segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Exactamente isto...

Sobre o workshop, não consigo dizê-lo melhor que o que já foi escrito. É que senti exatamente o mesmo.

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Falámos muito no workshop sobre a nossa cultura judaico-cristã, que está tão enraizada em nós e é responsável por muitos dos nossos comportamentos que se focam no negativo. Eu nunca tinha pensado nisto, mas é mesmo verdade! Quando nos perguntam como estamos, parece mal responder "Estou óptima! A minha vida corre super bem, os meus filhos são fantásticos e somos muito felizes!". Invariavelmente, damos respostas mais negativas, mesmo que não correspondam à verdade: "Vai-se andando... Está tudo na mesma... É a vida...". A Magda até contou exemplos que se passaram com ela e serviu, de facto, para abrir os nossos olhos - às vezes falamos de forma tão negativa e sem motivos para tal! É cultural, é certo, mas se andarmos mais atentos (mais presentes no momento, como nos ensinam as filosofias orientais) conseguimos alterar esses padrões de negatividade que estão cá tão enraizados - e deixamos de ter medo ou vergonha de dizer que sim, somos felizes!




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domingo, 10 de novembro de 2013

Momentos (CCXXV)

A alegria quase infantil da minha mãe a ver o neto brincar.
A sesta de três horas que Peter Pan me permitiu fazer esta tarde, depois de uma noite difícil (são raras, mas quando acontecem...).

sábado, 9 de novembro de 2013

Momentos (CCXXIV)

"Voar" até Lisboa para o workshop "A Arte e a Ciência de educar crianças felizes", adorar cada minuto, perceber que estou no caminho certo, recolher muitas dicas práticas que me vão dar imenso jeito num futuro próximo, ouvir histórias de outros pais e ter um almoço simpático e animado com uma sósia da Julianne Moore.
(A frase mais importante que retive foi "Coloque a sua máscara de oxigénio primeiro". Pais felizes criam filhos mais felizes, seguros e auto-confiantes. Esta é a base. Cuidar de mim para poder cuidar melhor dele).


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Incentivo

Só agora me apercebi que passei a semana toda sem ligar sequer o portátil em casa. Vejo os emails pessoais durante o dia, o FB fica esquecido no fundo do armário, o Reader acumula pó(sts) a olhos vistos. Sinceramente não me tem feito falta nenhuma. Voltei a ler. Livros de papel, grandes e gordos e cheios de letras, páginas e páginas seguidas de enfiada, ficar acordada até depois da meia noite, mesmo sabendo que tenho de ir trabalhar no dia seguinte, só porque quero chegar ao fim do capítulo (já estou a revirar os olhos a imaginar a Paula, vai ler isto e ligar-me a dizer "eu bem te disse!!!!").

Mas sinto falta de escrever aqui. De contar o que aconteceu no meu dia, o que quero recordar mais tarde e voltar a ler nos dias cinzentos, para me lembrar que a vida é mesmo boa, que há beleza em todos os dias, basta olhar com atenção. De registar os momentos que fazem de cada dia algo de especial, uma benção que merece ser vivida. Sem repetir até a exaustão esta adoração tatuada na pele e na alma pelo anjo de caracóis louros e olhos azul-céu que completa a minha existência e enche os meus dias do mais puro amor.

Assim vou abraçar o desafio da Catarina, e juro que vou tentar não falhar: escolher todos os dias o melhor do meu dia, exercício de reflexão e gratidão a que vou continuar a chamar momentos.




Embalar(-me) (IV) *

John Legend & Lindsey Stirling 
"All of Me"




* Ou como disse o Pedro Ribeiro na rádio "um tratado de 3 minutos sobre o amor"

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O que me tenho esquecido de registar

Peter Pan começou a gatinhar com quase um ano e três meses, para minha alegria imensa, que o via a esfregar a barriga pelo mosaico enquanto rastejava pela casa ao melhor estilo ranger, e morria de pena de não o ver a gatinhar, a bater com as mãos papudas no chão e a abanar a fralda como uma lagartixa gorducha.

Fiz um gorro para o meu pequeno buda, que já não está tão pequeno assim porque o gorro ficou apertado. A primeira reação foi cortá-lo às tiras só por vingança e despeito (o gorro, claro...). Guardeio-o no fundo do cesto das lãs, ainda a decidir se vale a pena desmanchá-lo e fazer tudo de novo.

A semana passada houve uma noite em que Peter Pan não sossegava por nada. Choramingava, íamos por-lhe a chucha e ainda era pior porque depois de nos sentir por perto não queria ficar sozinho. E largava num berreiro assim que saíamos do quarto. Perto da uma da manhã tomámos a decisão crítica: pela primeira vez, trouxémos o nosso bebé para dormir connosco uma noite inteira. Ele acalmou, claro, e dormiu como um anjo, um anjo irrequieto com um dedo sempre enfiado na nossa boca, a escarafunchar-nos as gengivas e os dentes como é o hábito dele para adormecer. Nós não descansámos nada de jeito, e pensámos que tínhamos aberto a caixa de Pandora, e que na noite seguinte íamos ter sinfonia de meia noite para voltar a conseguir deitá-lo no quarto dele, sozinho (nada, nicles, rien de rien.... foi como se não tivesse acontecido, adormeceu na cama dele sem um ai... mesmo os anjos têm noites más em que não querem estar sozinhos...).

Esta manhã o L. chamou-me "vê lá como ele está a dormir..." para eu apreciar deliciada o nosso texugo de bruços, joelhos encostados à barriga e cu espetado no ar, tal e qual como eu dormia com a idade dele.

Quando o pai ralha com ele ou lhe franze o sobrolho porque está prestes a fazer asneira, Peter Pan estende as mãos e com os dedos faz o gesto típico de fazer cócegas, enquanto o brinda com o seu melhor sorriso rasgado e olhos semicerrados, capaz de desarmar uma pedra da calçada. O pai desmancha-se a rir, porque realmente não se aguenta aquele ar maroto de quem sabe que se está a safar em grande estilo.

(Podia vir aqui escrever todos os dias que o melhor do meu dia é o meu filho. O seu sorriso. Os olhos inchados de sono a piscar enquanto aponta para o avião de madeira pendurado no tecto do quarto, assim que acorda de manhã. O cheiro dele quando aninha a cabeça no meu colo e pede a chucha. Os gemidos de satisfação que faz enquanto come. Mas acho que era capaz de se tornar repetitivo...)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Momento (CCXXIII)

A meio de uma tarde agitada, de imensa pressão, de despachar serviço como se o mundo fosse acabar... uma colega manda-me isto para o email...


(que coisa mais amorosa...)