quarta-feira, 9 de abril de 2008

A força da Natureza

Agora é que é caso para dizer: quando a Natureza se chateia, anda tudo p'los ares!
Durante o habitual telefonema para a mãe, para fazer o relatório do dia e garantir-lhe que não é desta que morro, falámos do mini-tornado que passou aqui perto. E dizia-me ela que a situação está a ser tão noticiada, mas não é nova. Lembra-se de, em pequena, ter visto fardos de palha a rodopiar no ar, numa tarde de calor abrasador e barulho ensurdecedor.
Mas não deixa de surpreender o poder e força incontroláveis que a Natureza pode assumir, numa questão de segundos. Nessas alturas o ser humano é reduzido à sua devida dimensão, e toda a prepotência com que habitualmente julga controlar os elementos é varrida, mostrando-lhe o óbvio: por mais avanços tecnológicos e científicos que existam, o ar e a água continuam a ser o que sempre foram - forças latentes que devem ser respeitadas e temidas.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

É triste...

... saber que não aproveitei o sol maravilhoso do fim de semana. E hoje chove torrencialmente.
A minha única saída foi ontem, directa ao hospital. A tosse não passava, tornou-se cavernosa. Assustei-me. Ele levou-me. Meia hora de aerosóis e um raio-x. Antibiótico e xarope em comprimidos para a bronquite, e xyzal para a renite. Senti o calor do meio dia, mas não o suficiente para me alegrar e ter vontade de ir a uma esplanada, a um jardim, a qualquer sítio. Voltei para casa e dormi a tarde toda.
Hoje estou melhor, só tenho pena de não ter ido ao médico mais cedo. Porque é que tentamos sempre aguentar até às últimas? Testo os meus limites físicos, tomo um ou outro medicamento que já conheço e deixo arrastar a situação. A maioria das vezes até corre bem, mas quando alguma coisa cá dentro me diz "Olha que isto não é normal, não passa assim", eu devia prestar logo atenção. Poupava dois dias de inferno. Talvez tivesse aproveitado o sol.
Agora tenho de esperar que ele volte.

sábado, 5 de abril de 2008

Momento (VII)

Ele fez sumo de laranja e foi comprar um croissant com chocolate para o meu lanche.
Com um sorriso.

À procura de um anjo (III)

Sarah McLachlan
"Angel"

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O meu reino...

... por um cigarro.
Sei que não posso, era uma sentença de morte para a minha garganta ferida de tanto tossir. Mas apetecia-me tanto. Sinto falta, não do cigarro em si, mas do gesto: abrir a janela, acender o cigarro, soltar o fumo enquanto vejo o gato a passear na varanda do prédio em frente.
Também podia ver isto doutro ponto de vista, agora era uma excelente altura para deixar de fumar, já aguentei dois dias, nem sequer fiquei irritada (pudera, estava em estado quase vegetativo) agora era só manter-me "sóbria".
Vou ver se o gato está na varanda.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

De rastos

Há poucas coisas que me consigam deitar abaixo com tanta facilidade e tão rapidamente como a febre. Tosse? Fraquinha. Espirros? Meus velhos conhecidos. Agora 38.9º de febre deixam-me de rastos. Ontem ainda consegui ir trabalhar, apesar de ter passado a noite entre períodos de calor abrasador e de frio trémulo. Esta manhã o meu corpo não me deixou levantar. A febre não diminuiu e comecei a ter ataques de tosse violentos, daqueles que parece que nos vão virar do avesso.
À hora do almoço passei da cama para o sofá, e o facto de ter estado o dia todo a dormir ajudou a recuperação.
Vou tentar recuperar mais um bocadinho.

terça-feira, 1 de abril de 2008

De uma grande amiga (IV)

Às 8 da manhã ouvi o sinal de sms do telemóvel. "Deixei um comentário no teu blog, mas não publiques. Eu tenho andado muito lamechas."
Depois de ler e de piscar os olhos algumas vezes, para que uma lágrima teimosa não caísse, decidi publicar o comentário aqui, cortando uma parte mais privada do texto.
Porque a adoro e ela estará sempre no meu coração.
Porque a minha casa e os meus braços estão sempre abertos para a receber.
Porque são amizades destas que não nos deixam desistir...

"Sabes que escrever nunca foi o meu forte, se calhar o meu problema é começar mas vou seguir o teu conselho e vou tentar...
Eu nunca pensei gostar tanto de alguém como gosto de vocês dois, para mim vocês são mais do que bons amigos, são como meus irmãos, já fazem parte do meu coração e da minha vida, sofro por vocês (só Deus sabe quantas lágrimas já me caíram pelo rosto) por me sentir impotente, por não vos poder ajudar, eu sei que não posso, não consigo, se Deus me concedesse um desejo tenho a certeza que realizava o vosso maior sonho.
Não sei se vocês sabem mas vocês são os meus conselheiros, gosto muito de vocês, melhor sou apaixonada por vocês, já me deram e continuam a dar muitos bons momentos, tenho a certeza que sou uma mulher (…) muito melhor e muito mais madura com os vossos ensinamentos e sei que ainda tenho muito a aprender, não tenho palavras para vos agradecer tamanho ensinamento.
Adoro chegar a vossa casa, poder-me descalçar e vestir o roupão do L, sinto-me em casa, a casa que nunca tive e que vou demorar a ter. Sinto uma alegria enorme poder beber um bom vinho, conversar ou desconversar, poder desabafar, dizer tudo o que me vai na alma, porque sei que se estiver no caminho errado vocês sabem indicar-me qual o caminho certo e isso é muito importante para mim. Por vezes tenho medo de vos estar a incomodar, mas depois o L. dá-me um grande sorriso de "anda cá que na te faço mal" e com o teu carinho materno sinto-me logo protegida.
(…) e tenho muita sorte em ter uns amigos como vocês que me apoiaram em tantos momentos maus da minha vida e que conseguiram não sei como por-me outra vez na mó de cima, de volta para a vida.
É nestas alturas que se vê quem são os verdadeiros amigos...
Obrigada por serem quem são...
Obrigada por serem meus amigos...
Simplesmente obrigada!!!!"