segunda-feira, 15 de julho de 2013

É por isto que faz sentido continuar aqui...

"Hoje estive a ler o teu novo blog (desde os primórdios). Foi como ler um livro com muito suspense, tristeza, alegrias mas acima de tudo com muito amor. Melhor de tudo é saber (de antemão) que o final está a ser feliz. Que continues sempre a ser abençoada."

(são gestos destes que me dão alento...)

domingo, 14 de julho de 2013

Mudar o nome, manter a essência

Quando criei o blog chamei-lhe a primeira coisa que me apareceu à frente e não pensei mais no assunto. O importante não era o nome, mas o conteúdo, o que eu queria escrever para poder lembrar mais tarde, um percurso que estava a iniciar (mal sabia nessa altura como ía ser tortuoso e árido) e que queria registar. Pelo meio fiz disto um dossier de recordações parecido com os que tenho na estante da sala, cheio de fotografias e bilhetes de concertos e papelinhos de toda a espécie que marcaram momentos tão felizes (os tais momentos que merecem ficar para a posteridade, nem que a posteridade seja a semana seguinte em que parece que tudo corre mal e preciso de reler alguma coisa que me faça relativizar), com a vantagem de aqui puder guardar também músicas e links para outras páginas e blogs que fui descobrindo pelo caminho (e as pessoas por trás das palavras escritas foram a maior e mais querida surpresa que isto me trouxe).
Mas já há algum tempo que me anda a fazer confusão este nome, porque não tem nada a ver comigo. Onde é que eu tinha a cabeça? Isto nos motores de busca deve ser um festival, e cada vez mais o acho... parvo.
Por isso  criei outro blog. Basicamente fica tudo na mesma, os posts estão cá todos, a imagem é exactamente igual, só muda mesmo o nome.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Oficialmente de férias

E qual é a primeira coisa que esta alminha se lembra de fazer? Limpezas, pois claro. É que nem sequer esperei por uma boa noite de sono, comecei mesmo hoje. Depois dos livros, despejei armários e gavetas, deitei fora loiças rachadas e objectos inúteis e separei para doar roupa do tempo da maria cachucha. O lema é simplificar, livrar-me das coisas que não uso, que não servem para nada, que só estão a ocupar espaço e encher-se de pó. Tornar o nosso espaço mais leve, mais arejado. Tal como a nossa vida.

(Não tinha era de ser necessariamente hoje... mas não descanso enquanto não despachar isto, para ter todo o tempo do mundo para gozar uma semana de filho só para mim - vou estrafegá-lo com mimo...)

domingo, 7 de julho de 2013

Momento (CCX)

Final da tarde. Uma brisa quase fresca. Um parque só para nós. Os pés na relva. Os patos na água ali a dois passos. O silêncio. A sombra. A alegria do nosso filho. A nossa vida completa.


sábado, 6 de julho de 2013

Com uma ponta de desilusão

Tinha aquela ideia sonhadora de que ía gostar de trabalhar com uma máquina de costura. Gosto de trabalhos manuais e de tecidos, imaginava a quantidade de coisas giras que podia fazer, puffs coloridos, bolsas e malas, roupa personalizada para mim e para Peter Pan...isto tinha tudo para dar certo. Eu tentei, eu juro que tentei. Mas não gosto. Simplesmente não gosto. Nas últimas três semanas passei noites sozinha na cozinha agarrada à p#&$ da máquina, primeiro a tentar perceber porque é que a linha partia, depois a tentar descobrir porque é que a agulha partia, depois a tentar coser a direito, e novamente a tentar perceber porque é que a (quinta ou sexta ) agulha nova estava torta. Não tenho paciência para isto. Gosto de fazer coisas, mas gosto de ver as coisas a aparecerem feitas. Quando passo mais tempo a arranjar uma máquina do que a ver o objecto que quero a surgir à frente dos meus olhos, algo não bate certo. Nos últimos dias já tinha domado a fera, mas mesmo assim o sentimento de aversão não passou. É um hobby muito individualista e isolado, não posso estar na sala a ver o pequeno buda a brincar ou sentada ao lado do Luis enquanto ele vê uma série qualquer. Só não desisti porque tinha metido na cabeça que ia fazer um saco de fraldas para o Peter Pan. Peguei em restos de tecidos coloridos para o interior e em duas calças de ganga do Luis que já não lhe serviam, cortei as pernas às tiras (e assim ganhei dois calções de ganga para usar na praia, só falta ajustar a cintura) e cosi tudo (a muito custo e com horas de sono perdidas) num formato de saco de praia gigante que serve na perfeição para carregar o pequeno arsenal de fraldas, mudas de roupa e comida.





(Valeu a pena. Mas a máquina foi encostada ao fundo do armário, e só volta a sair de lá quando eu esquecer a frustração...)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Momento (CCIX)

Receber a noticia de que a nossa Paula vem morar para perto de nós. Para debaixo da nossa asa.

(Os amigos, estes amigos, são a família que nós escolhemos).

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sobre o baptismo

Ontem perguntaram-nos se íamos baptizar Peter Pan. Já tínhamos falado nisto, como nos principais temas relacionados com a vida e educação do nosso filho. E a resposta foi concensual e nem sequer levantou discussão: não, não o vamos baptizar. Estamos juntos há quase 20 anos, vivemos juntos há mais de 10, mas nunca sentimos necessidade de tornar a coisa oficial, nem aos olhos da Lei nem aos olhos de uma Igreja com a qual não nos identificamos completamente. Se tiver de falar do Luis a alguém digo "o meu marido" e acho que ele faz o mesmo em relação a mim. Porque apesar de não termos assinado contrato, construímos uma vida em conjunto e uma família e conseguimos aguentar-nos um ao outro há mais anos do que grande parte dos casais que fizeram questão de fazerem um mega casamento que depois não durou sequer 1 ano (tipo... o meu irmão mais novo... mas isso é outra história, porque depois de se ter divorciado e de ter conhecido outra pessoa e de ter um filho dessa pessoa, finalmente caiu-lhe a ficha e percebeu que tinha deixado escapar a felicidade por entre os dedos... e voltou a conquistá-la e estão juntos outra vez).
Assim, não achamos correcto impor uma religião a um ser humano que ainda nem pensa por si próprio e não percebe o que lhe está a ser incutido. Preferimos dar-lhe a hipótese de escolher em consciência aquilo em que quer acreditar, pesquisar e estudar diferentes credos até encontrar (ou não) aquele com se identifica e que lhe dê resposta às questões existenciais. Podemos (e iremos) sempre responder às perguntas dele de acordo com as nossas próprias crenças, isso é natural, mas deixando sempre a porta aberta para outras escolhas, porque não há só uma forma de ver o mundo, não há só uma resposta certa. Caberá a ele a escolha final (desde que não se transforme num daqueles tipos que vai à procura das 70 virgens, tudo bem...).
Acima de tudo pretendemos transmitir-lhe valores que são professados (também) pela religião cristã, principalmente a noção de "trata os outros como queres que te tratem a ti". Mas julgo que isso tem mais a ver com bom senso  e boa educação. Acreditamos que o melhor ensinamento é o exemplo, por isso queremos, cada vez mais, ser melhores pessoas, para que o nosso filho possa ver e aprender em nós uma forma de estar na vida que inclua respeito por ele próprio e pelo outros, humildade e empatia, confiança e optimismo, responsabilidade e muita alegria de viver cada dia e aproveitar a beleza dos pequenos momentos.