domingo, 31 de março de 2013

Pensar no que podería ter acontecido

Há meia hora atrás, quando me preparava para me sentar no sofá a pintar as unhas, senti um cheiro a plástico queimado no hall de entrada. Chamei-o para confirmar se não estava a ter alucinações, que raio, de onde é que vem este cheiro?, do quarto do puto não é, menos mal, corremos a casa toda, o cheiro mais intenso no nosso quarto, espreitámos atrás da cama, os candeeiros estão desligados, parece estar tudo bem, mas isto está a ficar cheio de fumo, de onde é que vem?
Até que vimos a espiral de fumo a subir por uma das tomadas, cum catano, e agora? Ele teve a presença de espírito de ir desligar o interruptor das tomadas no quadro (se fosse eu tinha desligado logo tudo que era por causa das dúvidas), arrancar com o cabo da vassoura a ficha tripla meio derretida, e depois desmontar a tomada toda e isolar os fios.
Quando finalmente o cheiro a queimado se dissipou pela janela escancarada, fiquei a remoer em como isto podia ter corrido muito mal, bastava ter começado uma ou duas horas mais tarde, quando estivéssemos a dormir; ou amanhã, quando a casa estivesse vazia. Pegava fogo, tenho a certeza. Tanta certeza como tenho de que alguém lá em cima olha por mim e me protege.

(Obrigado)

sábado, 30 de março de 2013

Haja imaginação

Sair com a família para um pequeno passeio, aproveitar os tão-raros-que-só-falta-serem-pagos-a-peso-de-ouro raios de sol, ver o pai todo inchado de orgulho a passear Peter Pan no marsúpio, a deixá-lo tocar na casca das árvores e nas folhas dos arbustos, e dar de caras com árvores cobertas (parcialmente, vá...) com crochet colorido.




P.S. - mal sabia eu que no dia seguinte a água das cheias ía chegar a esta árvore...

Assumir(-me)

Aqui como na minha sala. A vida encheu-se de bonecada.


quinta-feira, 28 de março de 2013

sábado, 23 de março de 2013

Tão bonito

Ryan Woodward
"Thought of You"


 

quinta-feira, 21 de março de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Fica escrito

Quando eu morrer não quero velório. Não quero mesmo, ou fica o caixão na morgue até à hora de acabar com a coisa, ou vai para a casa mortuária mas trancam a porta e não deixam entrar ninguém. Pelo amor da santa, não me ponham aquelas flores de plástico horrorosas à volta do corpo. No máximo deixem-me uma rosa branca entre as mãos. E também não quero flores. Arranjem uma caixa lá em cima de uma mesa para o pessoal pôr o dinheiro que iam gastar em flores, e com esse dinheiro comprem bens essenciais para entregar numa instituição de apoio a crianças carenciadas (a 60 euros cada coroa de flores, vai dar para muita fralda e muita papa e muitos pacotes de leite). Quero ser cremada e quero que atirem as cinzas ao mar. Depois vão beber uns copos. É só isto.

 Passenger 
"Let Her Go"


terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do Pai (todos os dias)


Hoje devia ter sido um dia feliz. O teu primeiro Dia do Pai. O sorriso escancarado do teu filho, com aquelas duas favolas a espreitarem na gengiva de baixo. Os saltinhos ao teu colo quando o colocas em frente ao espelho. Os gritinhos de satisfação quando lhe fazes cócegas. O cartão feito pela ama, pintalgado com as dedadas dele (diz que foi uma comédia conseguir que ele deixasse pintar-lhe o dedo) e com uma fotografia de olhos esbugalhados lá dentro. A t-shirt com o Rato Mickey com cara de mau, oferecida em nome dele. Hoje devia ter sido um dia de orgulho e alegria serena. Aquela que sentes todos os dias quando chegas a casa e olhas para ele. Consegue sempre arrancar-te um sorriso. Até mesmo hoje.
Mas não faz mal (quer dizer, claro que faz, mas tu percebes…) porque todos os dias são dias do Pai. Todos os dias são dias de ti. De sorrires ao ver o teu filho quando chegas do trabalho. De o passeares pela casa para que possa ver o mundo do alto do teu colo. De lhe dares banho e ensiná-lo a chapinhar. De descobrires novas formas de o fazer rir. E deliciares-te com o som de cada gargalhada. 
O teu orgulho em ser pai transparece de todos os teus gestos, e é notado e gabado por todos os que te conhecem. Acredito que muitos dos teus amigos ainda se espantam com o pai babado que és. Não imaginavam que pudesses vir a ser assim. A tua fama de “feio e mau” precede-te. E como tu próprio dizes “eu só sou assim com o meu filho”. Carinhoso, preocupado, babado. Não me vou esquecer da manhã em que estava a preparar o saco dele para irmos passar o dia à praia, e tu te saíste com um “não te esqueças do protector solar dele!”. A sério, tu tens noção de quanto mudaste enquanto pai?
Tenho orgulho de ti. Já tinha orgulho no homem em que te tornaste. Tenho ainda mais no pai que és. Todos os dias.

(E onde quer que esteja, o avô Chico pode finalmente ver o bisneto).

terça-feira, 12 de março de 2013

Isto não é só sorrisos...

Acordar às 6 e meia da manhã para limpar uma diarreia até aos pés (juro!!) com direito a esfregar o colchão e tudo...
(e o cheiro, senhores, o cheiro...)

domingo, 10 de março de 2013

Momento único

Ouvir Peter Pan a dizer "mãe". Não foi "ma" nem "mama". Foi mesmo "mãe". Duas vezes.

(Pronto, ele a semana passada já tinha dito "papa". Mas isso agora não interessa nada...)

sexta-feira, 8 de março de 2013

O verdadeiro significado...

... do Dia da Mulher:


"No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)."

sábado, 2 de março de 2013

Todas as decisões fossem assim tão fáceis de tomar...




Decisions, decisions...

Mantenho a marcação das 8 da manhã na cabeleireira, ou vou passear até à praia com o meu filho, as tias e as primas emprestadas?