Há meia hora atrás, quando me preparava para me sentar no sofá a pintar as unhas, senti um cheiro a plástico queimado no hall de entrada. Chamei-o para confirmar se não estava a ter alucinações, que raio, de onde é que vem este cheiro?, do quarto do puto não é, menos mal, corremos a casa toda, o cheiro mais intenso no nosso quarto, espreitámos atrás da cama, os candeeiros estão desligados, parece estar tudo bem, mas isto está a ficar cheio de fumo, de onde é que vem?
Até que vimos a espiral de fumo a subir por uma das tomadas, cum catano, e agora? Ele teve a presença de espírito de ir desligar o interruptor das tomadas no quadro (se fosse eu tinha desligado logo tudo que era por causa das dúvidas), arrancar com o cabo da vassoura a ficha tripla meio derretida, e depois desmontar a tomada toda e isolar os fios.
Quando finalmente o cheiro a queimado se dissipou pela janela escancarada, fiquei a remoer em como isto podia ter corrido muito mal, bastava ter começado uma ou duas horas mais tarde, quando estivéssemos a dormir; ou amanhã, quando a casa estivesse vazia. Pegava fogo, tenho a certeza. Tanta certeza como tenho de que alguém lá em cima olha por mim e me protege.
(Obrigado)
"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
domingo, 31 de março de 2013
sábado, 30 de março de 2013
Haja imaginação
Sair com a família para um pequeno passeio, aproveitar os tão-raros-que-só-falta-serem-pagos-a-peso-de-ouro raios de sol, ver o pai todo inchado de orgulho a passear Peter Pan no marsúpio, a deixá-lo tocar na casca das árvores e nas folhas dos arbustos, e dar de caras com árvores cobertas (parcialmente, vá...) com crochet colorido.
P.S. - mal sabia eu que no dia seguinte a água das cheias ía chegar a esta árvore...
P.S. - mal sabia eu que no dia seguinte a água das cheias ía chegar a esta árvore...
quinta-feira, 28 de março de 2013
sábado, 23 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Fica escrito
Quando eu morrer não quero velório. Não quero mesmo, ou fica o caixão na morgue até à hora de acabar com a coisa, ou vai para a casa mortuária mas trancam a porta e não deixam entrar ninguém. Pelo amor da santa, não me ponham aquelas flores de plástico horrorosas à volta do corpo. No máximo deixem-me uma rosa branca entre as mãos. E também não quero flores. Arranjem uma caixa lá em cima de uma mesa para o pessoal pôr o dinheiro que iam gastar em flores, e com esse dinheiro comprem bens essenciais para entregar numa instituição de apoio a crianças carenciadas (a 60 euros cada coroa de flores, vai dar para muita fralda e muita papa e muitos pacotes de leite). Quero ser cremada e quero que atirem as cinzas ao mar. Depois vão beber uns copos. É só isto.
Passenger
"Let Her Go"
Passenger
"Let Her Go"
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Banda sonora
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