Deixar Peter Pan com o pai e ir beber copos para a concentração. Com a Paula, claro. Caipirinhas e confidências. Um casal que nos veio perguntar se éramos portuguesas. Ela dizia que sim, ele dizia que não, que devíamos ser do Reino Unido ou da Eslovénia (?). (Ok temos tudo menos ar de motards, mas não é preciso chegar a tanto...) Mais caipirinhas e conversas de mulheres. Tudo para chegar a duas conclusões:
- Iniciar uma relação nova deve dar uma trabalheira descomunal...
- Se por algum azar do tamanho de um camião TIR eu estivesse ou ficasse agora sozinha... ía ser uma cabra do pior...
"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
E criar novos (bons) hábitos
Desde que voltei ao trabalho tive de criar uma nova rotina para as manhãs. Acordar às oito passou a ser só uma recordação longínqua. Mais não seja porque Peter Pan dá toque de alvorada antes das sete. Nunca mais acordei mal disposta. Ramelosa e em estado zombie, sim. Rabugenta e a praguejar contra a vida, não. Acordo a sorrir com o som do parlar do meu filho. Ainda de olhos fechados, fico ali a ouvir os bruuuuuuu's, os da-dásss, e todo um discurso empolgado que ele tem tem com os peluches. Não chora, não grita, fica ali a falar sozinho. E eu sorrio. De manhã. Quem diría?
Entro no quarto dele, dou-lhe um pouco de água, ajeito-o na cama, devolvo-lhe a chucha perdida no meio dos lençóis e volto a sair, fechando a porta para não entrar luz nenhuma. E ele fica-se a dormitar mais um pouco. O tempo suficiente para eu tomar banho, pôr creme no corpo (foi preciso chegar aos 35 para me habituar a pôr creme no corpo todas as manhãs, religiosamente. Aquilo que dantes fazia quase por frete e como uma perda de tempo, passou a ser um ritual diário que me lembra da importância de cuidar de mim) vestir-me e dar cor à cara, tomar o pequeno-almoço devagar (e sentada à mesa, com calma, a ouvir o silêncio da casa... outra mudança drástica) e preparar o biberão de leite dele.
Depois, já pronta para sair de casa, abro devagarinho o estore, vejo-o a levantar a cabeça à procura da luz, a encontrar-me com os olhos ainda inchados de sono, a boca a abrir-se num sorriso imenso, a mão a abrir-se num chamamento para pegar nele, fico ali uns segundos só a olhar para aquele corpo gorducho no seu babygrow colorido, gosto de o ver assim vestido à bebé, o meu bebé grande, antes de o vestir à homenzinho (betinho, nas palavras do pai), o meu menino, a luz das minhas manhãs, a alegria que nunca julguei possível ter antes de beber café.
Entro no quarto dele, dou-lhe um pouco de água, ajeito-o na cama, devolvo-lhe a chucha perdida no meio dos lençóis e volto a sair, fechando a porta para não entrar luz nenhuma. E ele fica-se a dormitar mais um pouco. O tempo suficiente para eu tomar banho, pôr creme no corpo (foi preciso chegar aos 35 para me habituar a pôr creme no corpo todas as manhãs, religiosamente. Aquilo que dantes fazia quase por frete e como uma perda de tempo, passou a ser um ritual diário que me lembra da importância de cuidar de mim) vestir-me e dar cor à cara, tomar o pequeno-almoço devagar (e sentada à mesa, com calma, a ouvir o silêncio da casa... outra mudança drástica) e preparar o biberão de leite dele.
Depois, já pronta para sair de casa, abro devagarinho o estore, vejo-o a levantar a cabeça à procura da luz, a encontrar-me com os olhos ainda inchados de sono, a boca a abrir-se num sorriso imenso, a mão a abrir-se num chamamento para pegar nele, fico ali uns segundos só a olhar para aquele corpo gorducho no seu babygrow colorido, gosto de o ver assim vestido à bebé, o meu bebé grande, antes de o vestir à homenzinho (betinho, nas palavras do pai), o meu menino, a luz das minhas manhãs, a alegria que nunca julguei possível ter antes de beber café.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Retomar os velhos (maus) hábitos
Dormir cinco horas por noite (todos os dias da semana) é coisinha para não ser muito saudável...
domingo, 8 de setembro de 2013
Ouvir e sentir (CLXXXI)
Ando a cantarolar isto desde que acordei...
