Mesmo com mais 7 kilos em cima (me-do), em poucas alturas da minha vida me senti tão bonita como agora.
"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
quinta-feira, 22 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Persistir
Que melhor forma de celebrar a chegada da Primavera, mesmo que agora já não haja Primavera nem Outono porque as estações estão todas baralhadas? Venha de lá o calor e as tardes infinitas, as folhas verdes a encher as árvores do jardim atrás do meu prédio, as fraldas de pano que ando a personalizar (o nosso filho vai ser tão mimado...) com todo o carinho e alegria e antecipação de quem vê o tempo a passar (demasiado) depressa, os bolbos de tulipa que trouxe de Amesterdão e que já despontaram nos vasos da mãe (obviamente, em minha casa nem sequer tinham saído da terra, com medo da triste sorte que íriam ter), os sorrisos da J. que nasceu ontem e é mais um bebé para juntar à nossa família de amigos, e as cambalhotas e espreguiçadelas do P., ou do M., ou do PM que o pai ainda não decidiu que nome vamos dar a este pequeno lorde.
(Eu tinha de conseguir... )
(Eu tinha de conseguir... )
segunda-feira, 19 de março de 2012
O teu dia
Há alturas em que custa mais, sabes? Pensar qual tería sido a tua reacção ao saber que vais ter um neto (já viste, os teus filhos deram-te meninas - uma já cá anda aos saltos e pinotes, a outra vem a caminho - e a tua menina vai dar-te um rapaz...). Imaginar-te a levá-lo pela mão ao café e a comprar-lhe um gelado. A fazer cara de desagrado quando eu ralhar com ele por se estar a portar mal (até te consigo ouvir "não sejas assim, ele ainda não percebe...").
Há alturas que fazem reviver os últimos dias, aqueles que queria apagar da memória de tão dolorosos, que mancham todas as boas recordações que tenho de ti. Mas quando fecho os olhos e vejo a tua cara, estás sempre sereno.
Há alturas em que custa mais, sabes? Querer pegar no telemóvel e ligar o teu número. Ouvir a tua voz. Só mais uma vez. Desejar-te um feliz Dia do Pai. Ouvir-te dizer que não ligas nada a estes dias. Saber que ficaste feliz por não me ter esquecido (como se isso fosse possível...).
Há alturas que fazem reviver os últimos dias, aqueles que queria apagar da memória de tão dolorosos, que mancham todas as boas recordações que tenho de ti. Mas quando fecho os olhos e vejo a tua cara, estás sempre sereno.
Há alturas em que custa mais, sabes? Querer pegar no telemóvel e ligar o teu número. Ouvir a tua voz. Só mais uma vez. Desejar-te um feliz Dia do Pai. Ouvir-te dizer que não ligas nada a estes dias. Saber que ficaste feliz por não me ter esquecido (como se isso fosse possível...).
quinta-feira, 15 de março de 2012
Guardar (até um dia)
A primeira ideia, quando soube que a miniatura é afinal um pequeno lorde, foi dar esta manta à J., que deve nascer até ao final da semana. Mas depois reconsiderei: vou guardá-la com muito carinho, e um dia (daqui a três anos...) dá-la à mana deste meio pacote de açucar que trago dentro de mim.
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Crafts
segunda-feira, 12 de março de 2012
E agora, quem é que me aguenta?
Não tinha preferência pelo sexo do bebé. Garanto que não tinha. Mas a primeira coisa que comprei (instintivamente) para a miniatura foi um coelho de peluche branco e azul. Só pedia (e peço) a Deus que fosse saudável e tivesse todos os membros e orgãos. Mas não comprei uma única peça de roupa cor de rosa, nem sequer por graça.
(Está tudo bem. Tem tudo no sítio certo e com o tamanho certo: coração, intestinos, estômago. Tem os dois rins. Tem cinco dedos em cada mão e em cada pé. Pesa quase 440 grs.
E é um rapaz).
Jose Gonzalez
"Heartbeats"
(Está tudo bem. Tem tudo no sítio certo e com o tamanho certo: coração, intestinos, estômago. Tem os dois rins. Tem cinco dedos em cada mão e em cada pé. Pesa quase 440 grs.
E é um rapaz).
Jose Gonzalez
"Heartbeats"
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Mini Me
Momento (CLXXX)
Acabei de sentir o primeiro pontapé da miniatura. Pontapé a sério, que me apanhou desprevenida e me fez soltar um ai, antes de ter a noção do que tinha sido, antes de ficar de olhar perdido no infinito e de sorriso a despontar devagarinho na cara.
sexta-feira, 9 de março de 2012
O que eu tenho de ouvir (XVII)
"Não tenho nada para vestir!!"
Não, não fui eu. Foi ele. Logo de manhã, parado em frente às portas escancaradas do armário, a olhar desolado para as trinta camisas penduradas e outros tantos pólos e camisolas.
(Isto tudo só porque eu escondi a camisola preferida dele, que nas últimas semanas tem sido usada até à exaustão...).
Não, não fui eu. Foi ele. Logo de manhã, parado em frente às portas escancaradas do armário, a olhar desolado para as trinta camisas penduradas e outros tantos pólos e camisolas.
(Isto tudo só porque eu escondi a camisola preferida dele, que nas últimas semanas tem sido usada até à exaustão...).
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