quarta-feira, 8 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Conversa da Avó

- Querem amêndoas? Estas são das boas, de chocolate, não são como as outras que têm um caroço grande lá dentro, muito duro.

Ouvir e sentir (LIV)

Porque a pouco e pouco vou aprendendo a conviver com ele...

Simon & Garfunkel
"Sound Of Silence"

domingo, 5 de abril de 2009

O meu primeiro Passeio TT

6.20 hrs - Despertar
6.30 hrs - Arrastar-me penosamente para fora da cama. Maldizer a hora em que aceitei sem saber pormenores (principalmente a que horas tería de me levantar, a um domingo!!)
6.50 hrs - Sair de casa sem pronunciar uma palavra (nem sequer asneiras). O N. está à nossa espera na pastelaria, esconde o sorriso para me cumprimentar, já me conhece e só faltou fazer o sinal da cruz à minha frente, para afastar o demónio que tento a muito custo conter.
7.15 hrs - Paragem na área de serviço para beber café. Agora já consigo ouvir as vozes dos outros sem sofrer alterações na pulsação.
8.00 hrs - Chegada ao quartel dos Bombeiros do Gavião. A entrada principal foi fechada, e fazem-nos subir por uma rampa de terra que um dos auto-tanques vai molhando de vez em quando (um cheirinho de lama para abrir o apetite)
8.30 hrs - Inscrições: o condutor recebe um saco com um boné e uma t-shirt alusivos. Os acompanhantes se quiserem têm de comprar. Ainda pergunto o preço dos bonés, porque têm umas cores muito giras, mas desisto quando me pedem 5€ (roubalheira!!)
9.00 hrs - Pequeno-almoço: Leite e café "das velhas" em canecas de cerâmica (e minis para quem preferir), bolos e queques de chocolate e empadas de galinha quentes acabadas de sair do forno. Bom início. Já estou bem-disposta.
9.30 hrs - Os veículos continuam a chegar. Não estava à espera de ver tanta gente (mais de 50 jipes e outras tantas motos4), no primeiro Passeio organizado aqui.
10.00 hrs - Entrar nos carros e arrancar. Começamos por uma volta pela vila, e é tão engraçado ver o espanto das pessoas e os olhos arregalados das crianças, ao ver passar uma fila de motas e jipes já enlameados.

De seguida deixamos o alcatrão para um percurso de 40 km (o das motas é diferente e tem o dobro da distância, o que mostra o cuidado da organização), impecavelmente estudado e sinalizado, com escapatórias para os que não querem arriscar os troços mais difíceis, seguindo sempre por uma paisagem silvestre pontilhada de amarelo e branco.

Do cimo do monte vê-se o rio Belver, e tenho pena de não poder parar e sentar-me ali um pouco a comtemplá-lo.

12.00 hrs - Paragem para o reforço: enchidos, pastéis e rissóis, frango assado e um panelão de sopa cheio de ovos mexidos. E muita cerveja.

12.30 hrs - Faltam 20 kms, agora com um nível de dificuldade superior, incluindo uma subida onde já está um tractor de prevenção (mais um sinal da excelente organização). O primeiro a passar atascou logo. E dos os que tentaram a sua sorte ou perícia (ou teimosia), só seis conseguiram subir sem serem rebocados. Mas quase todos insistiram que eram capazes, e foi um festival ver tantos egos masculinos ao rubro, a apostar grades de cerveja.

14.40 hrs - último obstáculo antes do almoço

15.00 hrs - De volta ao quartel para almoçar. Boa sopa da pedra, carnes grelhadas demasiado salgadas. Mas a simpatia e solicitude de todo o pessoal dos Bombeiros faz perdoar este deslize.
17.00 hrs - Preparam-se para voltar à ribeira, pelos vistos ainda não se atolaram de lama o suficiente. Não acompanhamos porque o N. começa a stressar que tem coisas para fazer.
Volto para casa a sonhar com a banheira, para tirar o pó fininho que se entranha no cabelo, nas roupas e nos estofos.

Como primeira experiência, e sem ter termo de comparação, acredito que correu muito bem, achei a organização excelente e o percurso bem escolhido, os participantes bem-dispostos (muitas crianças felizes da vida, a maioria delas já com muita rodagem de TT), e ainda me fartei de rir com os quatro putos que estiveram o tempo todo a beber cerveja e a fumar ganzas dentro de um Vitara descapotável, mas conseguiram passar em todo o lado, à primeira.

sábado, 4 de abril de 2009

Momento (LVIII)

A princesa está cada vez mais linda, uma boneca cor-de-rosa com muito cabelo e umas bochechas que parecem que lhe vão saltar da cara (e uns olhos grandes, escuros e redondos que vão ser a perdição de muitos putos).
E eu envolvo-a nos meus braços e cheiro a pele morna e roço os lábios nas bochechas macias, enquanto ela procura alívio para o desconforto dos primeiros dentes, enchendo de baba o porta-chaves do pai.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Brincar

- O jipe já tá atascado?
- Não, mas já bebeu um danoninho, tá 3 cm mais crescido... ;o)
(putos a brincar aos mecânicos.)

Faz-me falta

- Faz-nos falta tempo para nós. Não achas?
- Tenho a certeza.
- Tenho saudades tuas...
- Eu estou aqui.
Mas mesmo abraçados, eu continuo a ter saudades.

Esta semana não jantei com ele (o termo mais certo sería "não jantei" ponto) um único dia, entro em casa e ele já saiu para as aulas, fico acordada só para o ver chegar, para ouvir a voz dele a contar-me como lhe correu o dia, deito-me tarde e acordo (ainda mais) insuportável, e refilo e embirro pela mínima merdice.
Faz-me falta a calma dos seus braços com tempo para mim, para nós, para um filme no sofá, para um jantar sem horas. Faz-me falta namorar.