James Arthur
"Impossible" (Shontelle)
James Arthur
"Impossible" (Shontelle)
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Banda sonora
sábado, 7 de setembro de 2013
Momento (CCXIII)
Panquecas com gelado. Os três sentados à mesa a lanchar. Depois de uma manhã de correria de compras (com Peter Pan feliz da vida e excitadíssimo com tanta agitação) e uma sesta imensa a dois enquanto o pai descia o rio de canoa. Panquecas com pêssegos e mel. A nossa família junta à mesa. Antes de um final de tarde de arrumações e preparativos para a próxima estação (com Peter Pan entregue ao pai e intratável de tão irrequieto, quer andar mas ainda não consegue equilibrar-se, quer mexer em tudo mas ainda não chega lá, grita imenso de boca escancarada de frustração, mas no minuto a seguir está a fazer um discurso completo com gestos expressivos e tudo, com um ar de indignação que mete respeito).
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Momentos
domingo, 1 de setembro de 2013
sábado, 31 de agosto de 2013
Aleatoriedades (II)
Peter Pan ainda não gatinha mas já se arrasta fincando os pés e batendo com as palmas das mãos com muita força no chão. Ou então anda à volta sobre o eixo daquela pequena pança adorável. Ralha imenso de dedo estendido para a nossa cara, fala pelos cotovelos (gostava tanto de perceber o que quer dizer) e as feições dele estão a mudar outra vez.
Ando a curar uma rinofaringite em estado avançado. Duas semanas de tosse de cão daquelas assustadoras antes de me decidir a ir a uma urgência no hospital. Raio-x e anti-histamínico para a veia. Dois antibióticos e outros dois medicamentos para continuar a tomar em casa. Proteger-me de mudanças bruscas de temperatura e beber litros e litros de líquidos (sem alcool, de preferência...). A tosse está muito melhor. Agora ando ranhosa. E ele diz que eu pareço uma velha a tomar medicamentos a todas as refeições.
Há dois dias atrás, Peter Pan estava sentado á frente do pai a tentar meter o chinelo dele na boca. O pai não deixava, uma vez, duas vezes, e à terceira teve a ideia luminosa de se virar de costas para ele para morder o chinelo descansado, a pensar "se ele não vir o que eu estou a fazer, a coisa corre bem". Não correu, claro, mas valeu a intenção...
Hoje deu-me na real gana de pedir à cabeleireira para me cortar a franja. Fomos comprar o material necessário para o pequeno buda iniciar a natação na próxima semana,e trouxemos a reboque três embalagens de gelado que combinam tão bem com noites no sofá. O nosso almoço acabou em javardeira.
E ele acabou de entrar em casa com uma pizza com aspecto delicioso.
Ando a curar uma rinofaringite em estado avançado. Duas semanas de tosse de cão daquelas assustadoras antes de me decidir a ir a uma urgência no hospital. Raio-x e anti-histamínico para a veia. Dois antibióticos e outros dois medicamentos para continuar a tomar em casa. Proteger-me de mudanças bruscas de temperatura e beber litros e litros de líquidos (sem alcool, de preferência...). A tosse está muito melhor. Agora ando ranhosa. E ele diz que eu pareço uma velha a tomar medicamentos a todas as refeições.
Há dois dias atrás, Peter Pan estava sentado á frente do pai a tentar meter o chinelo dele na boca. O pai não deixava, uma vez, duas vezes, e à terceira teve a ideia luminosa de se virar de costas para ele para morder o chinelo descansado, a pensar "se ele não vir o que eu estou a fazer, a coisa corre bem". Não correu, claro, mas valeu a intenção...
Hoje deu-me na real gana de pedir à cabeleireira para me cortar a franja. Fomos comprar o material necessário para o pequeno buda iniciar a natação na próxima semana,e trouxemos a reboque três embalagens de gelado que combinam tão bem com noites no sofá. O nosso almoço acabou em javardeira.
E ele acabou de entrar em casa com uma pizza com aspecto delicioso.
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