segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Pronto, já começou...

Ontem reparei que Peter Pan pegava em pequenos objectos que ía apanhando a jeito (o meu marcador de livros, um saco de tecido...) e ía enfiá-los na sua mini-mochila, tão arrumadinho o meu rico filho....
Hoje recebo uma chamada da ama, pouco depois de o deixar lá "mãe, dentro da mochila vinham umas chaves, não sei  se são precisas..."
(E eu desmancho-me a rir a lembrar-me do L. logo de manhã a procurar as chaves de casa em toda a parte...).

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Momento (CCXXXV)

A sensação de superação depois de um dia alucinante (eu realmente tinha pedido mais, mas seis contentores no mesmo dia... what we're we thinking?!...)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Momento (CCXXXIV)

Deixar Peter Pan enfiar o dedo dentro do pote da fruta só para vê-lo a lamber o dedo com um deleite de encher o coração.

(Ver o meu filho comer - desde bolachas de cereais a couves com feijões - é o sonho de qualquer avó babada...)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Momento (CCXXXIII)

Assistir à vitória de Portugal (os portugueses - eu incluída - já têm com que se entreter no próximo ano, pelo menos para não estarem sempre a pensar na crise...) enquanto nos mordíamos para não desatar aos gritos porque Peter Pan já dormia (mas o facto de o nosso vizinho de cima começar a gritar "golo", quando na nossa televisão o CR7 ainda corria feito doido no meio campo, tirou um bocado da piada do jogo...) e o jantar que se seguiu, com a nossa Paula a destilar aquele ar meloso tão característico dos apaixonados de fresco (e ao vê-la assim tão feliz lembrei-me de uma frase da Catarina que faz todo o sentido. Neste caso como em tantos outros: "a vida resolve-se sozinha"...) .

domingo, 17 de novembro de 2013

Momentos (CCXXXII)

O meu sogro vem fazer uma visita (ao neto, obviamente...) e traz sacos com cebolas, limões, chuchus, espinafres, javali e ainda um garrafão de azeite bom.
Peter Pan gosta de audiência e mostra-se mais palhacito do que o habitual, faz as gracinhas todas e larga num discurso enfático e sentido, mas que só ele percebe.
E perante o olhar maravilhado e babado da família, dá os primeiros passos sozinho.

Momento (CCXXXI)

Desde que voltei ao trabalho acordámos que, ao fim de semana, cada um passa uma manhã com Peter Pan, enquanto o outro faz o que quiser: dormir, ir às compras, beber um café com amigos, whatever... Hoje, depois de o L. se levantar às sete e meia da manhã para ir tratar de Sua Magestade, o Lorde Madrugador, eu aninhei-me nos lençóis quentes e voltei a adormecer... até às onze horas.
(No que toca a gostar de dormir, o meu filho tem bem a quem sair...) 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Momento (CCXXX)

Sentados no tapete da sala, encostados um ao outro, naqueles minutos de descompressão no final de um dia de trabalho cheio de adrenalina (venham mais contentores, venham mais inspecções, venha toda a documentação que é preciso ver e rever vezes sem conta, porque quando vejo o último carro a sair do cais, sinto-me como os tipos do Ocean's Eleven a olhar para a fonte em Las Vegas - só que sem os 11 milhões de dólares...) a ver o nosso filho adorado descobrir que os carrinhos rolam no chão.

(E este deslumbramento não tem fim...)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Momentos (CCXXIX)

Almoçar com o meu irmão e poder abraçá-lo.
Ir assitir à aula de natação de Peter Pan e vê-lo bracejar dentro de água cada vez mais à vontade (mesmo que ainda me falte o ar de cada vez que ele mergulha...)

Ouvir e sentir (CLXXXIV)

James Blunt 
"Bonfire Heart"




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Momento (CCXXVIII)

Luxo não é só morar a dez minutos do local de trabalho.
Luxo também é ter esta vista do pôr do sol, da janela encostada à minha secretária, todos os dias...




Queimar neurónios (II)

Ainda sobre sábado, outro desafio que foi lançado foi enumerarmos os nossos "Segredos da vida adulta", os seja, aquilo que aprendemos ao longo dos anos, e que ninguém nos explica quando somos crianças ou adolescentes (ou então explicam, nós é que ainda não temos maturidade suficiente para compreender e aceitar...). E aqui confesso que bloqueei um bocado, mais até do que nos 11 Mandamentos, afinal o que é que a vida me ensinou? Vale a pena dizer que me ensinou a não desistir dos meus sonhos? Ou que um dos maiores clichés de todos os tempos é mesmo verdade, e tudo acontece por uma razão? (esta é talvez a minha maior verdade, na qual acredito piamente). Que saber esperar é mesmo uma virtude (mas diferente de baixar os braços e desistir), e que as maiores conquistas, aquelas que dão significado à existência, não caem no colo de mão beijada, implicam esforço, persistência e esperança, pois só assim é possível dar-lhes o real valor? Não queria ir por aí, por isso fiquei-me por meia dúzia de constatações que são verdades para mim, e quando me lembrar de mais algumas vou acrescentando...

