"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Enamorar(-me) sempre
Ver o meu filho a comer é das imagens mais bonitas que tenho. Perco-me a observar-lhe os gestos, os olhares, as expressões faciais tão pronunciadas de cada estado de espírito (mesmo daqueles que me levam ao limite da paciência humana).
Sentir o calor dele quando se vem enroscar em mim depois da sesta, e ficamos assim, deitados frente a frente, as mãos macias a segurar-me a cara e os olhos atentos fixos nos meus.
Saborear-lhe as bochechas fofas em mil beijos que ele (ainda) aceita deliciado enquanto me aperta o pescoço num abraço de mimo.
Cheirar-lhe a pele doce de menino anjo enquanto dorme sereno, e pedir a deus para que o seu sono seja sempre assim.
Ouvir-lhe as gargalhadas puras e inocentes enquanto dançamos (aos saltos...) no tapete da sala, e sentir o coração a insuflar no peito; escutar as canções que passa o dia a cantarolar e que me deixam sempre a sorrir, tanto como a voz grossa com que dá ordens como se fosse um general na frente de um pelotão.
Dar-lhe colo, sempre. Dizer que é o meu amor pequenino, todos os dias.
Querer que ele saiba que foi a maior benção que a vida me deu, que me tornou completa e serena, que me deu paz. Estar presente e ser feliz, para lhe dar o exemplo vivido que o guiará, para que se sinta protegido e amado em todos os momentos, e para que tenha como verdade inabalável a certeza do meu apoio incondicional e do meu amor mais puro.
Sentir o calor dele quando se vem enroscar em mim depois da sesta, e ficamos assim, deitados frente a frente, as mãos macias a segurar-me a cara e os olhos atentos fixos nos meus.
Saborear-lhe as bochechas fofas em mil beijos que ele (ainda) aceita deliciado enquanto me aperta o pescoço num abraço de mimo.
Cheirar-lhe a pele doce de menino anjo enquanto dorme sereno, e pedir a deus para que o seu sono seja sempre assim.
Ouvir-lhe as gargalhadas puras e inocentes enquanto dançamos (aos saltos...) no tapete da sala, e sentir o coração a insuflar no peito; escutar as canções que passa o dia a cantarolar e que me deixam sempre a sorrir, tanto como a voz grossa com que dá ordens como se fosse um general na frente de um pelotão.
Dar-lhe colo, sempre. Dizer que é o meu amor pequenino, todos os dias.
Querer que ele saiba que foi a maior benção que a vida me deu, que me tornou completa e serena, que me deu paz. Estar presente e ser feliz, para lhe dar o exemplo vivido que o guiará, para que se sinta protegido e amado em todos os momentos, e para que tenha como verdade inabalável a certeza do meu apoio incondicional e do meu amor mais puro.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Picking up the pieces *
Esteve esquecida dentro de um cesto durante mais de um ano. O tempo que demorou a fazer as pazes com quem tricotou todos aqueles quadrados de lã, com a mesma dedicação que punha em tudo o que fazia para mim. O tempo que demorou a aceitar. A juntar todos os quadrados como quem junta de novo todos os bocadinhos de um coração dorido. Para criar finalmente a manta de retalhos mais imperfeita e sinuosa, mas ao mesmo tempo a mais quente e forte, de todas as que já fiz.
* (Acho que é a isto que chamam "reerguer-se"...)
* (Acho que é a isto que chamam "reerguer-se"...)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Agridoce (II)
Voltar à tua Serra será sempre um equilíbrio frágil entre o deslumbre da paisagem que me faz sentir pequena e as saudades do teu sorriso que me fazem sentir minúscula. Não preciso de me ajoelhar aos pés da campa, como fiz hoje, para sentir a falta que me fazem. Falo convosco quando quero e preciso (tantas vezes, ironicamente, quando estou a fumar um cigarro à janela, sabendo o quanto este meu vício vos deve moer...)
Senti a tua presença em cada rajada de vento gélido que me empurrava, e o teu respeito pela Serra em cada gota de chuva grossa que me batia na cara. A natureza no seu estado mais bruto e selvagem, a recordar-me que não é possível controlar tudo. E que a vida (tal como a natureza) se encarrega sempre de seguir o seu rumo.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
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