terça-feira, 30 de agosto de 2011

Em contagem decrescente

No "solário"  contam-se os dias que faltam para as férias.


David Peña Dorantes
"Orobroy"


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Com uma vénia

 Depois do dia de ontem, leio isto e só penso que é verdade, que as crianças felizes são as que não param quietas, as que têm os joelhos todos esfolados e "galos" na testa (por muito que isso me tire anos de vida).

"(...) Pois, eu antes também era assim. Sem filhos, com uma vida entre imperiais, noitadas e horas perdidas nas zaras (mentira, eu não comprava na zara, a zara é um lugar de pós-parto e de contenção, para gastar trinta em vez de cento cinquenta), enfim, com uma vida umbiguista e despreocupada de vez em quando também me lembrava de cagar umas sentenças sobre as crianças. Sobre os filhos dos meus amigos, sobre os putos que berravam na rua, sobre as crianças que eu um dia iria parir e criar com o maior dos sucessos. Ah, os meus filhos, que êxito!, esses nunca fariam uma birra, qual quê, nem cuspiriam a comida, não gritariam a um estranho, eles seriam um exemplo de educação, primor, limpeza e cordialidade. Olha, bem me fodi. Porque, olha que máximo, os putos não saem ensinados e por muito que se lhes eduque os gajos têm memória de peixe e ao minuto seguinte tem-se que se voltar a repetir tudo. Criar um filho é como falar para o boneco, literalmente. Senta-te bem, fecha a boca, olha para a frente, pede por favor, pede desculpa, agradece, dá um beijinho, não corras, não te sentes no chão, não se faz, faz isto, faz assim, faz depois, espera, não esperes, come tudo, não comas tanto, uma infinidade de ordens e mandamentos que se repetem a todas as horas, a todos os minutos, no restaurante, à frente de amigos a quem já lhes cobrámos a má educação das suas crias (Deus de facto tem um sentido de humor do caralho), no cabeleireiro, sempre e em todo o lado. E nós com sono, cansados, com ressaca, com dores de ovários, de dentes, de costas, com dias de merda no trabalho, sem pachorra e sem dinheiro para pagar uma criada interna e fugir dali para fora durante um fim de semana e fingir que ainda temos uma vida, aquela vida em que se liam livros nas férias e se dormia até ao meio dia num sábado qualquer, uma vida em que se improvisavam escapadelas românticas e jantar às onze da noite.  E isto tudo cansa, foda-se, ai se cansa. Mas é assim. Não deixamos de gostar deles, nem sequer de adorar a nossa vida, só porque temos que os educar e castigar e reprimir e dizer que assim não, explicar que estão a ser mal-criados e tudo isto para que algum dia, como por milagre, aquilo que a gente repetiu durante horas e horas assente ali no meio de cérebro e de repente deixem de gritar, cuspir e correr. Mas claro, minhas queridas, isto custa. Os gajos choram no meio da rua e nós deixamos que chorem e berrem porque não vale a pena ir ali, nhó nhó nhó, ai coitadinhas das pessoas não podem ser incomodadas. Birras são birras. E às vezes estão a fazer merda da grossa e têm que levar uma palmada no meio de restaurante todo pipi para horror do casalito de fashions que está a tomar o seu brunch às quatro da tarde e não suporta ouvir a voz de uma criança. Paciência, é do lado que melhor durmo. Prioridades. E entre as prioridades há algumas mais prioritárias que as outras, mais importantes, menos importantes e outras absolutamente cagativas. Oh Rititi, então, está negativa? Não, não estou. Estou-vos a dizer, suas inteligentes, que se lembrem disto da próxima vez que virem uma mãe a deixar o puto correr na piscina à vontade, a atirar-se de bomba, rir-se à gargalhada e curtir o bom de ser criança. Educar não é mandar o puto calar só porque vocês querem dormir a sesta. Desculpem lá, mas isso para mim é cagativo."

