terça-feira, 8 de outubro de 2019

Mais do que olhar (Bonn e Colónia IV)






O melhor schnitzel, as bancas de flores e os bolos com abelhas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

domingo, 6 de outubro de 2019

Mais do que olhar (Bonn e Colónia II)





Cumprir o ritual iniciado desde a primeira vez, de acender uma vela na Catedral de Colónia, e pedir o mais importante, e agradecer tudo o resto. Enganarmo-nos no comboio e acabarmos a jantar sushi em Dussedorf.

sábado, 5 de outubro de 2019

Mais do que olhar (Bonn e Colónia I)





As cidades alemãs são cinzentas e escuras, a eficiência alemã já não é o que era, e a delinquência e insegurança nas ruas é cada vez mais notória. Mas de dois em dois anos voltamos à maior feira, que me deixou tão deslumbrada da primeira vez, pela enormidade dos pavilhões e imensidão das multidões, e agora me deixa quase indiferente, talvez por perceber que é mais do mesmo, só com outras imagens e outras marcas.
Vale por tudo o resto, por voltar a ser feliz nos lugares que nos tocam, e cimentar esta geografia sentimental cada vez mais cheia e plena. Como pedir mesa no maravilhoso Fruh - que só é uma espécie de Casa dos Pastéis de Belém em versão cervejaria, incontornável em Colónia - a abarrotar de gente, e dizerem-nos para nos sentarmos onde conseguissemos, porque ninguém ia reparar que tínhamos passado à frente dos grupos à espera, à porta. Cerveja à discrição (o segredo é pôr um pousa-copos a tapar o nosso copo, senão eles continuam a servir até cairmos para o lado), uma salsicha XXL com batatas de lamber os dedos, e um joelho de porco com um aspeto divinal saído da linha de enchimento sem parar que é aquela cozinha, numa sala acolhedora e animada como não temos ideia que os alemães podem ser.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Gravar na pele (II)

No dia em que fiz as duas primeiras tatuagens, o V. fez questão de me mostrar, com o seu profissionalismo irrepreensível, todos os pontos que eu devia ter em conta antes de escolher um tatuador, porque "desconfio que estas não vão ser as tuas últimas". Tinha razão.
Hoje, ironicamente no dia em que percebi que o meu corpo não é eterno, tem prazo de validade e sonhos cada vez mais difíceis de cumprir, eternizei na pele mais três símbolos, entre as raízes do passado e as asas do futuro, entrelaçados nesta história que é a minha vida. Um unalome. Uma fénix renascida. Um laço. Carregados de significado e de uma beleza de traços delicados, que sejam memória constante da procura de paz e de quem sou, da força interior que tantas vezes não acredito que tenho, e do sentimento mais puro que fica quando tudo o resto se desvanece.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Mais do que olhar (XL)














Manter intacta esta capacidade de me surpreender com a beleza dos pequenos momentos, sejam ruelas desconhecidas e novas esplanadas, um arroz doce cremoso ou a melhor pizza que alguma vez comi (e não é tortilha...).

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Guilty Pleasure (XI)

Janelas do carro escancaradas, vento e sol a bater na cara, e o som alto a sair das colunas raquíticas para espantar as nuvens cinzentas...


Carlão
"Bandida"