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sexta-feira, 16 de março de 2018

Manhã (tão) serena...



Ainda dizes "fanhaste" em vez de "falhaste". E "eu di..." em vez de "eu dei..." Refilas com este mundo e o outro, és um indignado com a vida (quando não corre como tu queres, claro...) e estás cada vez mais argumentativo. Chamas-me velha todos os dias. E gorda. Só para me veres fingir zangada.
Mas as nossas manhãs estão cada vez mais serenas. Acordas e vens ter comigo de mansinho, eu finjo que me pregaste um susto e que não estava à tua espera. Tu ris muito. E eu adoro o teu riso. Tomas banho com tempo para estares debaixo do chuveiro só a sentir a água quente, e a fazeres desenhos com os dedos no vidro da banheira. Embrulho-te na toalha e enxugo-te sentado no meu colo, depois de te envolver num abraço imenso e te encher de beijos no queixo. Tomamos o pequeno almoço com calma, enquanto vais falando e contando histórias. Descemos as escadas de mão dada e a conversar. Conduzo até à escola enquanto vais fazendo perguntas e dando respostas inabaláveis do alto dos teus cinco anos e meio. Estás cada vez mais falador. E eu continuo a derreter-me a ouvir-te. Só a ouvir-te. (E a ver-te crescer).

domingo, 25 de fevereiro de 2018

O meu presente

Queria mimar-me. Pegar em Peter Pan e ir para a praia. Um fim de semana só para nós. Escolhi Peniche porque foi dos poucos hotéis onde aceitam crianças na piscina interior, sem reservas. E a decoração é a minha cara. O lobby é um sonho. E podia ficar a morar naquele quarto para sempre. Clean, branco a perder de vista, com apontamentos de mar. Assim que chegámos, fomos mergulhar. Famílias inteiras com os putos, com bóias e braçadeiras. Pouco SPA mas tanta animação. Peter Pan feliz, tão feliz. Experimentámos o banho turco e a sauna, uns minutos só para ele ver como era. E delirou com o jacuzzi. Mais mergulhos, e depois diz-me que quer voltar para o quarto. Para ficar espojado na cama a ver bonecos. E para fazermos lutas de almofadas até à hora do jantar. Nem sequer quis sair para ir brincar na praia. Saímos para jantar e Peter Pan acha imensa piada à voz da senhora do GPS. Demoramos 3 minutos a chegar ao restaurante, jantamos com toda a calma, e bebo café já com o texugo aninhado no meu colo, quase a fechar os olhos. Voltamos para o hotel para nos enroscarmos na cama, os dois, a ver uns minutos de desenhos animados, até sentir a respiração pesada dele, encostado ao meu peito, a dormir profundamente.
Não dormi nada de jeito mas a culpa não foi da cama confortável, e Peter Pan não ajudou, ao acordar às sete e meia da manhã a dizer que queria comer bacon e ovos ao pequeno almoço. Comeu sim, mas só metade, depois acabou nos seus fiéis cereais com leite, antes de ir aviar quatro mini donuts, que ía buscar sorrateiro à mesa dos bolos. Voltámos para o quarto e passámos a manhã a brincar com as dezenas de carrinhos que ele tinha trazido. Saímos para ir ter com o L. que veio almoçar connosco, fomos finalmente à praia, e Peter Pan descobriu a adrenalina de descer dunas... foi a loucura... um sobe e desce incessante, querer jogar às escondidas nas dunas, cavar buracos à beirinha da água, encher-se de areia até ao tutano e fugir das ondas com gargalhadas de encher a alma. Depois do almoço a sugestão de ir a Óbidos, chocolate por todos os cantos, muita gente mas espaço para passear, encher mais os olhos que a barriga com todos os pormenores deliciosos, e terminar a tarde num canto despercebido dos turistas, com mesas de madeira, pão caseiro, queijo e chouriço assado, e a alegria de Peter Pan a jogar às escondidas pelos cantos.

























domingo, 21 de janeiro de 2018

Momento (cúmplice...)