domingo, 28 de agosto de 2011

Continuar

Continuo a ouvir esta música em repeat. Ainda não me cansei. Mas neste preciso momento, enquanto escrevo (como já não escrevia há muito tempo, sem passar pelo filtro da censura) é esta que está a tocar sem parar. Continuo a perder horas à procura de músicas no youtube. E a fazer granny squares que um dia (algures durante o próximo ano, pelos vistos...) serão uma manta de bebé (pequenina). Deixo o FB às moscas e o Google+ nem se fala.
O verão está quase a chegar ao fim e ainda não tive férias. Ok, fui eu que escolhi assim, gosto de trabalhar em Agosto, é um mês muito calmo, sem grandes stresses e até os telefones parece que hibernaram. Mas metade do pessoal está de férias, por isso a carga de trabalho mantém-se. Não faz mal, vão lá todos de férias, e voltem, que depois conversamos... Desconfio que ainda vou a tempo de apanhar os últimos dias quentes do ano. E até vou ter mais sorte do que muitos que levaram com vento e chuva nos 15 dias mais aguardados do ano (para alguns, claro, que o meu marido está todo contente porque vai trocar 18 dias de férias do ano passado - que ele não gozou porque não precisa, evidentemente... - por um Macintosh... que bonito... e ainda me disse isto com um grande sorriso na cara... só me apeteceu esmurrá-lo). Mas este verão não soube a verão. A férias e descontracção. Nem os fins de semana de praia me acalmaram a ânsia de sol e noites quentes.
Este fim de semana foi mais pacífico. Sábado de compras (gastei mais dinheiro em roupa interior do que nas 3 t-shirts estampadas e nas calças às riscas - que parece que foram feitas à minha medida por um alfaiate. E mais umas sabrinas para juntar à minha colecção, azuis escuras com um berloque de penas de pavão), sesta no sofá e jantar de sushi. Domingo com os amigos, o B. fez anos e juntou o pessoal todo para um bacalhau assado com batatas à murro afogadas em azeite. É triste perceber que moramos a duas ruas de distância dos Pek.eninos, mas só os vemos nestas alturas. Culpamos sempre a falta de tempo, a correria do dia-a-dia, a "vida". E só quando nos voltamos a sentar todos em redor de uma mesa é que nos damos conta da falta que estes encontros nos fazem. Tinha saudades das pequenas princesas (cada vez mais princesas, cada vez menos pequenas). Tinha saudades deste grupo que já passou por tanto, já viu tanto uns dos outros, que pode passar meses sem se falar, mas que volta a encontrar-se com a mesma naturalidade, sempre.

Uma mesa com quatro bonecos a pilhas é uma festa. Ninguém consegue comer descansado. Estamos sempre a olhar em volta para ver se falta alguma das miúdas (o J. ainda não joga neste campeonato, com 8 meses nem sai do carrinho, é um pachá autêntico, uma pessoa até se esquece dele, de tão calmo que é). Elas são uns desassossego pegado. A I. é a mais velha mas a que pede mais atenção, menina que quer mimo e ainda faz beicinho para conseguir o que quer (já lhe disse que comigo não funciona, por isso pede com jeitinho e exagera no sorriso). Está a mudar as feições, a ficar mais crescida. Cada vez mais bonita.
A S. agora tem uma franja que lhe dá um ar de pequeno anjo, quem não a conhecer até acredita que é um doce, até lhe pedirem um beijo, ou tentarem dar-lhe um abraço, ou lhe tirarem algum brinquedo das mãos. Aí a forte personalidade (herdada da mãezinha dela) vem ao de cima... e saiam da frente. É independente, segura e senhora do seu nariz. Juro que às vezes parece mais velha do que a irmã, pelas expressões faciais, pela desenvoltura, por não ter medo de nada. Sai pela porta do restaurante e vai embora sem olhar para trás, se a deixarem.
A M. é muito parecida com a S., e com o bónus de ser viciada em adrenalina (ainda não no sentido literal da expressão, mas lá chegará). Não há cadeira, carro, mesa ou muro, que ela não escale, ou se pendure, ou se ponha aos saltos em cima até nos faltar a respiração à espera do segundo em que ela vai cair no chão e partir os dentes todos que já tem na boca. É claro que já lhe prevemos um futuro de alpinismo, ou desportos radicais, e "vais ver quando ela chegar a casa, com 15 anos, e pedir uma mota..."
Depois de um passeio pelo jardim de To.mar, acabámos por jantar só com o B. e a A. (e os pequenos, claro) no único sítio que nos lembrámos que estava aberto ao domingo à noite. E houve ali uns segundos, enquanto o J. brincava alegremente com os meus dedos, em que me recordei do tempo em que servia à mesa no restaurante, quando via entrar um grupo de casais, cada um com o(s) seu(s) filho(s). Pensava que um dia também ía ser assim. Juntar os amigos e ver os nossos filhos brincarem juntos.
(Filtro, filtro...)

