Entro em casa e pela luz da televisão vejo-o a dormir no sofá, todo torto. Beijo-lhe a testa, os olhos, o nariz "meu amor, vai para a cama, dormes melhor do que aqui".
Ele levanta-se com olhos de menino estremunhado, e sorri quando lhe dou um beijo de boa noite.
"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
domingo, 4 de janeiro de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
Porquê?
Não era isto que eu queria para o meu início de ano, não era isto que eu imaginei.
O meu pai está novamente internado, desde a madrugada de 1 de Janeiro, e está pior.
A pergunta não me sai da cabeça, é claro que eu sei o porquê, mas assim? Tão rápido? Tão novo? Há por aí tantos gajos que não fazem cá falta nenhuma, porque é que ele tem de estar a lutar pela vida? Ele ainda faz cá falta, ele acha que não, mas ainda nos faz falta, ainda me faz falta, ainda não se reformou, ainda não viu netos, não os levou ao café pela mão nem lhes comprou gelados como fazia connosco.
Ainda não, por favor, ainda não.
O meu pai está novamente internado, desde a madrugada de 1 de Janeiro, e está pior.
A pergunta não me sai da cabeça, é claro que eu sei o porquê, mas assim? Tão rápido? Tão novo? Há por aí tantos gajos que não fazem cá falta nenhuma, porque é que ele tem de estar a lutar pela vida? Ele ainda faz cá falta, ele acha que não, mas ainda nos faz falta, ainda me faz falta, ainda não se reformou, ainda não viu netos, não os levou ao café pela mão nem lhes comprou gelados como fazia connosco.
Ainda não, por favor, ainda não.
Um dia...
Vamos voltar à Madeira, claro, mas da próxima vez será no Verão, ficou tanta coisa para ver, o Aquário de Porto Moniz, o Jardim Tropical com mais atenção (tem de ser um dia inteiro, levar um piquenique e ver tudo ao pormenor), os museus, as grutas de S. Vicente, as casas de Santana.
E tanta coisa por fazer, não andámos nos carros de cesto (no 1º de Janeiro os senhores não trabalham), não bebemos chá no Reid's Palace, não percorremos a "Promenade" nem fomos ao barco-bar dos Beatles (que é mentira, nunca foi deles), nem fomos jantar ao Tokos (só por causa da decoração).
Até lá, vou revendo as 1280 fotografias tiradas, para matar saudades da beleza, das cores e do calor que senti.


E tanta coisa por fazer, não andámos nos carros de cesto (no 1º de Janeiro os senhores não trabalham), não bebemos chá no Reid's Palace, não percorremos a "Promenade" nem fomos ao barco-bar dos Beatles (que é mentira, nunca foi deles), nem fomos jantar ao Tokos (só por causa da decoração).
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
O regresso
Voltar a acordar às 5.30 da manhã para ir embora é um massacre.
Mas valeu a pena, por ter a oportunidade de ver nascer o sol, minutos antes de embarcar, e agradecer por esta benção, estes dias de serenidade e carinho, em que namorámos muito e senti-o muito próximo de mim, e em paz com ele mesmo; estes dias em que esqueci o mundo do outro lado do oceano, e o meu mundo simplesmente estava ao meu lado e me dava a mão.
Desta vez tive um lugar à janela e pude ver a ilha, cada vez mais pequena à medida que o avião se perdia entre o manto de nuvens fofas de algodão, com a certeza que um dia voltarei.
Mas valeu a pena, por ter a oportunidade de ver nascer o sol, minutos antes de embarcar, e agradecer por esta benção, estes dias de serenidade e carinho, em que namorámos muito e senti-o muito próximo de mim, e em paz com ele mesmo; estes dias em que esqueci o mundo do outro lado do oceano, e o meu mundo simplesmente estava ao meu lado e me dava a mão.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Na Madeira (VI)
A vista a partir do Cabo Girão é estonteante, e a imensidão do mar azul intenso deixa-nos num estado de contemplação silencioso, a olhar para os campos cultivados lá no fundo, e para o Funchal, ao lado, pintalgado de minúsculos pontos brancos.


Voltámos a subir de teleférico, desta vez até ao Jardim Tropical Monte Palace. Numa frase: de uma beleza indescritível.




E no meio deste imenso jardim, com uma vista fabulosa sobre a baía, está (uma das) casa(s) do Sr. Berardo.

No centro da cidade comprámos algumas lembranças (a loja do Museu Madeira Story Centre é excelente, com artigos diferentes do habitual e muito bonitos), e o B. (que passou estes dias todos a ver-me rabiscar um caderno desengonçado) ofereceu-me um Moleskine.
Para acabar em beleza, jantámos na Casa Abrigo do Poiso, a caminho do Pico do Areeiro, uma açorda com oregãos, uma perna de cabrito com estragão e um lombo assado com compota de maçã, tudo saborosamente confeccionado, deixando-nos com saudades ainda antes de partirmos.
Voltámos a subir de teleférico, desta vez até ao Jardim Tropical Monte Palace. Numa frase: de uma beleza indescritível.
E no meio deste imenso jardim, com uma vista fabulosa sobre a baía, está (uma das) casa(s) do Sr. Berardo.
No centro da cidade comprámos algumas lembranças (a loja do Museu Madeira Story Centre é excelente, com artigos diferentes do habitual e muito bonitos), e o B. (que passou estes dias todos a ver-me rabiscar um caderno desengonçado) ofereceu-me um Moleskine.
Para acabar em beleza, jantámos na Casa Abrigo do Poiso, a caminho do Pico do Areeiro, uma açorda com oregãos, uma perna de cabrito com estragão e um lombo assado com compota de maçã, tudo saborosamente confeccionado, deixando-nos com saudades ainda antes de partirmos.
Um novo ano...
... começa agora, da melhor forma que eu podia imaginar.
Há uma semana atrás, nem sequer sabia onde ía ser a minha passagem de ano.
Agora, depois de um jantar de gala no hotel, depois de ver o fogo de artifício, do 11º andar com vista para a baía; depois de ter ponderado seriamente a hipótese de me atirar para a piscina vestida e tudo; depois de muitos copos de bom vinho tinto e de uma garrafa de champanhe e uma taça de morangos que o B. conseguiu que deixassem no quarto dele, só quero acreditar que este ano vai ser melhor que o anterior, só rezo para ter saúde e paz e luz na minha vida e na daqueles que amo.
Há uma semana atrás, nem sequer sabia onde ía ser a minha passagem de ano.
Agora, depois de um jantar de gala no hotel, depois de ver o fogo de artifício, do 11º andar com vista para a baía; depois de ter ponderado seriamente a hipótese de me atirar para a piscina vestida e tudo; depois de muitos copos de bom vinho tinto e de uma garrafa de champanhe e uma taça de morangos que o B. conseguiu que deixassem no quarto dele, só quero acreditar que este ano vai ser melhor que o anterior, só rezo para ter saúde e paz e luz na minha vida e na daqueles que amo.
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