"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
domingo, 14 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Não deixar para amanhã
Já tinha pensado nisto várias vezes, mas sempre naquela de "amanhã vejo o que é preciso fazer", a inércia associada à ideia de que tinha de me deslocar a Lisboa, ou Coimbra, ou Porto "assim não dá jeito, tenho de tirar um dia para ir lá", e todas as desculpas que uma pessoa arranja quando não está bem decidida a fazer alguma coisa. Mas na sexta feira pesquisei os hospitais, e afinal o meu, este aqui mesmo ao lado, estava lá na lista, imprimi o questionário para preencher (demorou 3 minutos), telefonei para saber os horários (2 minutos) e esta manhã entrei na sala de dadores de sangue, apresentei os papéis e tiraram-me duas ou três gotas de sangue para um tubinho. Só isto. Uma picada. Nem sei porque adiei esta decisão tanto tempo. Posso nunca ser chamada. Ou posso ajudar a salvar uma vida. O primeiro passo está dado. Estou inscrita como dadora de medula óssea.
domingo, 7 de abril de 2013
O toque da paz...
... o cheiro da serenidade, o sabor do carinho, o olhar de contemplação. Nas bochechas-gordas-de-sono do meu filho. A expressão não é minha, tenho quase a certeza que é do Dias de uma Princesa, mas lembro-me dela todas as noites. À meia-noite, antes de me ir deitar (já voltei ao ritmo de sono de antigamente, o que não é necessariamente bom...), com muito jeitinho e quase às escuras, levanto Peter Pan da cama e mudo-lhe a fralda (custa-me horrores ouvi-lo choramingar porque o acordei, mas sempre é melhor que vê-lo na manhã seguinte mijado até às orelhas...), embrulho-o numa manta e dou-lhe um biberão de leite morno. Aconchego-o no meu ombro para arrotar. E é assim que ele volta a adormecer. Todas as noites. A cabeça no meu ombro. A bochecha-gorda-de-sono encostada à minha, para eu cheirar e tocar ao de leve e beijar e voltar a cheirar. E é assim que rezo. Todas as noites. Naquele momento, com o meu filho aninhado no meu ombro, o som da respiração suave, o calor da pele macia, o sono de um anjo. Agradeço a benção que tenho nos braços.
Etiquetas:
Mini Me
quinta-feira, 4 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Nem sei se isto algum dia vai passar
Durante o dia, enquanto estou a trabalhar... tenho saudades do meu filho.
Etiquetas:
Mini Me
domingo, 31 de março de 2013
Pensar no que podería ter acontecido
Há meia hora atrás, quando me preparava para me sentar no sofá a pintar as unhas, senti um cheiro a plástico queimado no hall de entrada. Chamei-o para confirmar se não estava a ter alucinações, que raio, de onde é que vem este cheiro?, do quarto do puto não é, menos mal, corremos a casa toda, o cheiro mais intenso no nosso quarto, espreitámos atrás da cama, os candeeiros estão desligados, parece estar tudo bem, mas isto está a ficar cheio de fumo, de onde é que vem?
Até que vimos a espiral de fumo a subir por uma das tomadas, cum catano, e agora? Ele teve a presença de espírito de ir desligar o interruptor das tomadas no quadro (se fosse eu tinha desligado logo tudo que era por causa das dúvidas), arrancar com o cabo da vassoura a ficha tripla meio derretida, e depois desmontar a tomada toda e isolar os fios.
Quando finalmente o cheiro a queimado se dissipou pela janela escancarada, fiquei a remoer em como isto podia ter corrido muito mal, bastava ter começado uma ou duas horas mais tarde, quando estivéssemos a dormir; ou amanhã, quando a casa estivesse vazia. Pegava fogo, tenho a certeza. Tanta certeza como tenho de que alguém lá em cima olha por mim e me protege.
(Obrigado)
Até que vimos a espiral de fumo a subir por uma das tomadas, cum catano, e agora? Ele teve a presença de espírito de ir desligar o interruptor das tomadas no quadro (se fosse eu tinha desligado logo tudo que era por causa das dúvidas), arrancar com o cabo da vassoura a ficha tripla meio derretida, e depois desmontar a tomada toda e isolar os fios.
Quando finalmente o cheiro a queimado se dissipou pela janela escancarada, fiquei a remoer em como isto podia ter corrido muito mal, bastava ter começado uma ou duas horas mais tarde, quando estivéssemos a dormir; ou amanhã, quando a casa estivesse vazia. Pegava fogo, tenho a certeza. Tanta certeza como tenho de que alguém lá em cima olha por mim e me protege.
(Obrigado)
sábado, 30 de março de 2013
Haja imaginação
Sair com a família para um pequeno passeio, aproveitar os tão-raros-que-só-falta-serem-pagos-a-peso-de-ouro raios de sol, ver o pai todo inchado de orgulho a passear Peter Pan no marsúpio, a deixá-lo tocar na casca das árvores e nas folhas dos arbustos, e dar de caras com árvores cobertas (parcialmente, vá...) com crochet colorido.
P.S. - mal sabia eu que no dia seguinte a água das cheias ía chegar a esta árvore...
P.S. - mal sabia eu que no dia seguinte a água das cheias ía chegar a esta árvore...
Subscrever:
Mensagens (Atom)