(E descobri - escolhido por ele, obviamente - um whisky de que gosto... era só o que me faltava...) .

sábado, 27 de agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nada de novo, portanto...

Finalmente rendi-me às evidências e dei à mãe as duas únicas plantas que ainda viviam (sobreviviam e agonizavam, para ser mais correcta) cá em casa. Desisto. Quem consegue deixar morrer dois cactos, uma orquídea, um bonsai, duas plantas aquáticas e não sei quantos mangericos (a Não-me-toque não foi culpa minha, foi um dos porcos-da índia que a comeu...), não merece ter um vaso em casa. Jardinagem não é comigo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ouvir e sentir (CLVIII)

Porque ainda tenho os olhos cheios de mar. E o riso fácil dos (eternos) enamorados.
 
Imany
"Take Care"

domingo, 21 de agosto de 2011

Nem a chuva nem o vendaval...







(As duas fotos de cima são dele, tão bonitas...)







(Esta também é dele)


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Marimbar

"Eles" dizem que vai chover no fim de semana.
Eu tenho um bungalow à minha espera. E uma piscina oceânica.
(Quero lá saber).

 The Black Keys
"Howlin For You"


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Isto não é bom sinal...








(ando a pesquisar tatuagens na net...)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

(Ninguém acredita em mim...)

Eles* sabem o que dizem: 
"Sabia que saltar à corda queima três vezes mais calorias do que a corrida? Saltar à corda é, à primeira vista, uma recordação das nossas brincadeiras infantis e, por isso mesmo, algo muito fácil de executar. No entanto, só quem já se dedicou plenamente e durante largos minutos a saltar à corda é que sabe o quão difícil pode realmente ser. É por esta e por outras que saltar à corda é uma das formas mais rápidas e eficazes de queimar gordura: 
Trabalha o corpo por inteiro. Qualquer tipo de exercício físico que trabalhe intensamente múltiplas partes do corpo em simultâneo irá queimar as gorduras indesejadas ainda mais rapidamente.
É extremamente intenso. Em termos de actividade física, saltar à corda é fantástico porque, ao contrário de outros tipos de exercícios cardiovasculares, permite exercitar pernas e braços em simultâneo e com a mesma intensidade. 
O metabolismo mantém-se elevado. Se quer perder peso rapidamente, é importante escolher e praticar exercícios que irão manter o ritmo cardíaco elevado mesmo depois de concluída a sessão. 
Não requer muito tempo. Devido à sua intensidade, abrangência, diversidade e efeitos duradouros, não necessita de passar horas a saltar à corda para ver os tão desejados resultados. Bastam 5 a 15 minutos por dia para depressa se sentir e estar em forma; e para quem quer manter um elevado nível de fitness, não precisa mais do que 20 minutos, três vezes por semana."* 
- Revista Saber Viver, fisiologia do desporto

terça-feira, 16 de agosto de 2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quando as palavras não chegam









(Claro que esta foto é dele... pela qualidade... e porque aqueles pézinhos de cinderela não são meus...)











domingo, 14 de agosto de 2011

O melhor do fim de semana (XVII)

