Não gosto de chuva. Quando alguém me vem com a conversa "mas é precisa..." respondo invariavelmente "mas eu não tenho nenhuma horta nas costas". Não gosto de chuva, é triste, fria, desconfortável e tinge tudo (até a alma) com tons de cinzento.
Mas hoje, sozinha debaixo de um alpendre que já viu tantos copos, tanta desconversa, almoços que se prolongavam até às tantas da manhã, carnes grelhadas a qualquer hora e pizzas no forno a lenha que foi empurrado por uma R1 para passar na porta da garagem, namoradas que vieram e foram, amigos que permaneceram apesar de tudo, risos e discussões por duas razões: por tudo e por nada; hoje a chuva apaziguou-me, fiquei ali, quieta, a ouvir o tamborilar nas telhas, a ver o brilho das gotas nas folhas das laranjeiras, onde os frutos já estão a amadurecer (e são tão boas aquelas laranjas).
Podia ter ficado a pensar que não vou voltar a viver noites de verão assim, a vida mudou, para todos nós, mais trabalho, mais responsabilidade, distâncias incontornáveis a que não é possível fugir, a amizade permanece, mas o convívio não. Mas não.
Fiquei só a ouvir o som da chuva a cair.
"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
sábado, 6 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Momento (XXXIII)
Embrulhar os presentes ao som de Mozart e Bethoven, uma nuvem de papéis coloridos e fitas brilhantes à minha volta, bonecos de neve e casinhas com chaminés fumegantes e Pais Natais e anjos saudosos sob um fundo vermelho lustroso, cartõezinhos com os nomes pendurados com fitas de ráfia e laços extravagantes.
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Momentos
Nova paixão (II)
Ferrero Rondnoir.
E ela tem razão, isto é coisinha para provocar orgasmos.
E ela tem razão, isto é coisinha para provocar orgasmos.
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Sweet
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
No que eu me meto
Bora lá então. A ideia é pôr aqui uma foto minha (uma parte de mim vai ter de servir).

Depois escolhe-se uma banda ou um cantor e responde-se às perguntas com títulos das canções.
Escolhi a intemporalidade e o romantismo de Frank Sinatra:
1) És homem ou mulher? - Luck be a Lady
2) Descreve-te: - The Fable of the Rose
3) O que as pessoas acham de ti? - How Little We Know
4) Como descreves o teu último relacionamento: - Everybody Has the Right to Be Wrong
5) Descreve o estado actual da tua relação: - I've got you under my skin
6) Onde querias estar agora? - New York, New York (óbvio!)
7) O que pensas a respeito do amor? - Too marvelous for words
8) Como é a tua vida? - Day by Day
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? - All This and Heaven Too
10) Escreve uma frase sábia: - Try a little tenderness
Por último passa-se a batata quente a mais uns poucos: com um beijo, um abraço, uma festinha no cabelo, e um sorriso.
Depois escolhe-se uma banda ou um cantor e responde-se às perguntas com títulos das canções.
Escolhi a intemporalidade e o romantismo de Frank Sinatra:
1) És homem ou mulher? - Luck be a Lady
2) Descreve-te: - The Fable of the Rose
3) O que as pessoas acham de ti? - How Little We Know
4) Como descreves o teu último relacionamento: - Everybody Has the Right to Be Wrong
5) Descreve o estado actual da tua relação: - I've got you under my skin
6) Onde querias estar agora? - New York, New York (óbvio!)
7) O que pensas a respeito do amor? - Too marvelous for words
8) Como é a tua vida? - Day by Day
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? - All This and Heaven Too
10) Escreve uma frase sábia: - Try a little tenderness
Por último passa-se a batata quente a mais uns poucos: com um beijo, um abraço, uma festinha no cabelo, e um sorriso.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Momento (XXXII)
Descobrir uma nota de 50 perdida no meio dos papéis de uma gaveta.
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Momentos
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Momento (XXXI)
Saiu para ir comprar tabaco e voltou com uma fatia gigante de bolo de chocolate (com recheio e cobertura).
- Obrigado.
- Eu não te trago bolo para me agradeceres.
Obrigado.
- Obrigado.
- Eu não te trago bolo para me agradeceres.
Obrigado.
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Momentos
Tradição
Desde que viémos morar juntos que se tornou uma tradição, 1 de Dezembro é dia de fazer a árvore de Natal. À meia-noite, depois de uma maratona de pestanas queimadas para entregar um trabalho a tempo, iniciei o que já se tornou um ritual que me dá uma satisfação imensa de criança que sente magia: colocar na porta de entrada o saquinho branco preso com uma fita de cetim vermelho e com a bota vermelha e as palavras "Feliz Natal" bordadas a ponto cruz, que a madrinha me ofereceu, montar o pinheiro e decorá-lo com todo o cuidado e deleite, ir dando passos atrás para ver como ía ficando, distribuir as bolas e as fitas da forma mais harmoniosa e rezar para que as luzes brancas ainda funcionassem (valeram todo o dinheiro que dei por elas há 5 anos), perante o sorriso de satisfação dele.
- Está bonita?
- Está. Muito.
- Está bonita?
- Está. Muito.
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