Sentados no banco da varanda, lado a lado, as minhas pernas apoiadas no parapeito, as tuas pernas relaxadamente esticadas em cima das minhas, cada um com um livro na mão, a fingir que lemos enquanto vamos espreitando as pessoas e os carros que passam lá em baixo na rua, tu vais comentando o que vês e fazendo perguntas:
- Mãe, na África do Sul está a nevar?
- Não sei, mas acho que não...
- Ai está, está... se fica ao pé do Pólo Sul, deve estar a nevar...

... enquanto eu me perco na tua voz grave e na tua expressão concentrada de quem está a ter uma conversa séria e profunda, e sorrio por dentro num misto de divertimento e orgulho desmedido pelo meu menino crescido.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dar asas

Peter Pan já tinha dito várias vezes que queria andar de avião. Como não sabíamos qual ía ser a reação, se tería medo ou não, optámos pela viagem mais curta possível, ida e volta Lisboa - Porto.
Vasculhei a net à procura de um bom preço, comprei os bilhetes com dois meses de antecedência, e fiquei a rezar para que não chovesse nesse dia.
Só lhe contámos a novidade uns dias antes da viagem, e a partir daí a agitação não parou de crescer. Esbugalhou os olhos e perguntou de sorriso rasgado " a sério? É mesmo verdade que vamos andar de avião?" E ao ouvir a resposta afirmativa, começou aos saltinhos num histerismo que me comoveu. E assim foi nos dias seguintes, em que perguntava vezes sem conta se era mesmo verdade, e pulava de alegria sempre que ouvia o "sim!!!"
Fizémos a viagem de carro até Lisboa debaixo de chuva (e eu a imaginar que no Porto devia estar bem pior...), Peter Pan num misto de impaciência e nervoso miudinho, sempre aos pulos e de sorriso imenso, e nem os quarenta minutos de atraso na partida o aborreceram.
Delirou com a descolagem, ficou muito atento a ver os prédios a ficarem mais pequenos, as nuvens debaixo da asa, o recorte da costa que o pai ía explicando. Aterrámos com a mesma euforia, e a certeza de que lhe estávamos a proporcionar uma experiência inesquecível.
Fomos de metro até ao centro, e nesse percurso de 40 ou 50 minutos, o pequeno texugo adormeceu de cansaço, tal tinha sido o entusiasmo da manhã. Passeámos nas ruas do centro, descemos até à Ribeira, vimos os barcos e a ponte, "almoçámos" numa esplanada às quatro da tarde, ao som de música de rua e rodeados de turistas. Fomos até à Livraria Lello mas desistimos da ideia de entrar quando vimos a fila à porta. Peter Pan não se importou muito, só pedia para ir para o aeroporto, porque queria andar de avião outra vez. (Tudo isto sem apanhar um pingo de chuva, e sem sentir sequer uma ponta do frio típico do norte...).
O voo de regresso foi vivido com a mesma excitação e deslumbramento, Peter Pan a dizer que o que mais gostava era de sentir o avião a levantar e a aterrar, e a envergonhar-se no momento de ir ver o cockpit, recusa que manteve até ao fim, com muita pena minha. Mas a felicidade dele era quase palpável, e a alegria transbordante que lhe saía do sorriso foi o maior sinal de um dia tão cheio de emoções, que acabou com ele a adormecer profundamente no carro, antes mesmo de sairmos do estacionamento do aeroporto.

(Irei guardar na memória o teu olhar deslumbrado e o teu riso de euforia.
Que possa sempre dar-te asas, meu amor pequenino...)











sábado, 25 de novembro de 2017

Pedir


Sei que não vai ser sempre assim, e é natural.
Mas peço à vida que nunca deixes de procurar o meu colo e pedir mimo.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

sábado, 30 de setembro de 2017

Fazer feliz (II)











 
 









E depois de passear por Trojillos e Guadalupe, e regressar com paragem em Marvão, o que o puto mais gostou... foi de andar de Segway com o pai...