-  Nem toda a gente gosta de nós, e não faz mal que assim seja
- O amor é o que fica quando a paixão se vai
- Passamos a ser adultos quando começamos a preocupar-nos e a cuidar dos nossos avós
- É preferível ter menos roupa, mas de boa qualidade
- A felicidade não é um estado permanente, são momentos
- Aprender a coser baínhas poupa imenso dinheiro
- Cuidar dos dentes poupa imensas dores

(Assim de repente não me lembro de mais nenhum...)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Momento (CCXXVII)

Aquele período desde que chegamos a casa até ser altura do banho de Peter Pan. Durante essa hora o nosso tempo e atenção pertencem-lhe. De pé a segurar-lhe a mão enquanto ele corre desajeitadamente pela casa toda. Sentados no tapete da sala a brincar com os lego ou a desfolhar páginas de livros. Deitados no chão enquanto ele trepa pelos nossos braços acima e tenta fazer-nos cócegas no pescoço e na barriga (e nós rimos muito e fingimos que sim, e ele fica tão feliz...).

Queimar neurónios

No sábado a Magda lançou-nos o desafio de escrever os nossos 11 Mandamentos, aqueles que definem quem somos e que regem a nossa vida. Não é tão fácil como parece, aliás, é muito difícil, porque nos obriga a olhar para dentro e a encarar a pessoa em que nos tornámos. Comecei por me tentar lembrar das coisas que faço sempre, sem pensar, porque são naturais e me definem... e cheguei a estas belas conclusões:

- Todos os dias dar graças por todas as bençãos que tenho
- Mostrar o meu amor pelo meu marido e pelo meu filho, por palavras e acções
- Não falar de doenças, falta de dinheiro ou qualquer outro assunto que não quero atrair para a minha vida
- Não sair de casa sem aplicar corrector de olheiras e blush
- Tornar a nossa casa um ninho confortável e pacífico, para onde nos apeteça sempre voltar ao final do dia
- Acordar mais cedo todas as manhãs para tratar de mim, antes de levantar e preparar o meu filho para sairmos de casa
- Levar sempre uma lista de compras para o supermercado
- Não aceitar convites para eventos sociais ou "de amigos" se não me apetecer verdadeiramente ir (não fazer fretes)
- Falar menos e ouvir mais
- Beber pelo menos 1,5 litros de água por dia
- Tratar sempre os outros como quero que me tratem a mim

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Embalar(-me) (V)

Josè James & Emily King 
"Come to my door"


(visto aqui)

Momento (CCXXVI)

Vinte minutos de silêncio na casa vazia e sossegada, só na companhia do balão-panda que anda aqui a boiar no céu da sala, enquanto espero que os homens da minha vida cheguem da piscina.


Exactamente isto...

Sobre o workshop, não consigo dizê-lo melhor que o que já foi escrito. É que senti exatamente o mesmo.

(...)

(...)
Falámos muito no workshop sobre a nossa cultura judaico-cristã, que está tão enraizada em nós e é responsável por muitos dos nossos comportamentos que se focam no negativo. Eu nunca tinha pensado nisto, mas é mesmo verdade! Quando nos perguntam como estamos, parece mal responder "Estou óptima! A minha vida corre super bem, os meus filhos são fantásticos e somos muito felizes!". Invariavelmente, damos respostas mais negativas, mesmo que não correspondam à verdade: "Vai-se andando... Está tudo na mesma... É a vida...". A Magda até contou exemplos que se passaram com ela e serviu, de facto, para abrir os nossos olhos - às vezes falamos de forma tão negativa e sem motivos para tal! É cultural, é certo, mas se andarmos mais atentos (mais presentes no momento, como nos ensinam as filosofias orientais) conseguimos alterar esses padrões de negatividade que estão cá tão enraizados - e deixamos de ter medo ou vergonha de dizer que sim, somos felizes!




(..)

domingo, 10 de novembro de 2013

Momentos (CCXXV)

A alegria quase infantil da minha mãe a ver o neto brincar.
A sesta de três horas que Peter Pan me permitiu fazer esta tarde, depois de uma noite difícil (são raras, mas quando acontecem...).

sábado, 9 de novembro de 2013

Momentos (CCXXIV)

"Voar" até Lisboa para o workshop "A Arte e a Ciência de educar crianças felizes", adorar cada minuto, perceber que estou no caminho certo, recolher muitas dicas práticas que me vão dar imenso jeito num futuro próximo, ouvir histórias de outros pais e ter um almoço simpático e animado com uma sósia da Julianne Moore.
(A frase mais importante que retive foi "Coloque a sua máscara de oxigénio primeiro". Pais felizes criam filhos mais felizes, seguros e auto-confiantes. Esta é a base. Cuidar de mim para poder cuidar melhor dele).


