domingo, 19 de outubro de 2008

Momentos (XXVI)

Vieram hoje, pela primeira vez, a nossa casa. Os amigos inesperados, aqueles que nunca julguei vir a ter, porque não me passava pela cabeça que pudesse fazer amizades aqui, que pudesse confiar em alguém que conheci pelo nick e que nunca tinha visto. Algo como que a dizer-me: "vês, as coisas nem sempre acontecem como tu pensas, às vezes és surpreendida, a vida dá-te um doce, só tens de saboreá-lo".
E foi isso que fiz, saboreei o momento, os sorrisos, as conversas descontraídas à volta da mesa, a alegria de revê-los, aquela alegria que só é possível quando o tempo e a distância geram saudade.
Mas senti que o tempo foi pouco. Para tudo aquilo que queria dizer. Para perguntar "como estás?" e para ouvir a resposta sincera e completa. Para apreciar não só as palavras, mas também os silêncios.

sábado, 18 de outubro de 2008

Obrigação

"E quando se pressente a mais remota hipótese de felicidade (...) devemos agarrá-la pelos tornozelos e não a largar (...) - isto não é egoísmo, mas obrigação. Se nos foi dado o dom da vida, é nosso dever (e também nosso direito como seres humanos) encontrar algo de belo nessa vida, por mais insignificante que seja."

In: Comer, Orar, Amar

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Ouvir e sentir (XXXI)

Marisa Monte
"Pelo Tempo que Durar"

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Momentos (XXVII)

Estar uma hora numa oficina, na conversa com o mecânico, enquanto ele me arranjava o carro, a falar alegremente sobre música francesa e viagens. E descobrir que o filho dele já viajou mais do que eu.
Porque a cultura não tem a ver com as mãos sujas de óleo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

domingo, 12 de outubro de 2008

Harrrghhh!!

- Tá uma lagartixa no lava-loiças!!!
- Como é que ela veio aqui parar?
- Vinha no saco das uvas que o teu pai nos deu. E a p#$& não morre com água!
- Tu tentaste afogá-la?!
- Claro!!
E o defensor dos pequeninos e oprimidos lá pega naquela coisa nojenta e leva-a para o jardim da entrada do prédio.
- Anda lá bicho, antes que ela te mate.

Momentos (XXVI)

Houve um episódio de "Bones" em que eles íam a um restaurante onde o dono olhava para a cara dos clientes e adivinhava o que lhes estava a apetecer comer. Desde esse dia ele dizia-me que queria encontrar um sítio assim.
Entramos, cumprimentamos o Sr. J. e sentamo-nos a um canto escondido, ficamos na conversa e só passados dez minutos reparamos que o senhor desapareceu e ninguém nos vem mostrar a lista. Mais cinco minutos e temos o jantar na mesa, com uma garrafa de vinho branco frutado a combinar na perfeição.
Como na canção do "Cheers":
"Sometimes you want to go / where everybody knows your name".