meti na cabeça que havia de fazer daquilo uma manta para o sofá da sala, as cores combinavam com as almofadas, só tinha de comprar o dracalon e mais tecido para o avesso e para fazer uma barra. Pesquisei na net como se fazia um quilt, só para ter uma ideia, não encontrei nada a ensinar como fazer uma barra com dois lados de tecidos diferentes, e inventei. Tudo a olho, sem tirar medidas, sem alinhavar. E correu tudo bem. Até à parte em que tive de meter o tecido na máquina para coser aquilo tudo. Aí voltou o meu inferno. Definitivamente, eu e as máquinas... não funciona. Passei noites inteiras a tentar costurar, estive para desistir não sei quantas vezes, e acho que só consegui acabar por teimosia e orgulho de não ser vencida por aquela p#"$ demoníaca.




(Acabei sim, mas jurei a pés juntos que não me meto noutra...)

Momento (CCXXII)

Queques de meloa...



... e uma manta nova.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Captar a alma

Recebemos hoje as fotos da sessão fotográfica que o L. nos ofereceuSem filtros, sem adereços, sem grandes produções. Simples como nós. A nossa essência enquanto pessoas. Enquanto família.




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O melhor do Grey (I)

Léo Delibes
"The Flower Duet" 
(Lakmé)


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Que ideia tão gira

Vi isto num folheto e lembrei-me logo de Peter Pan. De uma parede do quarto dele forrada, onde pudesse gatafunhar à vontade (problema, se o habituarmos a pintar uma parede, ele depois não se vai contentar, e acabamos a viver numa galeria de arte abstracta impressionista). De etiquetas para as caixas da despensa. Ou da porta do frigorífico forrada onde pudessemos escrever recados um ao outro.



(Peter Pan achou graça mas estranhou estar a riscar o lado preto. Para ele folhas de papel são brancas, por isso toca de virar aquela ao contrário, e começar a riscar o verso. Isto antes de tentar comer o giz, claro...)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Momento (CCXXI)

Receber um saco gigante, prático e com pinta, onde cabe tudo bem arrumado ou posso esconder a desarrumação do carro.


domingo, 6 de outubro de 2013

Momento (CCXX)

Abdicámos dos frutos secos mas trouxémos para casa uma caixa cheia de broas. De mel, de erva-doce, de café, de mel com canela e de chocolate com café. Tão doces que se pegam aos dedos. Tão frescas que se desfazem na boca. 

(A única vantagem do Outono é voltar a comer broas e a beber chá quente).

Momento (CCXIX)

Perdemos o teatro de marionetas mas brincamos ao sol no parque infantil. Peter Pan enfia as mãos na boca quando está muito satisfeito. Faz isto desde sempre, entre gargalhadas deliciosas quando lhe fazemos cócegas, enquanto encosta a cabeça no nosso ombro quando o estrafegamos com mimo, quando empurramos o baloiço e ele fecha os olhos para sentir a aragem na cara. 
Hoje, a fazer força com as pernas para descer o escorrega, e a franzir os olhos ao sentir o corpo a cair, todo ele era mãos enfiadas na boca, louco de alegria.

(Muitas vezes fico a olhar para ele atentamente, à procura de um olhar, um gesto, um sinal de que é feliz. 
E hoje, como tantas outras vezes, suspiro de alívio e sorrio comovida... porque acredito que sim...)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Momentos (CCXVIII)

Aproveitar a hora de almoço para ir dar força a uma amiga que está agora a aventurar-se num negócio, e que aproveitou a Semana Veget.ariana para oferecer degustações de petiscos, hoje mini tartes de cebola com caril (maravilhosas), amanhã favas com choriço (que não é de carne), ouvir um senhor a dizer "pois, isto é bom mas é assim para gente jovem e administrativa, não é para nós que somos do campo e gostamos é de favas aporcalhadas...", rir com ela e conversar apressadamente, tanto para contar, tão pouco tempo (eu queixo-me da falta de tempo, e só tenho um filho... ela tem três...), insistir para que comece a aceitar encomendas de comida já pronta, para eu me tornar cliente habitual, despedir-me a correr e prometer voltar, como voltamos sempre a quem nos faz sentir em casa.
Encontrar finalmente, numa loja de chineses,  a mochila pequena que andava à procura para Peter Pan.
Sonhar que hoje é que é, que me vou deitar cedo para repôr as horas de sono em falta dos últimos dias (deve ser verdade, deve...)

(Acho que aos poucos o meu cérebro está a voltar ao normal... já consigo escrever um post assim de rajada, em poucos minutos... pode ser que ainda haja esperança...).

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Estou em extâse

Acabei de receber o primeiro album de fotografias de Peter Pan.
Andei quase dois meses de volta do programa da Hofmann, comecei com 58 páginas e mais de 200 fotos, acabei com 42 páginas, e uma selecção dos momentos mais marcantes do primeiro ano de vida do nosso filho. Escolhi, mexi e remexi, aumentei e diminuí tamanhos, experimentei molduras e bonecadas e fundos coloridos e tudo o que o programa deixava inventar. Queria que fosse perfeito, um album de recordações de que ele se vá orgulhar daqui a vinte ou trinta anos, que lhe arranque sorrisos quando olhar para o tamanho minúsculo que tinha, o primeiro banho, o ar de anjo imaculado enquanto dormia, a primeira ida à praia, as caretas, a língua de fora, o ar de sacana que já se notava nos primeiros meses, o colo, tanto colo que tinha de toda a família. 
Encomendei o album no domingo à noite (já muito noite) e contava só recebê-lo na próxima semana (cinco dias úteis de produção mais o tempo de expedição, mais coisa menos coisa). O telefone toca e dizem-me "tens aqui uma encomenda na recepção", desconfio, desço as escadas a correr e lá estava a caixa de cartão, que abri numa ânsia de ver se correspondia às expectativas que tinha. 
Estou deliciada. Já mostrei o album a todas as almas aqui do escritório. Já enviei um sms ao L. a fazer pirraça. 
É lindo. Simplesmente lindo. As páginas estão exactamente como as tinha gravado, os acabamentos são perfeitos, as cores são vivas e a definição é fantástica, mesmo nalgumas fotos de baixa resolução (a nossa primeira noite juntos, ainda no hospital, na imagem que enviei por mms para o pai, não podia faltar...).


  


(Não me canso de olhar... para o album... para ele...)