Uma casa no meio do nada (Cabeça da Cabra não lembra a ninguém...). Almoços de peixe grelhado. Jantares de marisco. Arroz doce quente (nem deu tempo de decorar com canela em pó). Nove pessoas e meia à mesa (e quem mais aparecesse...). A família dele que também é minha. Toda reunida. Quem nos conhece sabe o que isso quer dizer. Passar vergonhas no supermercado. Palhaçada sem fim. Baboseiras sem travões. Conversas de ir às lágrimas (de tanto rir). A minha afilhada em todo o seu esplendor ("tu tás a ralhar comigo?"). Serões de poker e limoncello. Noites de melgas e colchões de praia espalhados pela sala.
[Não podia ter melhor família "emprestada". Os meus cunhados fazem-me lembrar os meus irmãos (principalmente o N., são tão parecidos). Insolentes, desbocados. Diversão pura. A S., a minha cunhada francesa de voz doce, conquistou-me desde a primeira vez que falámos. Partilhamos a mesma "sogra" e o carinho que lhe temos (coisa rara, eu sei). Hoje ela encontrou o meu marcador de livros, que eu julguei ter perdido para sempre depois de uma rajada de vento mais forte varrer o areal e escancarar as páginas do Fúria das Vinhas, e abracei-a quase a chorar. Contei-lhe a história deste postal que me acompanha há mais de 10 anos. Ela compreendeu. Compreende sempre.]
Praia. Muita praia. Muitos mergulhos na água morna (gentilmente cedida pela EDP). Muita brincadeira na areia com a E. Muito sal na pele. E raios de sol na alma. Numa outra encarnação devo ter sido surfista. Ou alforreca. Só assim consigo explicar esta adoração pelo mar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ouvir e sentir (CLVII)*

Os meus pés pedem areia. Os meus olhos pedem mar. A minha pele pede raios de sol.
(E eu vou fazer-lhes a vontade...)

 Ivete Sangalo
"Sorte Grande"
(ao vivo no Maracanã, 2006)


* Ou Guilty pleasure do piorio...

E depois há estes momentos...

No rádio a voz anuncia mais uma etapa da Volta a Portugal. E lembro-me de ti. Acompanhavas a Volta com atenção. Como acompanhavas o Grande Prémio quando o mesmo tinha honras de transmissão em directo num canal público. Mas a Volta era-te especial. A chegada à Torre deixava-te um brilho nos olhos. A tua serra em toda a sua imensidão.
(Sou feliz. Tu sabes que sou.)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sonífero

Depois de uma noite infernal (3 horas de sono não me chegam, se dúvidas houvesse, o meu corpo hoje tratou de esclarecê-las, recusou-se a funcionar, sem energia nem ânimo) valeu-me O Turista. É mesmo bom para dormir. Só se aproveita Veneza. E o Johnny Depp (os tiques faciais, os gestos, a colocação da voz... ouvi-o dizer numa entrevista que o maior desafio era interpretar "an ordinary guy", e acredito. Não era suposto ele ser bonito neste filme. Nem divertido ou destemido. Era suposto ele ser um tipo banal e desinteressante. E não há muitos actores capazes de dar este brilho a uma personagem completamente banal. Em contrapartida, Angelina Jolie só devia aceitar filmes em que tivesse de vestir camuflados... tão forçada, tão artificial, tão querer ser elegante sem conseguir... realmente aquelas roupas não fazem o estilo dela... e ninguém anda a abanar as ancas daquela forma, credo...).

Herança da avó


Insónia (II)

Não sei se foi das ameijoas que ele fez para o jantar. Ou dos mojitos que fiz para nós. Do vinho verde (oferta da C., isto de fazer jantares em casa para estourar a garrafa de vinho de 1 litro e meio que é um exagero para dois, não resulta, porque o pessoal traz mais...). Ou do Hanna (bom filme... e adoro a beleza etérea de Saoirse Ronan...).
Não tenho nada que me preocupe (fora do normal, é claro...). Não me chateei hoje, nem tive nenhum stress... 
Já bebi um iogurte, já fumei um cigarro, já fiz zapping...
Vou tentar dormir... amanhã vai doer... muito...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Acreditar (III)


(volto aos arquivos quando os pensamentos vagueiam soltos e não se deixam apanhar...)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ver o essencial




O essencial é invisível aos olhos.

In: O Principezinho de Antoine De Saint-Exupery

Era apanhar um destes pela frente...


(Vou-me agarrar à corda durante 45 minutos... pode ser que passe...)

