Mas no meio disto tudo, o melhor do meu fim de semana foram as bochechas da princesa, vê-la sorrir (ela já sorri!), ouvir os primeiros sons ainda incoerentes, ver os braços e pernas a mexer descontroladamente e sentir a força dos seus dedos pequeninos a agarrar os meus.
"Passou tudo tão depressa / nunca te falei de mim / o que digo não importa / o que sinto talvez sim."
domingo, 31 de agosto de 2008
O melhor do fim de semana
Era para escrever sobre o fim de semana cansativo que tive, o almoço de aniversário do B. em Lisboa, na casa nova dele, com a namorada nova dele (fiquei com a sensação que a rapariga estava desconfortável ao meu lado, e saber que sou amiga da ex não deve ajudar nada), a viagem de Lisboa para Leiria (ele bebeu uns copos a mais, e eu tive de levar o carro, não gosto de conduzir, e ainda menos quando ele vai ao meu lado, é mania de perseguição, eu sei), ficar até às 4 e meia da manhã na conversa com a L., cá fora no terraço, dormir numa cama dura como pedra e que chiava ao mínimo movimento, ir para a praia no dia seguinte quando ainda todos estavam a dormir (o único momento de calma do fim de semana, aquela manhã sozinha na praia), voltar à tarde para um último mergulho antes da partida, mas sentir um respeito quase temor pela força daquele mar de ondas revoltas, terminar com um jantar em família e entrar em casa tarde, mais cansada do que saí.
Mas no meio disto tudo, o melhor do meu fim de semana foram as bochechas da princesa, vê-la sorrir (ela já sorri!), ouvir os primeiros sons ainda incoerentes, ver os braços e pernas a mexer descontroladamente e sentir a força dos seus dedos pequeninos a agarrar os meus.
Mas no meio disto tudo, o melhor do meu fim de semana foram as bochechas da princesa, vê-la sorrir (ela já sorri!), ouvir os primeiros sons ainda incoerentes, ver os braços e pernas a mexer descontroladamente e sentir a força dos seus dedos pequeninos a agarrar os meus.
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Flashs
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Quero
"Quero ver o seu rosto iluminar-se quando eu entro numa sala, não apenas durante estes dias escassos, mas todos os dias. (...) Quero ensinar-lhe as suas orações, o abecedário e a ter boas maneiras. Quero que seja meu. (...) porque eu não tenho filhos e quero alguém para amar."
Ana de Cléves, in Herança Bolena
Ana de Cléves, in Herança Bolena
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Mudanças (IV)
Tenho uma consciência plena que este é um ano de mudanças drásticas na nossa vida, de convulsões que já exigiram e vão continuar a exigir reorganização, cabeça fria e muita compreensão, principalmente da minha parte: só este ano ele já foi operado duas vezes, foi a mais consultas médicas do que no resto da vida dele, a pessoa que ele considera como mãe lutou contra um cancro (e venceu), vai voltar a estudar e agora vai mudar de emprego.
No meio de tudo isto, a única mudança desejada foi a que ainda não aconteceu.
No meio de tudo isto, a única mudança desejada foi a que ainda não aconteceu.
Decisão
Estou no comboio quando ouço o telemóvel, o toque particular, antes de o tirar da mala já sei que é ele. "É só para saberes que vou desistir, estou farto. Logo à tarde vou ter uma reunião com o boss, e vou-me embora. Cheguei ao meu limite."
Estava à espera desta chamada, só não sabia quanto mais tempo ele aguentava a injustiça e baixeza que se abateu sobre todos eles, colegas de sempre, obrigados a ir embora sem glória depois de darem anos de esforço a um patrão que nunca os mereceu. Ele foi o último, não vai ficar ninguém, o objectivo do patrão foi atingido, já pode rir à vontade, de satisfação pela sua esperteza. Não costumo desejar mal a ninguém, mas neste momento só me passam pela cabeça imagens macabras de todas as misérias que aquele tipo merecia sofrer.
Aparte isso, estou anormalmente calma, tenho uma voz interior que me diz para não me preocupar, vai tudo correr bem. Durante todo este tempo sabia que este dia ía chegar, esta mudança (mais uma, este ano têm sido tantas) ía acontecer, só não sabia como, nem quem vergava primeiro.
A decisão está tomada. Come what may.
Estava à espera desta chamada, só não sabia quanto mais tempo ele aguentava a injustiça e baixeza que se abateu sobre todos eles, colegas de sempre, obrigados a ir embora sem glória depois de darem anos de esforço a um patrão que nunca os mereceu. Ele foi o último, não vai ficar ninguém, o objectivo do patrão foi atingido, já pode rir à vontade, de satisfação pela sua esperteza. Não costumo desejar mal a ninguém, mas neste momento só me passam pela cabeça imagens macabras de todas as misérias que aquele tipo merecia sofrer.
Aparte isso, estou anormalmente calma, tenho uma voz interior que me diz para não me preocupar, vai tudo correr bem. Durante todo este tempo sabia que este dia ía chegar, esta mudança (mais uma, este ano têm sido tantas) ía acontecer, só não sabia como, nem quem vergava primeiro.
A decisão está tomada. Come what may.
domingo, 24 de agosto de 2008
Resumindo...
... foi um fim-de-semana de alegria, de conversas soltas que tantas vezes descambavam (tantas conotações sexuais, minha nossa...) como só é possível quando nos sentimos completamente à vontade, entre iguais. E de tripas, não à moda do Porto, mas massa da bolacha americana mal-cozida, com o recheio que quiséssemos (after-eight, gelado, doce de morango e chocolate, caramelo...) e polvilhada com canela. DIVINAL!!!
Tería sido perfeito se a P. e o B. não se tivessem chateado, mas isso já é quase normal, são muito novos, muita cabeça quente que fica mais quente ainda depois de uns copos, algum amuo, algumas perguntas que só eles podem responder. Mas despedimo-nos com a certeza que vão conseguir encontrar o seu próprio caminho, e decidir o que é melhor para ambos.
Estou a tentar lembrar-me quando foi a primeira vez que vi a P., e não consigo. Sei que não foi há muito tempo, não é uma amiga de infância ou da faculdade, e no entanto tenho uma empatia com ela que consegui com muito poucas pessoas na minha vida. Quero muito que ela seja feliz, e apesar de nem sempre ser muito expansiva (não têm conta as vezes que me disse que nos adorava, abraçada a mim na pista) isso não diminui o carinho que sinto por ela.
Tería sido perfeito se a P. e o B. não se tivessem chateado, mas isso já é quase normal, são muito novos, muita cabeça quente que fica mais quente ainda depois de uns copos, algum amuo, algumas perguntas que só eles podem responder. Mas despedimo-nos com a certeza que vão conseguir encontrar o seu próprio caminho, e decidir o que é melhor para ambos.
Estou a tentar lembrar-me quando foi a primeira vez que vi a P., e não consigo. Sei que não foi há muito tempo, não é uma amiga de infância ou da faculdade, e no entanto tenho uma empatia com ela que consegui com muito poucas pessoas na minha vida. Quero muito que ela seja feliz, e apesar de nem sempre ser muito expansiva (não têm conta as vezes que me disse que nos adorava, abraçada a mim na pista) isso não diminui o carinho que sinto por ela.
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