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Incentivo

Só agora me apercebi que passei a semana toda sem ligar sequer o portátil em casa. Vejo os emails pessoais durante o dia, o FB fica esquecido no fundo do armário, o Reader acumula pó(sts) a olhos vistos. Sinceramente não me tem feito falta nenhuma. Voltei a ler. Livros de papel, grandes e gordos e cheios de letras, páginas e páginas seguidas de enfiada, ficar acordada até depois da meia noite, mesmo sabendo que tenho de ir trabalhar no dia seguinte, só porque quero chegar ao fim do capítulo (já estou a revirar os olhos a imaginar a Paula, vai ler isto e ligar-me a dizer "eu bem te disse!!!!").

Mas sinto falta de escrever aqui. De contar o que aconteceu no meu dia, o que quero recordar mais tarde e voltar a ler nos dias cinzentos, para me lembrar que a vida é mesmo boa, que há beleza em todos os dias, basta olhar com atenção. De registar os momentos que fazem de cada dia algo de especial, uma benção que merece ser vivida. Sem repetir até a exaustão esta adoração tatuada na pele e na alma pelo anjo de caracóis louros e olhos azul-céu que completa a minha existência e enche os meus dias do mais puro amor.

Assim vou abraçar o desafio da Catarina, e juro que vou tentar não falhar: escolher todos os dias o melhor do meu dia, exercício de reflexão e gratidão a que vou continuar a chamar momentos.




Embalar(-me) (IV) *

John Legend & Lindsey Stirling 
"All of Me"




* Ou como disse o Pedro Ribeiro na rádio "um tratado de 3 minutos sobre o amor"

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O que me tenho esquecido de registar

Peter Pan começou a gatinhar com quase um ano e três meses, para minha alegria imensa, que o via a esfregar a barriga pelo mosaico enquanto rastejava pela casa ao melhor estilo ranger, e morria de pena de não o ver a gatinhar, a bater com as mãos papudas no chão e a abanar a fralda como uma lagartixa gorducha.

Fiz um gorro para o meu pequeno buda, que já não está tão pequeno assim porque o gorro ficou apertado. A primeira reação foi cortá-lo às tiras só por vingança e despeito (o gorro, claro...). Guardeio-o no fundo do cesto das lãs, ainda a decidir se vale a pena desmanchá-lo e fazer tudo de novo.

A semana passada houve uma noite em que Peter Pan não sossegava por nada. Choramingava, íamos por-lhe a chucha e ainda era pior porque depois de nos sentir por perto não queria ficar sozinho. E largava num berreiro assim que saíamos do quarto. Perto da uma da manhã tomámos a decisão crítica: pela primeira vez, trouxémos o nosso bebé para dormir connosco uma noite inteira. Ele acalmou, claro, e dormiu como um anjo, um anjo irrequieto com um dedo sempre enfiado na nossa boca, a escarafunchar-nos as gengivas e os dentes como é o hábito dele para adormecer. Nós não descansámos nada de jeito, e pensámos que tínhamos aberto a caixa de Pandora, e que na noite seguinte íamos ter sinfonia de meia noite para voltar a conseguir deitá-lo no quarto dele, sozinho (nada, nicles, rien de rien.... foi como se não tivesse acontecido, adormeceu na cama dele sem um ai... mesmo os anjos têm noites más em que não querem estar sozinhos...).

Esta manhã o L. chamou-me "vê lá como ele está a dormir..." para eu apreciar deliciada o nosso texugo de bruços, joelhos encostados à barriga e cu espetado no ar, tal e qual como eu dormia com a idade dele.

Quando o pai ralha com ele ou lhe franze o sobrolho porque está prestes a fazer asneira, Peter Pan estende as mãos e com os dedos faz o gesto típico de fazer cócegas, enquanto o brinda com o seu melhor sorriso rasgado e olhos semicerrados, capaz de desarmar uma pedra da calçada. O pai desmancha-se a rir, porque realmente não se aguenta aquele ar maroto de quem sabe que se está a safar em grande estilo.

(Podia vir aqui escrever todos os dias que o melhor do meu dia é o meu filho. O seu sorriso. Os olhos inchados de sono a piscar enquanto aponta para o avião de madeira pendurado no tecto do quarto, assim que acorda de manhã. O cheiro dele quando aninha a cabeça no meu colo e pede a chucha. Os gemidos de satisfação que faz enquanto come. Mas acho que era capaz de se tornar repetitivo...)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Momento (CCXXIII)

A meio de uma tarde agitada, de imensa pressão, de despachar serviço como se o mundo fosse acabar... uma colega manda-me isto para o email...


(que coisa mais amorosa...)