Comentei com ele que a minha mãe tinha pedido para lhe comprar um euromilhões, por causa do jackpot.
- Darem o euromilhões à tua mãe era o mesmo que darem bombas nucleares ao Vaticano...
"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
sexta-feira, 21 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Momentos (CCVII)
A minha tarde, a partir do instante em que vou buscar Peter Pan à ama, é dele. Salvo alguma excepção em que tenha de fazer qualquer coisa urgente, vamos para casa, dou-lhe um biberão de leite, sento-me no chão com ele, rodeados de bonecada, e ficamos a brincar até à hora do banho. Encho-o de beijos, de abraços, de cócegas, dou-lhe muito colo e muitas festas, recebo muitos puxões de cabelo e muitas lambidelas na cara. Ele já sabe e atira-se para trás para eu o agarrar e lhe dar beijos na barriga. E ri-se muito. Depois páro e olho para ele séria. Ele devolve-me o olhar sério, para logo de seguida soltar uma risada, como que a pedir mais. E eu dou. Mais beijos, mais abraços, mais cócegas. Todos os dias, aquele tempo é só para ele.
Hoje descobriu que as bolas rolam no chão. E ali ficou de olhos esbugalhados, a empurrar a bola e a soltá-la para a ver a rolar sozinha. (Isto depois de ter estado uns bons minutos a lamber o comando da televisão todo, de baixo para cima, como se fosse um gelado).
sábado, 15 de junho de 2013
Dia Cheio
A ida a Lisboa adiada por causa da gastroenterite da L. e da infecção de Peter Pan foi hoje. Aproveitei que o meu irmão dormiu cá em casa, acordámos com as primeiras "conversas" de Peter Pan (nunca acorda a chorar de manhã, fica ali a palrar sozinho, a cuspir para o ar, até nos ver, e então faz um sorriso delicioso que nos deixa rendidos de tanto amor), deixei-o entregue ao pai e seguimos viagem, devagar e na conversa. Matei saudades da minha afilhada adorada, que está tão crescida, já perdeu as feições de bebé e está a ficar com cara de menina travessa, e tive tempo para ela, para ver as gracinhas e ouvir as palavras ditas com todo o cuidado. Está uma gracinha e eu encho-me de orgulho dela e do pai que o meu irmão se tornou.
Fora a batolada de dinheiro que gastei nas tretas todas que são precisas para um baptizado (a sério, o pessoal abusa...), ainda houve tempo para comprar muita roupa gira para um Peter Pan que cresce a olhos vistos (e uma mala preta para mim, vá, mas porque precisava mesmo mesmo mesmo, a outra estava tão gasta que as alças se começaram a desfazer). A desvantagem de viver na "provincia" é que não há roupa gira e diferente para os putos, a vantagem é que posso trazer o que quiser das lojas mais batidas, e não corro o risco de ver mais vinte crianças vestidas de igual por aqui.
Voltei para casa a correr, que é como quem diz no primeiro comboio que consegui apanhar, para o cheiro doce do meu filho e para o sorriso babado do L. a contar-me como correu o dia, e mostrar-me o video que com ele em pé, sozinho, a segurar-se ao sofá e a tentar abarbatar os comandos da televisão (que orgulho, o meu bebé está tão crescido...).
Reencontramos os amigos de sempre numa mesa cheia de caracóis e imperiais, conhecemo-nos há mais de dez anos, e olho para eles agora e vejo o que mudou, mas acima de tudo o que permanece igual, a nossa cumplicidade e camaradagem. Ao pé deles tudo é mais fácil e simples. E saber isso é tão reconfortante.
Acabei o dia cansada mas muito feliz. Hoje estive com algumas das pessoas mais importantes da minha vida.
Fora a batolada de dinheiro que gastei nas tretas todas que são precisas para um baptizado (a sério, o pessoal abusa...), ainda houve tempo para comprar muita roupa gira para um Peter Pan que cresce a olhos vistos (e uma mala preta para mim, vá, mas porque precisava mesmo mesmo mesmo, a outra estava tão gasta que as alças se começaram a desfazer). A desvantagem de viver na "provincia" é que não há roupa gira e diferente para os putos, a vantagem é que posso trazer o que quiser das lojas mais batidas, e não corro o risco de ver mais vinte crianças vestidas de igual por aqui.
Voltei para casa a correr, que é como quem diz no primeiro comboio que consegui apanhar, para o cheiro doce do meu filho e para o sorriso babado do L. a contar-me como correu o dia, e mostrar-me o video que com ele em pé, sozinho, a segurar-se ao sofá e a tentar abarbatar os comandos da televisão (que orgulho, o meu bebé está tão crescido...).
Reencontramos os amigos de sempre numa mesa cheia de caracóis e imperiais, conhecemo-nos há mais de dez anos, e olho para eles agora e vejo o que mudou, mas acima de tudo o que permanece igual, a nossa cumplicidade e camaradagem. Ao pé deles tudo é mais fácil e simples. E saber isso é tão reconfortante.
Acabei o dia cansada mas muito feliz. Hoje estive com algumas das pessoas mais importantes da minha vida.
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quinta-feira, 13 de junho de 2013
Momento (CCVI)
A ama abre-me a porta já com Peter Pan no colo. Assim que me vê, toda a cara dele se abre num sorriso escancarado enquanto estende os braços na minha direcção. Pego-lhe ao colo e envolvo-o nos meus braços, sinto os mais de 9 kilos e meio de peso e a pele quente e macia da bochecha que encho de beijos. Ele agarra com força o tecido do meu vestido com as mãos rechonchudas, enquanto encosta a cabeça no meu ombro.
E a minha gratidão não tem fim.
(Valeu a pena. Tudo.)
E a minha gratidão não tem fim.
(Valeu a pena. Tudo.)
terça-feira, 11 de junho de 2013
Momento (CCV)
Chegar ao escritório e ter em cima da secretária uma encomenda da Wook. Livros. Dos melhores presentes que me podem dar ou que posso oferecer a mim mesma. Apesar de não saber quando vou ter tempo para lê-los. Apesar de ter limpo as estantes há duas semanas e ter dito com toda a convicção que quero "destralhar" um bocado a casa e que “menos é melhor”. Foram 88 livros encostados a um canto para dar a uma instituição. Estantes muito mais arejadas e clean. Mais espaço livre… para mais livros (não tenho emenda…).
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Momento (CCIV)
Reencontrar amigos que já não via há meses. Um café, uma água, uma esplanada na praça, Peter Pan bem-disposto e muita conversa boa. Saber como anda a vida, o que se tem feito. Sem grandes planos, sem muitas filosofias. Simples e com descontração.
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