Visto aqui.

domingo, 7 de agosto de 2011

Recarregar baterias

Depois de ver o Last Night e o Playing by Heart de seguida, na sala às escuras, precisava mesmo de um balão de oxigénio...



[O livro é "O Mundo é Fácil" de Gonçalo Cadilhe... um guia simples do género Viajar para Totós, mas também (e sobretudo) um convite obsceno a largar tudo e apanhar um avião...]


 

Dar o mote

"- (...) É um milagre. Vá! Levante-se e vá ver!
- A esta hora?
- Acha que há horas para a vida?
- Não.
- Então, mexa-se!"

In: Um Inverno em Marraquexe

sábado, 6 de agosto de 2011

Medo de envelhecer

Hoje, durante a visita ao avô dele (está internado desde quinta feira, e à pergunta "o que é que ele tem" o médico respondeu com a verdade crua "tem 91 anos") senti com mais força o pavor que tenho da decadência da velhice. Tenho medo de envelhecer. De o meu corpo deixar de me obedecer. De ficar dependente dos cuidados de outras pessoas. De perder o controlo da minha vida.
Isto não quer dizer que queira morrer jovem nem nenhuma estupidez do género. Acredito que todas as fases da vida têm o seu encanto e podem ser muito interessantes, e até agora não me posso queixar, as minhas têm sido vividas intensamente (a adolescência talvez tenha sido um bocado exagerada...) e sei que ainda tenho tudo para aprender e experimentar.
Mas já senti a minha própria mortalidade duas ou três vezes. Não consigo explicar como é, sei que aconteceu durante o sono ou ao acordar, num estado de torpor que amplia tudo. E nessas duas ou três ocasiões tive a plena consciência de que um dia ía morrer. Que ía deixar de respirar e de sentir. Foi um pouco assustador. Mas na verdade a morte não me mete medo. A dor, sim. O sofrimento mais ainda.
Saí do hospital mal disposta, fisicamente mal disposta, e vim para casa dormir no sofá durante 3 horas. Lembrei-me da A. dizer à filha para dormir quando tinha uma dor de barriga. Porque "quando acordares, já passou". É um bom conselho. Uma sesta cura (quase) tudo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Recentes constatações

A minha mãe compra vinagre... ("mas tu esqueceste onde eu trabalho?!")

Esta noite disseram-me que estou a envelhecer bem (eu sei que era suposto ser um elogio, mas F&#$%"...)

Depois de todos estes anos, ele continua a conseguir fazer-me rir mesmo que eu esteja de rastos e com o cérebro derretido ("vais escrever um recado a dizer o quê? Bater-me quando tiveres forças?")

O I am number four é realmente tão mau como o título. Só se aproveita a última música.

Civil Twilight
"Letters From The Sky"


Ouvir e sentir (CLVI)

Porque só quero ir para longe daqui e para perto do mar...

You Cant Win, Charlie Brown
"Over The Sun Under The Water"


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Momento (CLXIX)

Ao segundo dia a chegar a casa às 9 da noite (já não estou a trabalhar por duas, mas fazer um orçamento rectificativo vai dar ao mesmo...), ter o jantar pronto (cravado à mãe, um luxo...) e ter o puto grande e a família à mesa (faltou o D., mas ele está em Milfontes, melhor do que todos nós juntos).  O olhar embevecido (completamente babado, vá...) da minha mãe a olhar para a neta. O meu olhar tão ou mais embevecido a olhar para estas  mãos, para as gracinhas, para os sorrisos e os beicinhos, para o esfregar os olhos com sono, para o tentar morder o meu ombro porque os dentes estão quase a nascer e para o fingir que chora quando não lhe dão as coisas que ela quer. Vai ser um terror, com uma personalidade fortíssima, e vai moer a cabeça aos pais até se cansar (e deixá-los de rastos...). O N. e a C. contam episódios de "puxar os cabelos". E eu rio. Eles dizem "deixa, um dia calha-te a ti". E eu sorrio. Porque só consigo ver o ser adorável que dorme sereno no colo do pai.
A minha sobrinha é perfeita.



(Faltam-me as palavras para tanta doçura).

Um outro conceito de felicidade


(Visto no sítio do costume)